Gavião Arqueiro

Créditos da imagem: Marvel Studios/Divulgação

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Gavião Arqueiro | O que raios foi a cena pós-créditos (e por que ela é incrível)

Sequência reforçou proposta inconsequente da série

Nico Garófalo
22.12.2021, às 11:57

[Spoilers de Gavião Arqueiro à frente]

Depois de seis divertidos episódios, Gavião Arqueiro chegou ao fim nesta quarta-feira (22), depois de estabelecer Clint Barton (Jeremy Renner) e Kate Bishop (Hailee Steinfeld) como os dois novos protetores “pé no chão” do MCU. Ao longo das últimas semanas, a série desenvolveu um clima cômico e despretensioso, colocando seus protagonistas em uma sequência de eventos inusitados. O primeiro deles veio na forma de Rogers, musical fictício que reconta a vida do Capitão América (Chris Evans), incluindo a icônica batalha de Nova York mostrada em Vingadores (2012). A peça, assistida pelos Barton no capítulo de estreia, voltou a aparecer como uma cena pós-créditos do finale.

Diferente do que rolou no primeiro episódio, o número musical de Rogers é mostrado na íntegra, proporcionando três minutos de vergonha alheia que encerram Gavião Arqueiro de maneira anticlimática, especialmente para quem comprou rumores de aparições de Charlie Cox ou Tom Holland. Embora essa sequência possa ser decepcionante para alguns fãs, ela foi, na realidade, a forma perfeita de encerrar a série. Por mais bobo que possa parecer, voltar à peça reforça a mensagem que a série se propôs a transmitir desde o princípio: nem tudo que envolve super-heróis precisa culminar em uma sequência épica e megalomaníaca.

Seguindo a proposta da HQ de Matt Fraction e David Aja em que se baseia, o seriado olha para um Clint de folga, longe das batalhas intermináveis pelo destino do universo em que se envolveu na última década. A vida civil do Gavião Arqueiro é completamente inconsequente para o andar da trama interdimensional proposta em outras produções da Fase 4 e incluí-la no grande escopo da franquia depois de passar uma temporada se isolando trairia todo o argumento em prol da diversão passageira proposta por Jonathan Igla e sua equipe.

Diferente de outras produções da franquia comandada por Kevin Feige, Gavião Arqueiro foi capaz de usar a própria trama para introduzir histórias futuras, dispensando o uso de cenas isoladas com ar de “vem aí”. Toda a construção de Kate e Eco (Alaqua Cox) - que já tem uma série derivada confirmada - acontece como parte do enredo. Sabemos que o MCU guarda algo para o futuro de ambas e, graças ao bom trabalho visto nas últimas semanas, uma cena pós-créditos feita exclusivamente para criar expectativa seria redundante.

Goste ou não, a sequência final de Gavião Arqueiro é uma mensagem importante dentro do MCU, lembrando os fãs de que está mais do que permitido se deixar levar pela bobeira e ignorar, mesmo que por algumas horas, as outras mais de 30 produções que compõem a franquia. E, convenhamos, às vésperas do segundo Natal em meio a uma pandemia, o Marvel Studios não poderia ter dado um presente melhor do que esses três minutos de coreografias bizarras.

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