Omar Sy e Antoine Gouy em Lupin

Créditos da imagem: Netflix/Divulgação

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Artigo

Lupin | Entenda o embate final entre Assane e Pellegrini

Depois de muito jogo de gato e rato, herói e vilão ficam frente a frente no famoso Teatro Châtelet e apenas um sairá vencedor

Mariana Canhisares
11.06.2021
11h08

Foram muitas peripécias e alguns contratempos, mas Assane (Omar Sy) conseguiu ficar frente a frente com Hubert Pellegrini (Hervé Pierre) e confrontá-lo sobre seus crimes ao final da Parte 2 de Lupin. Claro que o desfecho desse intrincado conflito foi repleto de simbolismos e referências ao ladrão de casaca criado por Maurice Leblanc, assim como reviravoltas que mais uma vez comprovaram a sagacidade do protagonista da série da Netflix. No entanto, se você se perdeu com tantos vai e vens da história que culminaram nesse encerramento emblemático, não se preocupe: a gente explica!

[Atenção: spoilers de Lupin a seguir]

Antes de destrinchar o esquema definitivo de Assane, é importante ter em mente duas revelações importantes. A primeira é sobre as intenções de Pellegrini. No último episódio da Parte 2, um flashback revela que o ricaço contratou Babakar (Fargass Assandé), o pai do protagonista, única e exclusivamente para incriminá-lo, adicionando mais uma camada de crueldade ao antagonista. O segundo, porém, é ainda mais relevante. Philippe Courbet, o contador com ares vilanescos que aparece trabalhando ao lado de Pellegrini, é na realidade um aliado de Assane.

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Depois de tomar um susto com o sequestro de Raoul (Etan Simon), Assane decide devolver a “gentileza” colocando Juliette Pellegrini (Clotilde Hesme) contra o pai. No entanto, diferentemente do que se imaginava, seu plano não parou na denúncia. Além de atingir o coração do seu adversário, o Lupin moderno sabe que precisa mexer onde dói mais: no bolso. Então, Assane bola uma estratégia para usar o esquema de desvio de dinheiro do próprio Pellegrini contra ele. Mas, para isso, ele precisa se livrar do contador de longa data do ricaço, e colocar um homem de confiança em seu lugar -- e é aí que Courbet entra.

Com a ajuda de Ben (Antoine Gouy), Assane primeiro rouba a maleta do contador original de Pellegrini para conseguir acesso a todas as propriedades e contas do vilão. Tendo todas as informações à mão, os melhores amigos vão a uma biblioteca em Paris atrás de um aliado a la Arsène Lupin -- sim, ser fã da obra de Leblanc era um pré-requisito -- capaz de encantar o milionário com sua falta de escrúpulos. Em um jovem gótico, mas de mão leve e olhar atento, eles encontram seu Courbet perfeito. Com uma transformação de visual e aulas sobre o mercado financeiro, o jovem estava pronto. O próximo passo foi, então, apresentá-lo a Pellegrini. Em mais um golpe perspicaz, Assane conseguiu que o próprio contador do adversário fizesse as honras e trouxesse seu mais novo aliado para a vida de Pellegrini.

O estratagema final

Com todas as peças alinhadas no tabuleiro, Assane escolheu o Teatro Châtelet, onde ocorreria o evento da Fundação de Juliette, como palco do seu derradeiro esquema contra Pellegrini. O local é o primeiro grande símbolo do último episódio da Parte 2 de Lupin, já que foi o espaço que recebeu a primeira adaptação teatral de uma história de Arsène Lupin.

Omar Sy em Lupin
Netflix/Divulgação

Escondido em uma das caixas com equipamentos de monitoramento das doações, Assane conseguiu se esgueirar para dentro do teatro e confrontar Pellegrini durante a apresentação da orquestra. Ameaçando o ricaço com uma faca, o protagonista conseguiu gravar uma confissão não apenas sobre a morte do capanga responsável pelo sequestro de Raoul, como também sobre o arranjo que terminou na prisão e morte de Babakar. Enquanto sai na mão com os seguranças e fugia dos policiais usando um novo disfarce, o herói envia o áudio para o inspetor Guedira (Soufiane Guerrab) e encerra as investigações contra ele. Quer dizer, não sem antes subir ao palco e desmascarar Pellegrini na frente de todos os espectadores. Afinal, Assane também gosta de um bom espetáculo.

Ajuda de Ganimard

A curiosa parceria entre ladrão e detetive foi de extrema importância para que o plano de Assane desse certo. Graças à esperteza do inspetor Guedira (e a algumas conveniências de roteiro, diga-se de passagem), a polícia de Paris conseguiu colocar as mãos em um arquivo completo com todas as provas que inocentavam Babakar -- que, como você deve se lembrar, estavam em um cartão de memória, escondido em um candelabro no apartamento de Assane.

Depois de compartilhar essas informações com seus colegas, o Capitão Laugier (Vincent Londez) e a tenente Belkacem (Shirine Boutella), Guedira os leva ao teatro e prende o chefe da polícia e capanga de Pellegrini, o sr. Dumont (Vincent Garanger), antes que ele pudesse capturar Assane. Não bastasse isso, o áudio obtido pelo protagonista fortalece o caso contra seu adversário, minimizando as chances de Pellegrini ser salvo mais uma vez por causa da sua influência. O milionário é, enfim, preso.

Uma nova história

Esse esquema, mais uma vez brilhantemente concebido, permite que Assane e seus comparsas, Ben e Courbet, escapem. Enquanto os aliados fogem juntos em um carro, confiando que o herói ficará bem, Assane parte sozinho. Antes de sumir, porém, o ladrão se despede do filho e da ex-mulher, prometendo um dia voltar a Paris e às suas vidas.

O último episódio, portanto, deixa as portas abertas para novas aventuras de Assane, com conflitos, personagens e, por que não, cenários inéditos. Omar Sy já confirmou que haverá uma Parte 3, de modo que resta aos fãs apenas controlar a ansiedade, porque a história do ladrão de casaca moderno não termina por aqui.

As duas temporadas de Lupin estão disponíveis na Netflix.

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