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Ghost in the Shell | Reboot da Science Saru é exibido em festival, veja reações

Diretor e produtores revelam bastidores do anime

Omelete
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22.06.2026, às 11H42.
Ghost in the Shell/Divulgação

Créditos da imagem: Ghost in the Shell/Divulgação

O aguardado anime cyberpunk Ghost in the Shell teve sua estreia mundial nesta segunda-feira (22) durante o Festival Internacional de Animação de Annecy, na França. O reboot exibiu seus dois primeiros episódios para o público e contou com a presença do diretor Touma "Moko-chan" Kimura e dos produtores Daichi Sasa, Kohei Sakita e Kengo Abe, que revelaram detalhes inéditos sobre a produção da série.

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Segundo a equipe, a nova adaptação foi concebida para se aproximar mais do mangá original de Masamune Shirow do que das versões anteriores da franquia. Kengo Abe explicou que a obra sempre representou um desafio para adaptação e afirmou que a equipe enxerga o projeto como um novo capítulo para a série. "Queríamos alguém que pudesse pegar os melhores elementos do mangá de Ghost in the Shell e expressá-los através da alegria fundamental da animação", declarou o produtor ao comentar a escolha da Science SARU para comandar a produção.

Os profissionais também reforçaram o compromisso com a animação tradicional. Kohei Sakita afirmou que a participação humana em cada etapa do processo era fundamental para os temas da obra, enquanto o diretor Toma "Moko-chan" Kimura destacou que o principal objetivo era capturar a essência do material original: "O mangá tem muita energia. Essa é a principal coisa que queríamos transmitir", explicou. Segundo ele, a equipe passou por diversos testes e experimentações para reproduzir essa sensação na tela.

Durante o painel, Kimura também comentou a combinação entre animação desenhada à mão e computação gráfica. "Quando as pessoas desenham, é algo fantástico. Com o 3D, é matemático, e isso me intrigou", afirmou. O diretor explicou que a tecnologia foi utilizada apenas para criar movimentos de câmera e cenas impossíveis de serem reproduzidas exclusivamente em 2D.

Um dos momentos mais aplaudidos da apresentação aconteceu quando a equipe abordou o uso de inteligência artificial. Ao explicar que diversas placas e letreiros da série utilizam caracteres fictícios, Kimura brincou que algumas pessoas poderiam achar que aquilo era resultado de IA, mas fez questão de esclarecer: "Nenhuma IA generativa foi usada no projeto".

Reações da imprensa

As primeiras reações da crítica especializada foram bastante positivas. O site Nexus Point News descreveu os episódios como "visualmente deslumbrantes, ricos em detalhes e magistralmente coloridos", além do "ritmo acelerado". A publicação destacou ainda que a série não funciona como uma história de origem, jogando o público diretamente em seu universo futurista sem grandes explicações.

Já o Cartoon Brew afirmou que a produção da Science SARU é "visceral, frenética e furiosa", capturando o espírito caótico do mangá original. O portal também elogiou a fluidez da animação, a integração entre elementos 2D e 3D e a filosofia artística do estúdio, que busca preservar "a sensação de algo desenhado por uma pessoa" em uma época marcada pelo avanço da inteligência artificial.

Sobre o novo Ghost in the Shell:

Recentemente, o estúdio anunciou parte da equipe criativa do programa. Enquanto a série é dirigida por Mokochan, os roteiros serão escritos por EnJoe Toh, enquanto o design dos personagens fica a cargo de Shuhei Handa.

O novo anime será situado em algum momento do fim do século 21 e mostrará um mundo onde a linha entre homem e máquina ficou indefinida. "Nesse cenário em plena transformação, a superagente ciborgue Major Motoko Kusanagi é encarregada de rastrear os terroristas e cibercriminosos mais inventivos e perigosos", diz a sinopse, que ainda cita hackers fantasmas como adversário da personagem.

Publicado em 24 territórios ao redor do mundo, o mangá já ultrapassou a marca de 4,2 milhões de cópias vendidas mundialmente. Apresentando um mundo de ficção científica inovador e único, combinado com imagens visuais espetaculares, a série teve um impacto cultural imensurável e influenciou inúmeros criadores ao redor do mundo.

O projeto é tocado em parceria com a Bandai Namco Filmsworks, a Kodansha e a Science SARU. O anime será distribuído mundialmente pelo Prime Video a partir de 7 de julho.

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