Mês da Mulher | 20 autoras de mangás que você precisa conhecer
No mês da mulher, vamos lembrar de algumas autoras que tornam nossas vidas uma jornada mais feliz
Você sabia que algumas das histórias que mais marcaram a sua vida foram escritas e/ou desenhadas por mulheres? E se eu te disser que além disso, algumas delas mudaram para sempre o mercado de produção de mangás? Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, preparamos uma lista definitiva com 20 mangakás que revolucionaram o mercado.
De clássicos absolutos do shojo aos maiores sucessos do shonen e seinen, descubra quem são as artistas que continuam tornando nossas jornadas nerds muito mais felizes:
Ai Yazawa
O pseudônimo de Ai Yazawa vem de seu cantor favorito Eikichi Yazawa. Ela sempre foi uma defensora dos mangás no estilo shojo. Nascida em Hyogo, tem seus trabalhos publicados há 20 anos, sendo um dos nomes indispensáveis para conhecer o protagonismo feminino na criação de mangás. A mangaká é a mente por trás da famosa franquia Nana, um dos romances femininos mais importantes do século 21, que ganhou filmes e um anime. Yazawa também assina Paradise Kiss, outro grande sucesso. No Brasil, Nana é publicado pela JBC, enquanto Paradise Kiss, pela Panini.
CLAMP
Formado nos anos 80, CLAMP é um quarteto composto pelas artistas Ageha Ohkawa (ex-Nanase Ohkawa), a líder do grupo, responsável pelo design, argumentos e roteiros; Mokona, a desenhista; Satsuki Igarashi, que cuida do design, desenvolvimento e, às vezes, faz ilustrações; e a também desenhista Tsubaki Nekoi (ex-Mick Nekoi). Juntas, elas assinam obras que marcaram gerações e revolucionaram o gênero mahou shojo como Cardcaptor Sakura, xxxHolic, Tokyo Babylon, X, Guerreiras Mágicas de Rayearth e Tsubasa - todos publicados no Brasil pela editora JBC.
Hiromu Arakawa
Hiromu Arakawa ganhou projeção no Japão em 1999 com o mangá Stray Dog, mas logo deu um passo adiante. Aos 33 anos, ela alcançou a fama mundial com o lançamento de sua obra prima Fullmetal Alchemist, em 2001. Desde então, a obra de Arakawa segue sendo aclamada por muitos fãs e encantando novas gerações anualmente. Além de Fullmetal Alchemist, ela assina ainda Silver Spoon, Hero Tales e Daemons do Reino das Sombras, todos publicados no Brasil pela editora JBC.
Jun Mochizuki
Jun Mochizuki, também conhecida pelo apelido "Mochijun", nasceu na província de Kanagawa e é a mente por trás de algumas das obras de fantasia e steampunk mais aclamadas dos últimos anos. Ela conquistou uma legião de fãs com Pandora Hearts, seu primeiro grande sucesso internacional. Após a estreia da adaptação em anime de The Case Study of Vanitas, inspirado em seu mangá mais recente, Mochizuki viu sua obra alcançar um público ainda maior pelo mundo. Tanto Pandora Hearts quanto As Memórias de Vanitas são publicados pela editora Panini.
Kamome Shirahama
Com um traço deslumbrante que remete a litogravuras antigas e ilustrações clássicas de contos de fadas, Kamome Shirahama é formada em design pela prestigiada Universidade de Artes de Tóquio. Seu talento é tão reconhecido globalmente que ela já atuou como ilustradora de capas alternativas para quadrinhos da Marvel e DC Comics, além da franquia Star Wars. No Japão, ela é a criadora da premiadíssima série Witch Hat Atelier, fascinando leitores com uma construção de mundo impecável. Por aqui, o mangá chegou pela editora Panini.
Kanako Inuki
Kanako Inuki carrega o merecido título de "Rainha dos Mangás de Horror". Nascida em Hokkaido, ela foi uma das grandes responsáveis pelo boom do terror na demografia shojo durante os anos 1990 no Japão. Seu traço inconfundível causa desconforto justamente por contrastar a inocência e a delicadeza de personagens infantis com expressões de olhos esbugalhados, bizarrices e o mais puro horror psicológico. Em obras como School Zone, Presents e Bukita-kun, ela explora contos de fadas distorcidos, lendas urbanas, os traumas do bullying escolar e o folclore japonês, sempre misturando lições de moral com humor. No Brasil, a autora fez sua grande e aguardada estreia pela editora JBC, que publicou em 2023 a antologia Contos Macabros de Kanako Inuki em volume único.
Katsura Hoshino
Katsura Hoshino é o grande nome por trás do aclamado mangá de fantasia sombria D.Gray-man. Nascida na província de Shiga, ela é amplamente elogiada por seu traço gótico, incrivelmente detalhista e em constante evolução, além de sua habilidade em construir narrativas densas e personagens emocionalmente complexos. Misturando a clássica ação shonen com fortes elementos de terror e tragédia, sua principal obra conquistou o mundo. Apesar de enfrentar alguns hiatos em sua publicação ao longo dos anos devido a problemas de saúde, Hoshino mantém uma das bases de fãs mais leais, apaixonadas e ativas da cultura pop japonesa.
Kei Urana
Representando a nova geração de talentos absolutos dos mangás shonen, Kei Urana vem chamando muita atenção na indústria pela energia vibrante de sua arte. Antes de se lançar solo, ela trabalhou como assistente de Atsushi Ohkubo (criador de Soul Eater e Fire Force), o que influenciou seu traço muito dinâmico, texturizado e inspirado na cultura do grafite. Ela é a mente por trás do sucesso atual Gachiakuta, uma obra de ação e fantasia urbana celebrada por seu design de personagens extremamente estiloso, que é publicado pela Panini no Brasil.
Keiko Suenobu
Conhecida por suas narrativas corajosas e viscerais, Keiko Suenobu, nascida em Fukuoka, é especialista em abordar temas complexos e espinhosos da juventude escolar japonesa, como ijime (bullying psicológico extremo) e a pressão social. Ela foge dos clichês para entregar dramas psicológicos de tirar o fôlego. Suas obras de maior impacto crítico incluem Vitamin, Limit e o estrondoso sucesso Life, que chocou e encantou leitores, ganhando inclusive uma adaptação em dorama. A JBC publicou todas as suas obras de destaque: Vitamin, Limit e Life.
Matsuri Hino
Nascida em Hokkaido, Matsuri Hino é um dos nomes mais lembrados quando o assunto é romance sobrenatural e temática de vampiros na demografia shojo. Ela alcançou o auge da fama internacional com a aclamada série Vampire Knight, que se tornou um fenômeno de vendas e ganhou duas temporadas em anime. Além de seu maior sucesso, a autora, conhecida por seu traço elegante e melancólico, também assina obras como MeruPuri e Shuriken and Pleats. Vampire Knight e MeruPuri foram publicados no Brasil pela editora Panini.
Mika Yamamori
Para quem gosta de romance escolar e triângulos amorosos cativantes, Mika Yamamori é uma referência indispensável. Nascida em Ishikawa, ela se destaca por criar protagonistas femininas cheias de personalidade e histórias de aquecer o coração, além de um traço moderno e muito polido. Ela é autora de séries de grande sucesso na revista Margaret, como Daytime Shooting Star, Tsubaki-chou Lonely Planet e In the Clear Moonlit Dusk. No Brasil, suas obras vêm ganhando grande destaque pela editora Panini.
Mizuho Kusanagi
Nascida na província de Kumamoto (a mesma de Eiichiro Oda), Mizuho Kusanagi é a brilhante mente por trás de uma das histórias de fantasia épica e romance mais amadas da atualidade: Akatsuki no Yona (Yona: A Princesa do Alvorecer). Lançada em 2009 no Japão, a obra rendeu à autora prêmios de prestígio, vendas milionárias e uma adaptação em anime de muito sucesso. Após anos de pedidos apaixonados dos fãs, a épica jornada de Yona: A Princesa do Alvorecer finalmente chegou ao país em 2023, publicada em uma caprichada edição especial (formato BIG, 2 em 1) pela editora JBC.
Moto Hagio
Assim como Riyoko Ikeda, Moto Hagio é a principal expoente do "Grupo do Ano 24" e é venerada no Japão como a deusa fundadora do shojo moderno. Nascida em Fukuoka, ela quebrou tabus ao introduzir conceitos de ficção científica complexa e as próprias raízes do shonen-ai (romance entre garotos) no mangá mainstream nos anos 1970. Seu trabalho possui uma forte carga filosófica e poética. Obras como o O 11º Tripulante (publicado pela JBC) são patrimônios da cultura otaku.
Naoko Takeuchi
Talvez a autora de mangás mais conhecida no ocidente, Naoko Takeuchi é uma verdadeira lenda da indústria. Nascida em Yamanashi e curiosamente formada em farmácia, ela é a criadora de Sailor Moon, uma das franquias japonesas mais rentáveis e famosas do mundo. A obra não apenas revolucionou e redefiniu o gênero mahou shojo (garotas mágicas) nos anos 90, como marcou toda uma geração e continua arrebatando fãs globalmente. Além do clássico, ela assina o prelúdio Codename: Sailor V. No Brasil, o legado da autora é representado pela editora JBC, que publicou as edições de luxo de Sailor Moon e Sailor V.
Natsuki Takaya
Natsuki Takaya garantiu um lugar cativo no coração de uma multidão de fãs ao criar a amada e premiada série Fruits Basket. Nascida em Shizuoka, ela construiu uma das histórias de drama e romance mais sensíveis da demografia shojo, abordando traumas familiares, aceitação e cura com uma profundidade ímpar. A obra vendeu milhões de cópias pelo mundo e ganhou elogiadas adaptações em anime. No Brasil, Fruits Basket é publicado pela JBC, que lançou o título mais recentemente em uma cobiçada edição de colecionador.
Paru Itagaki
Com uma identidade visual inconfundível — ela sempre faz suas aparições públicas e dá entrevistas usando uma máscara de galinha —, Paru Itagaki é uma das autoras contemporâneas mais originais e premiadas. Filha do também mangaká Keisuke Itagaki (criador de Baki), ela provou seu talento fenomenal e construiu seu próprio legado ao criar Beastars, uma obra genial que usa animais antropomórficos para discutir instintos, preconceitos sociais e as complexidades das relações humanas. Suas obras chegaram ao Brasil pela editora Panini.
Q Hayashida
Dona de um dos traços mais únicos, caóticos e sujos (no bom sentido) dos mangás contemporâneos, Q Hayashida é uma autora nascida em Tóquio que conquistou o coração do público que ama histórias mais underground e subversivas na demografia seinen. Suas obras são uma mistura viciante de ultraviolência, ficção científica distópica, magia e um humor negro impecável. Ela alcançou aclamação mundial com a genial série Dorohedoro, publicada pela Panini.
Riyoko Ikeda
A renomada Riyoko Ikeda faz parte do lendário "Grupo do Ano 24", autoras que revolucionaram o mangá shojo na década de 1970. Nascida em Osaka, ela se destacou por criar enredos de imensa profundidade histórica e política, como Eikou no Napoleon, Oniisama, além de sua obra-prima, Rosa de Versalhes. A trajetória épica da personagem Lady Oscar tornou-se uma referência eterna para escritores e artistas até os dias de hoje. No Brasil, o grandioso clássico Rosa de Versalhes foi publicado em edições especiais de luxo pela editora JBC.
Rumiko Takahashi
Rumiko Takahashi é uma das autoras mais influentes e bem-sucedidas da história. Nascida em Niigata, ela possui o raro dom de criar sucessos estrondosos ao longo de várias décadas, misturando comédia romântica, artes marciais e folclore japonês. Sua bibliografia é uma lista de clássicos absolutos: Urusei Yatsura, Maison Ikkoku, Ranma ½, Inuyasha e, mais recentemente, Mao. Por aqui, a editora JBC é responsável por clássicos como Inuyasha e Ranma ½, enquanto a Panini cuida da publicação de Urusei Yatsura e Mao.
Yana Toboso
Famosa por seu traço absurdamente elegante, detalhista e de forte estética gótica vitoriana, Yana Toboso é um fenômeno global. Assim como Paru Itagaki, ela prefere manter sua identidade real em segredo e não mostra o rosto, representando a si mesma publicamente apenas com um divertido avatar desenhado de diabinho. Sua grande obra-prima é Black Butler, um mangá que mistura mistério, ação, comédia sombria e o sobrenatural de forma magistral, figurando nas listas de mais vendidos há quase duas décadas. Aqui, ele é vendido pela Panini.