Comediante David Chappelle em especial da Netflix (Divulgação)

Créditos da imagem: Comediante David Chappelle em especial da Netflix (Divulgação)

Séries e TV

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Funcionários da Netflix entram com ação trabalhista por caso David Chappelle

Profissionais acusam empresa de retaliação por críticas à especial

Pedro Henrique Ribeiro
30.10.2021
17h15
Atualizada em
02.11.2021
16h49
Atualizada em 02.11.2021 às 16h49

A Netflix recebeu acusações trabalhistas por causa do controverso especial do comediante David Chappelle em que ele ataca a comunidade LGBTQIA+. Dois funcionários transexuais foram ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas dos EUA para acusar o streaming de retaliação por criticarem The Closer. As informações são da The Verge.

O ex-gerente de programas B. Pagels-Minor, demitido enquanto organizava greve de funcionários trans, e Terra Field, uma engenheira de software suspensa após criticar o especial, são os responsáveis pela queixa. Eles afirmam que as ações da Netflix foram projetadas para impedir que os trabalhadores falassem sobre suas condições de trabalho, incluindo o desejo de criar um ambiente seguro para os funcionários.

"Esta acusação não é apenas sobre B. e Terra, e não é sobre Dave. Trata-se de tentar mudar a cultura e ter um impacto para os outros", diz a advogada deles, Laurie Burgess. "A acusação é toda sobre ação coletiva. Trata-se de apoiar seus colegas de trabalho e falar para coisas que você se importa."

B. está grávido de 35 semanas e está prestes a perder o plano de saúde. "Em meio a todo o estresse, estou tentando tirar um dia de cada vez e focar na minha saúde", disse ele à revista. "Como é uma gravidez de alto risco, eu tenho que ter cuidado. Nem sabemos qual é a nossa situação de plano de saúde, e estamos programados para estar em um hospital tendo um bebê em menos de 30 dias."

No caso de Terra, uma das primeiras a denunciar as ofensas do especial, ela chegou a ser ameaçada de morte e teve seus dados pessoais vazados. "Isso é o que acontece com as pessoas trans - somos tolerados desde que fiquemos quietos, mas se falarmos somos assediados".

Em um comunicado enviado à The Verge, a Netflix negou ter tomado qualquer atitude para silenciar os funcionários.  "Reconhecemos a dor e a dor causadas aos nossos colegas trans nas últimas semanas. Mas queremos deixar claro que a Netflix não tomou nenhuma ação contra os funcionários por falarem ou sair."

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