Loki

Créditos da imagem: Marvel Studios/Divulgação

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Escancarando portas para o Multiverso, Loki pode ser a maior viagem do MCU

Com próximo filme do Doutor Estranho marcado para 2022, série da Disney+ será a grande responsável por introduzir realidades paralelas à franquia

Nico Garófalo
20.04.2021
18h24

Com duas prévias reveladas, a trama de Loki ainda é um grande mistério para o público. Por enquanto, sabemos que a série acompanhará o deus da trapaça vivido por Tom Hiddleston se envolvendo com a Time Variance Authority (TVA), agência responsável por eliminar anomalias temporais que afetam o universo. No entanto, o caminho que será seguido pelos roteiros e o próprio comportamento de Loki foram estrategicamente omitidos dos trailers. Por mais que o título de Doctor Strange in the Multiverse of Madness (Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura, em tradução livre) e pelas escalações de Spider-Man: No Way Home já tenham revelado que o multiverso chegará ao MCU, a maneira como ele será explorado segue um mistério e é justamente Loki que dará os primeiros passos pelas realidades alternativas.

Uma das poucas coisas que já se sabe da produção é que Loki deve ser apresentado em sua versão mais vilanesca, saída diretamente do primeiro Vingadores. Com a mesma ganância de nove anos atrás e o poder de saltar por diferentes linhas temporais, o Deus da Trapaça pode muito bem se locomover entre realidades em busca de uma que ele consiga dominar. Usando o novo dom sem a permissão da TVA, a agência reguladora pode tomar o posto de antagonista, resolvendo os problemas causados por Loki e caçando-o por múltiplas realidades.

Outra possibilidade é que o personagem de Hiddleston negociará uma parceria com a TVA, emprestando suas habilidades à instituição como forma de diminuir a pena por seus inúmeros crimes até aquele momento. Mesmo supervisionado por Mobius (Owen Wilson), o deus da trapaça causará problemas por seus métodos nada ortodoxos de resolver as anomalias temporais. Apesar de opostos, esses dois caminhos seriam o caminho ideal para que o Marvel Studios mergulhe ainda mais na bizarrice e galhofa do mundo dos quadrinhos.

Se a realidade alternativa limitada a Westview criada por Wanda (Elizabeth Olsen) em WandaVision já foi considerada uma “viagem” por fãs, Loki pode levar essa impressão à máxima potência. Em episódios que se mantiver separada da trama-geral do MCU, a série pode explorar gêneros diferentes das sitcoms de sua irmã mais velha, colocando o Deus da Trapaça em realidades que se aproximem de procedurais policiais ou dramas adolescentes. Assim como gibis trocam de artistas e roteiristas com o passar dos anos, a temporada de Loki também pode trazer identidades visuais e narrativas únicas, traduzindo a linguagem das HQs de uma maneira diferente do que vem sendo feito nos cinemas.

Essa estrutura iria de acordo com a fala de Hiddleston, que afirmou que o logo com diferentes artes da série reflete a trama e a identidade de Loki. Caso a afirmação do astro seja verdadeira - e se a série conquistar uma segunda temporada sem ligações com Doutor Estranho 2 -, não é improvável que a produção explore ainda episódios animados ou focados em metalinguagem, com a equipe podendo se aproveitar do alcance e das possibilidades criativas proporcionadas pelo MCU.

Como vilão ou anti-herói, Loki pode explorar cantos ainda desconhecidos do Universo Cinematográfico Marvel que, assim como nos gibis, podem trazer versões completamente diferentes de personagens e eventos que vimos até agora na franquia. Finais alternativos para as histórias já contadas nos filmes e paradoxos temporais são apenas dois exemplos de como a equipe da série pode brincar com o conceito de multiverso ao mesmo tempo em que desenvolve seu querido protagonista.

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