Estalar Thanos Vingadores Guerra Infinita

Créditos da imagem: Marvel Studios/Reprodução

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Por que Guerra Infinita não terminou apenas com um gancho para Ultimato

Extras do Blu-ray do primeiro filme revelam detalhes de como a Marvel decidiu conectar os dois longas

Natália Bridi
18.04.2019
13h52
Atualizada em
18.04.2019
13h52
Atualizada em 18.04.2019 às 13h52

A cena final de Vingadores: Guerra Infinita fez muita gente chorar nos cinemas. Mesmo quem sabe que Vingadores: Ultimato está para chegar aos cinemas e que todos (ou a maioria) dos heróis deve retornar, sentiu o peso do plano de Thanos. Nos extras do Blu-ray de Guerra Infinita a equipe dá detalhes sobre esse momento dramático.

Para manter o segredo sobre o fatídico destino de parte dos heróis, Joe e Anthony Russo revelaram o que aconteceria apenas no dia da filmagem. “Reunimos todo o elenco em volta dos nossos diretores e basicamente contamos para eles naquela manhã quando chegaram no set que aquela cena aconteceria e alguns deles desapareceriam”, conta a produtora-executiva Trinh Troan em um dos featurettes do filme. O público é tão bom em prever o desfecho das histórias. A menor pista pode revelar para para onde o filme vai. Então trabalhamos muito duro para que nenhum dos segredos do filme vazasse”, explica o diretor Joe Russo sobre a estratégia de esconder o desfecho do próprio elenco.

A escolha e ordem de quem desapareceria foi determinada pela ligação emocional entre os personagens. Assim, Bucky é o primeiro a sumir e sua “morte” impacta diretamente Steve Rogers. O mesmo acontece entre Okoye, cuja principal missão em vida é proteger o rei de Wakanda, que desaparece na sua frente. Para Anthony Russo, Ver os personagens reagirem à situação é muito poderoso e se conecta ao público”.

Sempre soubemos que queríamos ir além do estalar de dedos de Thanos”, conta Joe Russo sobre o desfecho trágico na versão comentada de Guerra Infinita. “Terminar o filme com o estalar seria um truque de roteiro. Assim terminamos em movimento. É um filme de horror ver cada um desses personagens desaparecer”. “Se terminasse no estalar seria um gancho”, continua o roteirista Stephen McFeely, “da forma como acabou é uma tragédia. É uma tragédia porque o vilão venceu”.

Segundo Joe Russo, Vingadores: Guerra Infinita é um caso raro e ousado: “um filme comercial que termina da forma mais trágica e triste possível”. Uma escolha que, de acordo com os diretores e roteiristas, aumenta ainda mais a conexão entre o longa e o espectador. “Há coisas que você consegue lidar na fantasia que você não consegue lidar na vida real. Vivemos em um mundo complicado, é um filme complicado, e às vezes os vilões vencem. Em uma narrativa, por mais importante que um final satisfatório seja, é muito importante que em alguns momento da sua vida você passe por uma catarse emocional no cinemas, vendo uma narrativa que permite que você encare algumas coisas que você não pode, ou não quer, enfrentar na vida real. Por mais difícil que seja enfrentar um vilão nos cinemas, é mais difícil na vida real. E filmes podem te ajudar com isso”.

O outro lado dessas decisões será conhecido em Vingadores: Ultimato, que chega aos cinemas em 25 de abril.