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Funcionários da editora de J.K. Rowling se recusam a trabalhar após polêmica

Comentários sobre pessoas transgênero incomodaram fãs

Nicolaos Garófalo
16.06.2020
21h05

Os polêmicos comentários de J.K. Rowling sobre pessoas transgênero não incomodou apenas os fãs da escritora. Funcionários da editora Hachette manifestaram sua insatisfação em uma reunião e se recusaram a seguir trabalhando no novo livro da autora.

Segundo o Daily Mail, a divisão de livros infantis da empresa disse “não estar preparada para trabalhar” em O Ickabog, novo livro de Rowling, criticando as postagens da escritora. Uma fonte que trabalha na editora teria dito que a insatisfação veio de apenas “um punhado de funcionários”, que “conversarão com seus respectivos gestores” sobre o assunto.

Nós acreditamos que todos têm o direito de expressar livremente suas crenças e pensamentos”, informou a Hachette em um comunicado. “Por isso não comentamos nas visões pessoais de nossos autores e respeitamos o direito de nossos funcionários expressarem seu ponto de vista”. A editora seguiu o comunicado dizendo que jamais obrigaria seus funcionários a trabalharem em um livro que possa lhes causar incômodo por motivos pessoais, mas que há “uma distinção entre isso e se recusar a trabalhar por discordar da opinião de um escritor” expressada em sua vida pessoal.

Em 6 de junho, J.K. Rowling voltou a causar controvérsia no Twitter ao falar sobre a população trans, polêmica com a qual já havia se envolvido um ano antes. Os comentários decepcionaram muitos fãs, que disseram não ver mais a franquia Harry Potter com os mesmos olhos.