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Blade Runner: Black Lotus é como um anime de Westworld

Blade Runner: Black Lotus, uma produção original da Crunchyroll e do Adult Swim, estreia no dia 13 de novembro na Crunchyroll

Diego Lima
01.11.2021
13h26
Atualizada em
01.11.2021
14h24
Atualizada em 01.11.2021 às 14h24

Lançado em 1982, o primeiro filme de Blade Runner inspirou inúmeras obras da ficção científica, seja no cinema, nas séries ou mesmo nos jogos. Era questão de tempo até que um novo anime situado nesse universo surgisse — e a Crunchyroll, junto do Adult Swim, nos trouxe exatamente isso com Blade Runner: Black Lotus.

Elle com uma espada no anime.

Totalmente em 3D, o estilo visual de Black Lotus pode causar certa estranheza à primeira vista. Afinal, apesar dos cenários serem muito bonitos e remeterem às melhores tomadas de Blade Runner, os modelos de personagem não são os mais expressivos do mundo. É verdade que a versão à qual o Omelete teve acesso antecipado pode passar por melhorias, mas o resultado final não deve melhorar a ponto de tornar a série primorosa visualmente.

Situada em 2032, após Blade Runner Black Out 2022, a história foca em uma personagem chamada Elle, apresentada como uma Replicante que não tem qualquer ideia a respeito do próprio passado. Ela suspeita que desbloquear o conteúdo de uma misteriosa caixa que carrega consigo será a única maneira de se lembrar do que aconteceu antes dela perder a memória.

Elle com o rosto machucado.

Extremamente habilidosa e rápida, Elle é uma protagonista que sabe dar porrada nos inimigos. As cenas de ação, mesmo que escuras demais na versão à qual assistimos, são cheias de acrobacias incríveis e movimentos à la capoeira. Existem alguns problemas de animação nas cenas mais paradas, em que pessoas apenas andam pela cidade ou conversam dentro de prédios, mas as lutas ficaram surpreendentemente empolgantes.

Conforme a história se desenvolve, vemos alguns flashbacks que dão dicas sobre quem Elle era antes de perder a memória. Não há como ter certeza de que o conteúdo da caixa que ela quer desbloquear terá todas as respostas, mas essas memórias confusas já garantem, praticamente, o que vai ser revelado.

Cidade de Black Lotus.

No maior estilo dos androides de Westworld, tudo indica que Elle pode ter sido criada como uma Replicante a ser caçada por humanos. Ela teria até mesmo colegas com os quais se preocupava e que foram igualmente atacados pelas pessoas de carne e osso que os compraram, alugaram ou mesmo criaram (não há como saber). Teremos uma grande revolução dos Replicantes? Existirá uma revolta? O público ficará do lado deles ou dos humanos? Todas as perguntas que já nos fizemos assistindo à série da HBO são aplicáveis aqui. 

O mundo é cheio de figuras misteriosas típicas de universos de ficção científica em que se tornou quase impossível diferenciar humanos e androides. Há policiais que não sabemos quem realmente são, cientistas que agem na clandestinidade, grandes corporações com intenções absolutamente questionáveis, políticos corruptos extremamente repulsivos. E todos eles moram em uma sempre chuvosa cidade infestada por prédios brilhantes com placas em neon, em que constam frases em inglês e japonês, como se as culturas dos EUA e do Japão tivessem se unido.

Cidadãos de Black Lotus.

É difícil dizer que todos os fãs dos filmes live-action de Blade Runner precisam dar uma chance para Black Lotus. Apesar das excelentes ambientação e atmosfera, não estamos falando da animação mais rica do mundo. A história é genuinamente envolvente, com uma protagonista promissora e coadjuvantes mais diversos do que você pode imaginar. Entretanto, é necessária certa tolerância para levar os acontecimentos a sério, já que os componentes humanos da narrativa são pouco expressivos.

Com estreia marcada para 14 de novembro, Blade Runner: Black Lotus merece que você, caso seja um assinante da Crunchyroll, assista a pelo menos um episódio. Caso goste, continue assistindo! Se não for para você, invista tempo em outro dos muitos títulos da plataforma.

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