Percy Jackson e os Olimpianos (Disney/Divulgação)

Créditos da imagem: Percy Jackson e os Olimpianos (Disney/Divulgação)

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Rick Riordan faz mea culpa em primeiro ano de Percy Jackson e os Olimpianos

Com a série, escritor mostra que se atualizou, tornando sua franquia mais relevante para os novos tempos

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3 min de leitura
01.02.2024, às 14H55
ATUALIZADA EM 01.02.2024, ÀS 15H09
ATUALIZADA EM 01.02.2024, ÀS 15H09

A série de Percy Jackson e os Olimpianos trouxe muitas novidades para a trama de Rick Riordan, algumas delas bem significativas para a obra. Aqui, não vamos falar em mudanças de roteiro ou cortes no livro, mas da mudança de mentalidade do autor entre o lançamento de Percy Jackson e o Ladrão de Raios e hoje. Entre os destaques da nova adaptação, a personalidade mais independente de Selly Jackson, a maior diversidade e o fim da gordofobia traçam uma nova visão de mundo de Riordan e servem como uma maneira de ele se retratar pelo passado.

Durante toda a divulgação do elenco da série Percy Jackson e os Olimpianos, quando algum ator não-branco era escalado para interpretar um personagem branco, as redes sociais se viam cheias de comentários racistas. Os ataques aconteciam mesmo que o ator ou atriz fosse uma criança, como Leah Jeffries, que interpreta a esperta semideusa Annabeth Chase. Na ocasião, Riordan saiu em defesa da jovem. “Vocês se recusam a acreditar em mim, o cara que escreveu os livros e criou esses personagens, quando eu digo que esses atores são perfeitos para os papéis”, escreveu, para dizer que as coisas seriam diferentes agora.

Quando nos aventuramos pelas páginas dos livros, nos deparamos com descrições das principais cidades americanas e dos personagens da obra – e o que chama a atenção é que quase todos são brancos. Se considerarmos que o Olimpo segue a sociedade ocidental aonde quer que ela vá, faz sentido que esses deuses se adaptem às eras e à sociedade em que estão. Por isso, faz sentido termos um Zeus negro, por exemplo, como foi o caso de Lance Reddick na série. Não que a justificativa se fizesse necessária, mas ela existe.

Agora, como se fizesse um mea culpa, o escritor corrige algumas deficiências de seus livros. Além da diversidade racial que foi incluída na produção, vemos a trama abandonar a gordofobia adotada especialmente no confronto entre Percy e a Quimera. Nessa cena específica, nas páginas do livro, Rick chama a personagem Equidna de gorda pelo menos sete vezes, mas isso acontece várias outras vezes durante o primeiro volume, como na descrição de Dionísio, que é constantemente chamado de homenzinho gorducho. Por algum motivo, ambos foram interpretados por atores magros na série, e os comentários sobre o físico dos personagens também desapareceram.

Com a série, Rick Riordan tem a oportunidade de atualizar sua obra para os novos tempos, corrigindo seus erros e a tornando mais relevante para uma nova geração. Além da mudança de discurso, a produção também traz um novo olhar sobre diversidade de uma forma muito positiva, especialmente pela atuação de Leah Jeffries. Com isso, Riordan mostrou que todo esse humor, hoje visto como preconceituoso, é descartável e em nada impacta a sua obra.

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