Saoirse Ronan em The Seagull/KGB Media

Créditos da imagem: KGB Media/Divulgação

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Oscar 2020 | A brilhante carreira de Saoirse Ronan

Aos 25 anos, atriz foi indicada pela quarta vez ao prêmio máximo do cinema

Nicolaos Garófalo
01.02.2020
10h00
Atualizada em
31.01.2020
19h16
Atualizada em 31.01.2020 às 19h16

Segunda atriz mais jovem a acumular ser indicada quatro vezes ao Oscar, ficando atrás apenas de Jennifer Lawrence, Saoirse Ronan mal tinha entrado na adolescência antes de concorrer a sua primeira estatueta, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, por Desejo e Reparação, seu segundo filme lançado nos cinemas, em 2007. A irlandesa, então com 13 anos, havia atuado apenas em alguns episódios das séries Proof e The Clinic antes de chegar a Hollywood na como a jovem música Izzie, filha da personagem de Michelle Pfeiffer em Nunca É Tarde Para Amar, que estreou poucos meses antes do longa que lhe rendeu sua primeira indicação.

De lá para cá, Ronan, filha do ator Paul Ronan, acumulou atuações elogiadas em filmes como Hanna, Duas Rainhas e Grande Hotel Budapeste, além, é claro, de indicações ao Oscar de Melhor Atriz por Brooklyn, Lady Bird: A Hora de Voar e Adoráveis Mulheres, sendo está última para 92ª edição da premiação, que acontece no dia 9 de fevereiro.

Entre grandes destaques, raros tropeços e a parceria com a diretora e roteirista Greta Gerwig, relembre a carreira de Saoirse Ronan:

Nunca É Tarde Para Amar (2007)

Em seu primeiro papel no cinema, Ronan contracenou com os astros Michelle Pfeiffer e Paul Rudd na comédia romântica Nunca É Tarde Para Amar, que conta a história de uma mulher com mais de 40 anos e uma filha que começa um relacionamento com um rapaz mais novo.

Apesar de não ser a principal estrela do filme, a jovem Saoirse rouba a cena como a precocemente cética e desiludida Izzie, que escreve uma versão da música “Ironic”, de Alanis Morissette, que aponta diversas injustiças e hipocrisias do mundo das celebridades.

Desejo e Reparação (2007)

No mesmo em que apareceu pela primeira vez nos cinemas, Saoirse seria indicada pela primeira vez ao Oscar por sua atuação como a jovem Briony Tallis em Desejo e Reparação, adaptação do livro de Ian McEwan dirigida por Joe Wright (Orgulho e Preconceito). Na trama, Briony é uma garota talentosa e imaginativa que, ao interpretar errado os sinais de romance entre sua irmã, Cecilia (Keira Knightley) e o jardineiro Robbie (James McAvoy), acusa o rapaz de ser o responsável pelo estupro de uma jovem visitante que estava ficando na casa de sua família.

Indicado a sete categorias do Oscar daquele ano, incluindo Melhor Filme, Ronan foi a única membro do elenco a ser reconhecida pela Academia, que indicou a então garota a Melhor Atriz Coadjuvante, categoria que seria vencida por Tilda Swinton.

Hanna (2011)

Nova parceria entre Ronan e Wright, Hanna foi muito elogiado na época de seu lançamento por conta de sua ação bem coreografada e pelas atuações convincentes de seu elenco, que contava ainda com Cate Blanchett e Eric Bana. Embora não tenha feito grande sucesso nas bilheterias na época de seu lançamento, o filme ganhou um status cult e essa aclamação tardia, resultado da chegada do filme a plataformas de streaming e on-demand, levaram a Amazon Studios a recriar a história da garota criada como a assassina mais mortal do mundo como uma série para o Prime Video.

A Hospedeira (2013)

Talvez o primeiro grande tropeço na carreira de Ronan – e o único até agora -, A Hospedeira levou para os cinemas o livro homônimo de Stephanie Meyer, autora da saga Crepúsculo, com a intenção de repetir o sucesso absurdo da franquia de vampiros. O filme, no entanto, entrou e saiu de cartaz sem fazer alarde, e se pagando por pouco: no total, o longa arrecadou US$ 63 milhões nas bilheterias, sendo que o filme teve um orçamento de US$ 40 milhões.

A Hospedeira foi tão esquecível que nem mesmo o Framboesa de Ouro, que premia anualmente os piores filmes do ano, se lembrou de indicar o longa de Adrew Niccol, apesar de seus incríveis 9% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O Grande Hotel Budapeste (2014)

Um dos filmes mais divertidos e coloridos de Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste é recheado de grandes atores e performances e, embora Ronan passe quase despercebida como a confeiteira Agatha, o longa marca o retorno da atriz aos filmes queridinhos da crítica, pavimentando seu caminho para suas próximas atuações, que novamente seriam reconhecidas pela Academia.

Brooklyn (2015)

Dirigido por John Crowley, Brooklyn conta a história de uma jovem mulher irlandesa eu se muda para Nova York em busca de oportunidades de emprego e uma vida melhor. Central para o filme, Ronan brilha no papel principal, Eilis, e expõe as várias nuances da história de superação da imigrante e das dificuldades enfrentadas por ela em equilibrar sua nova vida no bairro novaiorquino com suas relações familiares na Irlanda.

Assim como Desejo e Reparação, Brooklyn foi indicado ao Oscar de Melhor Filme enquanto Ronan foi a única do elenco a concorrer a uma estatueta, desta vez indicada a Melhor Atriz.

Lady Bird (2017)

Primeiro filme da parceria entre Saoirse Ronan e Greta Gerwig, Lady Bird conta a história de uma adolescente rebelde que estuda em um colégio católico na California e sonha em se mudar para longe de casa. Ao longo do filme, a protagonista precisa lidar com desilusões amorosas, términos de amizade e outras dificuldades típicas da juventude.

Com Lady Bird, Ronan chegou à sua terceira indicação ao Oscar, novamente como Melhor Atriz, em um ano em que a categoria teve nomes como Meryl Streep, Margot Robbie, Sally Hawkins e Frances McDormand, que levou a estatueta por seu trabalho em Três Anúncios Para Um Crime.

Adoráveis Mulheres (2019)

Responsável pela indicação mais recente de Ronan, a adaptação do livro escrito por Louisa May Alcott escrita e dirigida por Gerwig tem recebido elogios não só pelas grandes atuações de seu elenco principal, que tem Florence Pugh entre as indicadas ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, mas pela estrutura dada pela cineasta ao filme.

Mais uma vez, Ronan foi considerada como o principal destaque do longa e responsável por traduzir o grande peso emocional de Adoráveis Mulheres para o público, sendo elogiada pela crítica e recebendo, pela quarta vez em apenas 25 anos de vida – e 13 de carreira nos cinemas – uma indicação ao maior prêmio do cinema mundial.