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Bleach | Adaptação da Guerra Sangrenta dos Mil Anos superou o mangá?

Adaptação traz várias inserções para aprofundar arco final do anime de Tite Kubo

Omelete
3 min de leitura
02.10.2023, às 13H27.
Atualizada em 02.10.2023, ÀS 13H59

Depois de muita angústia com a primeira leva de episódios chegando ao Brasil meses após estrear nos EUA, os fãs de Bleach finalmente puderam apreciar a animação de sua obra favorita simultaneamente com o Japão. O arco da Guerra Sangrenta dos Mil Anos, que encerra canonicamente o mangá, rapidamente se tornou um dos títulos de maior destaque no Star+ e, provavelmente, levou a franquia a um novo público.

Apesar de seu mangá ter sido um dos três grandes lançamentos da revista Shonen Jump nos anos 2000, ao lado de Naruto e One Piece, Bleach foi perdendo o hype durante sua uma década sem novos episódios. O título, no entanto, voltou ao cotidiano otaku após o lançamento de um volume one shot com uma história pós-mangá. Esse novo olhar para o universo de Tite Kubo reacendeu a chama dos fãs antigos e iniciou uma campanha de hype para a estreia da última etapa do anime.

Nos primeiros 13 episódios, lançados em 2022, os fãs já puderam sentir que a animação iria além do mangá. Em vez de adaptar a história da guerra entre Quincys e Shinigamis à risca, a direção do anime decidiu expandi-la e trazer inserções inéditas sob a supervisão de Kubo. Os flashbacks da primeira luta entre vilão Ywach e o comandante Yamamoto, por exemplo, foram uma novidade, assim como a reunião entre o ardiloso rei Quincy e o líder da Divisão Zero, Hyosube Ichibei, que vimos na segunda leva de episódios.

A falta de contexto para a guerra e a rivalidade entre alguns personagens era uma das grandes reclamações dos fãs sobre o final do mangá, mas Kubo e o Estúdio Pierrot conseguiram contornar esse problema da melhor forma possível. Enquanto na mídia impressa não tínhamos muitos detalhes dos poderes e capacidades dos membros da Divisão Zero, no anime os personagens ganharam mais foco, sendo mostrada até a poderosa bankai de uma de suas integrantes. 

Com esse espaço extra para outros personagens, o protagonista Ichigo Kurosaki perdeu algum tempo de tela no anime, mas a falta dele não foi sentida. Se por um lado os fãs passaram menos tempo vendo Ichigo gritar seu lendário “Getsuga Tensho”, por outro, conheceram mais a fundo alguns personagens injustiçados no arco final do mangá, como o próprio Rei Quincy, um vilão criado com pouca motivação.

Em apenas 26 episódios, A Guerra Sangrenta dos Mil Anos adaptou mais da metade do mangá disponível e já sabemos que o estúdio lançará mais 26 episódios no próximo ano. Ou seja, para cumprir novamente essa meta, será necessário incluir muitas cenas inéditas no anime — ou desenvolver narrativas nunca vistas antes. Poderemos ver, por exemplo, a história completa do Rei das Almas, a bankai verdadeira de Ichigo e talvez até a de outros capitães e tenentes das 13 Divisões.

Toda essa expansão de universo da adaptação corrige o desenvolvimento apressado que o final o mangá possa ter tido. E para além dos novos detalhes canônicos, os fãs ainda têm a oportunidade de acompanhar uma das produções mais bem animadas da temporada. O novo anime de Bleach é sem dúvidas um presente para fãs e autor e nos faz lembrar, mesmo quase 20 anos depois, porque ele dominou o mercado editorial japonês no início do século.

Todas as temporadas do anime estão disponíveis no Star+.

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