J.K.Rowling

Créditos da imagem: J.K.Rowling/YouTube/Reprodução

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J.K. Rowling | Novo livro da autora traz serial killer que se veste de mulher

Sinopse relembrou os fãs sobre polêmica da autora com a comunidade trans

Fábio Garcia
14.09.2020
16h02
Atualizada em
14.09.2020
17h29
Atualizada em 14.09.2020 às 17h29

Além da saga Harry Potter, a autora J.K. Rowling possui uma série de livros de crimes investigados por um detetive chamado Cormoran Strike. O mais recente livro da série, chamado Troubled Blood, teve sua sinopse revelada: na trama, Cormoran investiga um serial killer que se veste de mulher para ceifar a vida de suas vítimas (via Pink News).

Na história de Troubled Blood (Sangue Perturbado, em tradução livre), a investigação é sobre um caso ocorrido em 1974, em que o desaparecimento de uma mulher parece relacionado a um serial killer que se veste de mulher. Após a divulgação da sinopse, pessoas nas redes sociais relacionaram a trama às polêmicas recentes envolvendo a autora e a comunidade trans.

Rowling foi acusada de transfobia depois de fazer comentários polêmicos no Twitter sobre uma matéria que dizia "pessoas que menstruam" em vez de "mulheres". O texto tinha a intenção de ser inclusivo, isto é, considerar também as mulheres trans. Mas, para a autora de Harry Potter, a identidade de gênero das pessoas - isto é, se a pessoa se identifica como homem, mulher ou não-binária - é definida exclusivamente pelo sexo biológico, apagando portanto a existência da população trans.

Os comentários repercutiram nas redes sociais. Muitos fãs se disseram decepcionados com Rowling a ponto de alguns brincarem que ela não era mais a criadora do Universo Bruxo, mas sim celebridades como Shakira Kylie Minogue.

Recentemente a autora decidiu devolver o prêmio Ripple of Hope (Onda de Esperança, em tradução livre) após a polêmica causada por seus comentários sobre pessoas transgênero. Criada pela fundação Robert F Kennedy Human Rights, a premiação é voltada a pessoas que “demonstraram compromisso com mudanças sociais”. Rowling havia sido chamada de transfóbica por Kerry Kennedy, presidente da fundação.