Kennedy McMann como Nancy Drew na série da CW

Créditos da imagem: Nancy Drew/CW/Divulgação

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Nancy Drew | Série de detetive diverte ao combinar Riverdale com Scooby-Doo

Seriado da CW adapta clássica personagem infantojuvenil com estética sombria e aparições fantasmagóricas

Arthur Eloi
05.06.2020
17h14

Mistérios e séries de TV são a combinação perfeita. A natureza episódica do formato permite que a tensão seja renovada toda semana, e torna as reviravoltas mais impactantes, além de encaixar casos menores na duração de um capítulo. É por isso que procedurais policiais e séries de detetive, como Sherlock, fazem tanto sucesso. A CW sabe disso e, após muitas de suas séries beberem de clássicos de investigação, aposta em Nancy Drew, detetive clássica dos livros infantojuvenis.

Para entender a série, que chega ao Brasil pela Globoplay, é preciso entender outra produção da emissora: Riverdale. O programa baseado nas HQs da Archie Comics é (com razão) criticado por muita coisa, como o roteiro e as atuações, mas é um enorme sucesso de público, especialmente por sua estética sombria, moderna e sensual. É visível que Nancy Drew bebe bastante do visual, seja pela caracterização da cidade pequena (que Riverdale, por sua vez, bebeu de Twin Peaks), ou pela forma que os conflitos pessoais da protagonista se misturam com os problemas maiores.

Na trama, Drew (Kennedy McMann) é uma figura conhecida da pacata Horseshoe Bay, nos Estados Unidos. Desde pequena demonstrava interesse e curiosidade em resolver mistérios, algo que lhe rendeu uma reputação complicada com a polícia. Já adulta, ela precisa descobrir como navegar na vida pós-colegial, entrar em uma boa universidade e juntar dinheiro para deixar sua cidade. Um dia, porém, a jovem se vê envolvida em um estranho homicídio, e decide conduzir sua própria investigação.

O mistério central tem um quê clássico, já que trata da morte de uma figura poderosa da cidade. Ao ritmo que investiga, Drew percebe que até aqueles próximos à ela são suspeitos, o que aumenta a intriga para a resolução e dá corda para várias teorias na cabeça do espectador. Enquanto muitas séries perdem a mão ao carregar um suspense do tipo por quase 20 episódios, Nancy Drew tem um diferencial: os elementos sobrenaturais.

Logo na abertura, o seriado deixa claro que Horseshoe Bay é atormentada por uma figura fantasmagórica. A tal assombração é usada como justificativa para todo acontecimento bizarro do local, de traições à crimes. Assim, a produção tem a justificativa para aumentar a tensão não só através da trama, mas também pela linguagem do terror. Essa presença do além, somada com a investigação de Drew e seu carismático grupo de amigos, dá um toque de Scooby-Doo para a obra. Se, no fim das contas, o responsável será mesmo um fantasma, ou apenas alguma forma de manipulação, só adiciona à curiosidade e diversão de um bom conto de mistério.

Com 18 episódios, a primeira temporada de Nancy Drew já está disponível no catálogo da Globoplay. Uma segunda temporada já está garantida.