Lil Nas X, Green Day e Pabllo Vittar (Divulgação)

Créditos da imagem: Lil Nas X, Green Day e Pabllo Vittar (Divulgação)

Música

Lista

Lil Nas X, Green Day e mais: Os lançamentos musicais imperdíveis de janeiro

Pabllo Vittar, Gossip, NMIXX e mais movimentaram o começo de 2024

Omelete
1 min de leitura
31.01.2024, às 17H53

O ano começou com tudo para quem está ligado no universo da música. O mês de janeiro teve o retorno de popstars da nova geração como Lil Nas X e Pabllo Vittar, de figurões de outras gerações como Norah Jones, Gossip e Green Day, além - é claro - de lançamentos de qualidade no k-pop (NMIXX e AB6IX foram nossos favoritos, e os seus?). Vem com a gente saber o que você não pode deixar de ouvir neste mês.

“Untouchable” - ITZY

Abrir o ano no k-pop é uma responsabilidade e tanto para qualquer grupo, mas o ITZY chutou a porta de 2024 com “Untouchable”. Impulsionada por um pacote de sintetizadores graves, por um refrão incontestável (especialmente na última repetição, elevada pelo crescendo da produção) e por um ganchinho melódico grudento, a canção é o smash inegável que o grupo, já em seu quinto ano de atividade, precisava para provar a força de sua posição dentro da indústria. Parece que elas vieram para ficar.

“J Christ” - Lil Nas X

Apesar do rapper ter sentido que precisava se desculpar pelo uso de imagens sagradas do cristianismo em seu clipe (se você nos perguntar, brincar com religião é prerrogativa do pop desde - pelo menos - “Like a Prayer”, de Madonna), o single “J Christ” ainda serviu para provar de novo que Lil Nas X sabe criar épicos rap-pop melhor do que qualquer um na cena ocidental da atualidade. O refrão de melodia circular, acompanhando por um pianinho saboroso, garante que “J Christ” deve ficar na cabeça até de quem se ofender pelas escolhas estéticas do artista.

“Superconductor” - SF9

Em janeiro do ano passado, o SF9 lançou um álbum desavergonhadamente brega que entrou na minha lista de destaques do mês e se provou resistente o bastante para chegar ao fim de 2023 como um dos meus favoritos do ano no k-pop. Parece que certas coisas nunca mudam, porque janeiro de 2024 chegou e, bom… o SF9 segue sendo um absoluto diamante musical. As delícias do disco Sequence são melhores exemplificadas pelo dream-pop propulsivo de “Superconductor”, dono de uma melodia intrincada e uma batida inclemente, levada com suavidade etérea pelos vocalistas do grupo. Até 2025, rapazes!

“Running” - Norah Jones

A última vez que Norah Jones nos deu um álbum de inéditas, o disco em questão - Pick Me Up Off the Floor, de 2020 - foi um bálsamo de tranquilidade musical em meio a um dos momentos mais turbulentos da história recente. Agora, a madrinha do jazz-pop está de volta com “Running”, primeiro gostinho do disco Visions (marcado para 8 de março), e o pendor dela para casar seu piano errático com uma produção sedutora não mudou. Dessa vez, os vocais rasantes indefectíveis de Norah e um pacote de cordas possante dão o tom da canção, cuja letra evoca o impulso de fugir de um amor que consome a narradora.

“NOM” - 8TURN

O ótimo disco Stunning marca o passo mais promissor do ainda curto caminho trilhado pelo grupo 8TURN, que estreou na indústria do k-pop no ano passado. Embora não tenha elo fraco em sua tracklist de cinco canções, o álbum alcança o ápice em “NOM”, que surfa na tendência faroeste lançada pelo Le Sserafim em 2023 - atenção para o violão que é a base da produção, pontuado pelos guinchos de uma guitarra atrevida - e encontra nela a oportunidade de construir três minutos de pura inovação pop. Entre as várias viradas impactantes de ritmo, “NOM” é dona de uma bridge matadora que deixa os integrantes do grupo soltarem a voz como ainda não haviam feito.

“Strange Days Are Here to Stay” - Green Day

Desde que o Bowie morreu/ As coisas não têm sido as mesmas”, canta Billie Joe Armstrong no primeiro refrão de “Strange Days Are Here to Stay”, faixa que carrega o álbum Saviors para o seu terceiro ato rápido e raivoso. Mais “Boulevard of Broken Dreams” do que “Basket Case”, a canção é o Green Day amadurecido em seu melhor, traduzindo a ansiedade do zeitgeist contemporâneo em um riff de guitarra empolgante e uma melodia grudenta. O disco tem canções mais pesadas e ganchos melhores, mas “Strange Days” é a faixa que deixa o gosto mais marcante na boca com sua abstração habilidosa de um sentimento universal. “Eles nos prometeram para sempre/ Mas temos menos que isso”.

“Run for Roses” - NMIXX

Na mesmíssima vibe faroeste do 8TURN, o NMIXX mostrou que a era Joanne chega para todas com “Run for Roses”, marcada pela melodia cheia de toques de yodelling (aquele canto tirolês clássico) e pelo combo instrumental de guitarra e violino que deixaria Shania Twain orgulhosa. Os produtores da JYP acertam na combinação cuidadosa desses elementos analógicos com um pique pop irrepreensível, realçado pelos sintetizadores do refrão e pelas notas altas tremendamente expressivas da integrante Lily. Para este que vos fala, é a melhor canção do mês, no melhor álbum do mês.

“Pede Pra eu Ficar (Listen to Your Heart)” - Pabllo Vittar

Quer uma notícia boa de verdade para começar o seu ano? Batidão Tropical Vol. 2 vem aí! A sequência do discaço que Pabllo Vittar lançou em 2021, inspirado pelo forró e pelo eletrobrega, ainda não tem data de estreia definida, mas “Pede Para eu Ficar” só fez aumentar a expectativa - versão em português do clássico “Listen to Your Heart”, do Roxette, a canção traz todo o clima emocionado dos maiores clássicos do gênero, com a voz da drag queen filtrada por muito reverb, os sintetizadores originais substituídos por toques estridentes de teclado por cima de uma batida contagiante, e até um coral angelical na bridge. Coisa fina.

“Whistle” - AB6IX

Embora menos ouvida do que merece, a sequência de álbuns que o AB6IX batizou de The Future is Lost tem tudo para se tornar um clássico do k-pop em retrospecto. A faixa “Whistle” dá o pontapé inicial no segundo capítulo da saga, que tem o subtítulo Found (o primeiro, do ano passado, se chamava Lost), mostrando que o grupo segue sem medo de ousar - a batida marcante e o gancho assobiado (é o título da música, afinal) compassadamente abrem espaço para uma mistura hábil de versos hip hop acertadíssimos, cortesia do sempre ótimo Woojin, e partes melódicas que destacam principalmente o tom anasalado marcante de Daehwi.

“Real Power” - Gossip

Se alguém me dissesse que “Real Power” era uma canção perdida daquela sequência espetacular de álbuns que o Gossip lançou nos anos 2000, eu acreditaria. Com a linha de baixo deliciosa, a guitarrinha disco, os vocais não-filtrados de Beth Ditto arrebentando nos agudos e um toque de teclado eletrônico, a canção traz aquela sensação gostosa de abraçar um velho amigo que não vemos há muito tempo. Melhor ainda é saber que não se trata de um simples flashback - o Gossip está mesmo de volta, e o disco Real Power sai em 22 de março.

“Rewind” - B1A4

Com sua viradinha de sintetizadores saída direto de alguma máquina de videokê no centro de Seul, “Rewind” faz jus ao seu título e traz o B1A4 engajado em uma baladinha pop à moda antiga com algumas reviravoltas bem modernas. A melodia doce do refrão dá espaço para um meio-R&B travesso no segundo verso, e a canção é bem carregada pelo carisma relaxado dos três integrantes remanescentes do grupo - que nunca foi um tremendo estouro de vendas, mas se provou resistente ao tempo e está na indústria desde 2011. O bom álbum Connect, lançado no último dia 8, é uma celebração merecida desses 13 anos de estrada.

“Rollie” - (G)I-DLE

Com faixas curtas que, apesar de suas mensagens poderosas, teimam em não decolar musicalmente, o álbum 2 pode não ser o melhor do (G)I-DLE - e faz parte de uma fase meio morna do grupo, diga-se de passagem -, mas quando ele se volta para um hip hop mais franco nas duas últimas faixas é fácil se lembrar por que o quinteto já foi tão apaixonante de se acompanhar. “Rollie” é levada por um riff de baixo irresistível, tem um combo matador de pré-refrão e refrão, e lembra muito o ótimo álbum solo da líder Soyeon, Windy (2021). Embora seja escrita por outra integrante do grupo, Yuqi, a canção indica que o futuro do (G)I-DLE talvez seja menos nos épicos pop e mais nesse flerte com o rap.

“Burning Down the House” - Paramore

O primeiro cover do álbum tributo ao Stop Making Sense, do Talking Heads, foi revelado hoje (31) e o Paramore conseguiu transformar o clássico "Burning Down the House" em uma canção para uma nova geração. A voz marcante de Hayley Williams se conecta completamente com a canção de David Byrne, em uma versão eletrizante que apenas os vocais insanos de Williams seriam capazes de entregar. Aliás, os elogios não vão somente para a frontwoman do Paramore, já que Taylor York e Zac Farro capturam perfeitamente a energia da banda americana, e entregam uma das melhores novidades da semana, quiçá do mês. (Por Juliana Melguiso)

Omelete no Youtube

Confira os destaques desta última semana

Omelete no Youtube

Confira os destaques desta última semana

Ao continuar navegando, declaro que estou ciente e concordo com a nossa Política de Privacidade bem como manifesto o consentimento quanto ao fornecimento e tratamento dos dados e cookies para as finalidades ali constantes.