Tatiana Maslany como Mulher-Hulk

Créditos da imagem: She-Hulk/Marvel Studios/Reprodução

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She-Hulk descobre que “nem todo homem” quer seu mal… só o Josh

Em episódio sobre segundas chances, Jen se permite ser vulnerável com homens e se surpreende ao encontrar apoio em grupo liderado por Abominável

Omelete
3 min de leitura
29.09.2022, às 08H59.

Jen Walters (Tatiana Maslany) tem todos os motivos para desconfiar dos homens à sua volta. Se antes de se transformar em She-Hulk ela já lidava com o machismo no ambiente profissional, com colegas como Dennis Bukowski (Drew Matthews) duvidando das sua capacidade, mesmo ela tendo se provado de novo e de novo, e com abordagens no mínimo suspeitas, a exemplo do “flerte” nada inocente no episódio de estreia, a situação ficou ainda mais difícil depois que ficou gigantona e verde. O ódio nas redes ao que chamaram de “mais uma heroína”, o fetiche e o desejo de torná-la uma cobaia só terminaram por sedimentar a sensação de que é arriscado ser vulnerável perto deles, e a advogada levantou sua guarda.

Por isso, quando Josh (Trevor Salter) surgiu no casamento da sua “amiga”, parecia que ela tinha finalmente encontrado alguém bacana. Não que Jen não soubesse que “nem todo homem” é babaca, até porque ela convive com caras bem legais, como Pug (Josh Segarra) e seu pai (Mark Linn-Baker) — o que, convenhamos, é bem contraintuitivo. Mas pela primeira vez alguém demonstrou interesse romântico por ela mesma, despida de poderes e atenção midiática. Infelizmente, em “O Retiro”, a frustração veio novamente, mas se ela serviu de alguma coisa foi para mostrar de uma vez por todas que a heroína pode se permitir um pouco de vulnerabilidade.

Veja bem, longe de mim minimizar a revelação do final do episódio: o fato do Josh trabalhar para o misterioso HulkKing e ter aproveitado a noite para conseguir a amostra de sangue é enfurecedor em tantos níveis — porque, mais grave do que a quebra de confiança, é a materialização de que as ameaças à vida da She-Hulk de repente ficaram muito reais. Contudo, a série usa o sumiço inicial do então pretendente como uma oportunidade de fazer a protagonista se abrir. Afinal, até do público ela se distanciou neste episódio. Nas figuras do Abominável (Tim Roth) e do líder reformado da Gangue da Demolição (Nick Gomez), duas pessoas que talvez ela não devesse se expor dado seus históricos recentes contra ela e sua família, ela encontra apoio e dá mais um passo para se aceitar por inteiro. Quem diria que o retiro de Emil Blonsky, um lugar onde se penduram frases motivacionais como “hoje é hoje”, seria realmente efetivo?

Agora, não apenas Jen/She-Hulk está mais confiante do que nunca para enfrentar seus adversários, como ela tem uma nova legião de aliados. Se eles estavam dispostos a descer a mão no Josh quando achavam que tudo o que ele tinha feito era dar ghosting nela, imagina agora? Há, ainda, a sempre fiel e esperta Nikki (Ginger Gonzaga), Wong (Benedict Wong) e a aparição mais aguardada da temporada: o Demolidor (Charlie Cox). O Josh e o HulkKing que se preparem, porque Jen definitivamente não está sozinha.

She-Hulk é exibida às quintas, no Disney+. Antes do próximo episódio, confira a nossa entrevista com a atriz Tatiana Maslany:

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