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Vikings | Como o final abre caminho para a nova série derivada

Combinando história e ficção, produção já deixa pistas de como Vikings: Valhalla, da Netflix, retomará a trama

Arthur Eloi
11.01.2021
16h40

Após sete anos no ar, Vikings chegou ao fim nos últimos dias de 2020. Enquanto essa é a despedida definitiva para Bjorn (Alexander Ludwig), Ivar (Alex Hogh Andersen) e outros personagens que caíram nas graças do povo, a produção já tem uma continuação alinhada, chamada Vikings: Valhalla.

Anunciada em novembro de 2019, a nova série é da Netflix, ao invés do History Channel, e é ambientada cem anos após a conclusão do programa original. Como poucos detalhes foram revelados até o momento, é fácil se esquecer que há novidades pela frente. Mas o final do seriado já pavimenta o caminho para Valhalla.

[Cuidado! Spoilers da temporada final de Vikings abaixo]

Durante a reta final de Vikings, após se resolverem com o príncipe Oleg (Danila Kozlovsky) e os russos, Ivar e Hvitserk (Marco Ilso) retornam a Kattegat, sem muito rumo ou objetivo claro. Entediados em sua cidade natal, os guerreiros se unem ao rei Harold (Peter Franzén) para mais uma investida contra os ingleses. De um ponto de vista narrativo, a medida é um pouco decepcionante - afinal, é motivada pelo tédio -, mas serve para estabelecer a premissa do próximo projeto.

Pela breve descrição liberada pela Netflix, Valhalla “acompanha uma nova leva de guerreiros nórdicos históricos conquistando a Europa”. É uma forma de honrar o legado de Ragnar (Travis Fimmel) e seus descendentes como exploradores, que tocaram desde os desertos do Oriente Médio até as florestas da América do Norte. Além do combate, política e pilhagem, a exploração sempre fez parte do DNA de Vikings, e isso ganhou ainda mais força nos momentos finais com a jornada de Ivar, ou então com Ubbe (Jordan Patrick Smith) e Floki (Gustaf Skarsgard) fazendo contato com os povos indígenas do atual Canadá. O que a produção quer dizer ao exaltar essas tramas é que o legado do seriado, assim como realmente fizeram os nórdicos, pode ser visto em cada canto do mundo.

Isso, inclusive, já foi confirmado nos primeiros personagens anunciados. A Netflix já garantiu que o derivado terá os irmãos islandeses Leif Erikson e Freydis, o rei norueguês Haroldo Hardrada, e Guilherme, o Conquistador - o primeiro rei inglês com ascendência nórdica.

Considerando que precisão histórica não é algo com que Vikings se preocupa imensamente, o programa deve amarrar as influências e relatos reais com as criações de seu universo. Haroldo pode ser descendente do filho do rei Harold com a bruxa Ingrid (Lucy Martin), que acaba a série como a rainha de Kattegat e da Noruega. Além disso, tanto o núcleo da Islândia quanto da América do Norte garantem contexto para a entrada de Leif Erikson e Freydis, exploradores conhecidos por montar um assentamento nórdico na região do Canadá. Já Guilherme, o Conquistador, pode ter alguma conexão com Hvitserk, que se converte ao cristianismo e passa a viver com os ingleses após a morte de Ivar. Há ainda o filho do Desossado com a princesa Katia (Alicia Agneson), que deixa a porta aberta para um núcleo russo na obra inédita.

Da mesma forma que as grandes sagas vikings foram construídas a partir de relatos, ficção e mitologia, Vikings entregou seis temporadas sob a mesma abordagem, e tudo indica que com Valhalla não será diferente. O mundo dos guerreiros eslavos pode mudar muito em cem anos, mas a série principal já plantou as sementes do que está por vir.

Todas as seis temporadas de Vikings estão no catálogo da Netflix. Ainda não há previsão de estreia para Vikings: Valhalla, que terá produção-executiva do criador Michael Hirst e roteiros de Jeb Stuart, conhecido por escrever Duro de Matar (1988).

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