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Pharrell Williams abre pedido judicial para que Trump não use suas músicas

Músico abriu processo após uso de "Happy" no mesmo dia de tiroteio na sinagoga

Julia Sabbaga
30.10.2018
08h27

Pharrell Williams é o novo nome da música a entrar com um pedido judicial para que o presidente dos EUA, Donald Trump, não use suas músicas. O processo veio após Trump ter tocado "Happy" em um comício em Indiana no último sábado, pouco após o tiroteio que matou 11 pessoas em uma sinagoga em Pittsburgh, no último sábado. 

Divulgação

O advogado de Williams, Howard King, divulgou parte do pedido judicial: "Pharrell não permitiu, e não permitirá, que você apresente em público, transmita, ou dissemine suas músicas. No dia do assassinato em massa de 11 pessoas nas mãos de um nacionalista louco, você tocou a música 'Happy' para uma multidão em um evento político em Indiana. Não havia nada de 'feliz' na tragédia que aconteceu no sábado neste país, e não houve permissão para que você use esta música para este propósito". 

A carta de Pharrell segue o mesmo pedido feito pelo Aerosmith em agosto. A banda também deu entrada em um pedido judicial contra Donald Trump depois que o presidente subiu ao palco em um comício com a música "Livin' on the Edge", do álbum Get a Grip, de 93 (leia mais). Esta foi a segunda vez que Trump teve problemas com a banda. Em 2015, o Aerosmith pediu que o presidente parasse de usar "Dream On" em sua campanha presidencial. 

Outros músicos que já impediram que o presidente dos EUA use suas músicas incluem Adele, Neil Young, Rolling Stones e Queen.