Avatar: A Lenda de Aang/A Lenda de Korra

Créditos da imagem: Nickelodeon/Divulgação

Séries e TV

Artigo

Como a franquia Avatar pode crescer para além da TV nas mãos de seus criadores

Criadores da série original, Bryan Konietzko e Michael DiMartino comandarão futuro da franquia com o Avatar Studios

Nicolaos Garófalo
29.03.2021
19h44
Atualizada em
29.03.2021
19h56
Atualizada em 29.03.2021 às 19h56

Depois da decepção com o afastamento de Bryan Konietzko e Michael DiMartino do live-action de A Lenda de Aang, atualmente em desenvolvimento na Netflix, os fãs de Avatar foram surpreendidos pelo anúncio de que a dupla que criou a animação comandaria o Avatar Studios. Como o próprio nome sugere, a nova divisão da CBSViacom ficará responsável pela criação de novos conteúdos ligados ao desenho para o cinema, a TV e o streaming, com os criadores supervisionando as novas produções.

A promessa de uma série que ligará os eventos de A Lenda de Aang e A Lenda de Korra tem animado os espectadores. Além de imaginar há anos os eventos que ligam as duas animações, fãs também vem pedindo por histórias de personagens queridos como Avatar Kyoshi, General Iroh e Wan, primeiro Avatar da história. No entanto, a criação de um estúdio dedicado unicamente à franquia dá a entender que as novas produções não focarão apenas em personagens existentes.

Do mesmo jeito que Avatar usou mídias como quadrinhos e livros para contar a história de nomes já apresentados, é muito provável que esses personagens conhecidos dominem as mídias “alternativas”, como telefilmes e minisséries dedicadas ao streaming. Por já terem sido publicadas anteriormente, The Rise of Kyoshi, The Search e North and South talvez não tenham o ineditismo necessário para justificar um lançamento nos cinemas, embora sejam capazes de atrair o público, caso sejam adaptadas para a TV.

Ao mesmo tempo, é de se esperar que os lançamentos cinematográficos foquem nos protagonistas das duas primeiras séries. Aang e Korra mostraram, de suas próprias maneiras, que têm o carisma necessário para conseguir uma sobrevida nos cinemas, especialmente se DiMartino e Konyetzko criarem novas histórias que mostrem mais a fundo o mundo da dobra de elementos e a luta dos Avatares para manter a paz entre os reinos.

Novos Avatares para novos tempos

Emissora original da franquia, a Nickelodeon foi confirmada como um dos principais meios de transmissão dessa nova leva de conteúdo. Embora nada esteja certo, é provável que a TV volte a ser o meio principal para a apresentação de novos Avatares e dobradores, com séries transmitidas de maneira tradicional para seu público-alvo – crianças e adolescentes.

Seguindo os exemplos de A Lenda de Aang e A Lenda de Korra, seria curioso ver a maneira como um Avatar lida com avanços tecnológicos, novos desafios sociopolíticos e a existência de diferentes crenças. Após as séries anteriores se passarem em períodos feudais e de uma revolução industrial, trazer a franquia para a Era Digital parece um passo natural.

Um cenário moderno é também a chance de expandir o conceito de espiritualismo tão presente na franquia e continuar os debates filosóficos apresentados em 2005, quando “O Garoto no Iceberg” foi ao ar pela primeira vez. Em um mundo em que a tecnologia é onipresente, a missão do Avatar de manter o equilíbrio receberia um novo significado, talvez ainda mais pertinente que as discussões das séries originais.

Obviamente, tudo o que foi dito aqui não passa de uma suposição. É praticamente impossível prever o que Konyetzko e DiMartino têm planejado para Avatar. Por outro lado, a presença da dupla no comando do Avatar Studios dá esperanças de que os erros cometidos no infame O Último Mestre do Ar sejam evitados e que a franquia volte a ser uma presença constante no futuro da cultura pop.

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