Homem-Aranha 3: 5 coisas ótimas do filme de Sam Raimi

Créditos da imagem: Sony Pictures/Divulgação

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Homem-Aranha 3: 5 coisas ótimas do filme de Sam Raimi

Controverso encerramento da trilogia tem péssima reputação, mas bons momentos

Julia Sabbaga
28.08.2021
19h56
Atualizada em
28.08.2021
20h15
Atualizada em 28.08.2021 às 20h15

No universo do cinema de super-heróis, poucas coisas são tão consensuais quanto a opinião em relação a Homem-Aranha 3. Lançado em 2007, o terceiro filme da saga de Sam Raimi desapontou fãs por todo canto do mundo, seja por uma aglomeração de vilões, um desperdício de Gwen Stacy ou a inesquecível cena do “Peter Parker emo”. Mas no clima de revisitar a franquia - impulsionado pelo trailer de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa - listamos abaixo alguns elementos que fazem com que o filme permaneça no coração de muitos (ou alguns, ok). 

Antes de mais nada, vale ressaltar que a lista foca exclusivamente no terceiro filme, tornando menções como o elenco principal, o Peter de Tobey Maguire, o tema de Danny Elfman,- e outros elementos essenciais da franquia como um todo, presentes também no filme - dispensáveis de menção:

As cenas de ação

Você pode odiar o roteiro de Homem-Aranha 3, mas a direção de Sam Raimi é difícil de botar defeito. Raimi sabe usar a câmera para criar humor e construir uma personalidade única, mas seu talento mais evidente nesta franquia está nas cenas de ação. Do primeiro confronto entre Peter e Harry até o embate final com o Homem-Areia, Raimi sabe desenvolver tensão e perigo, fazendo com que todas as cenas de luta da trilogia tenham uma sensação de ameaça real. Em Homem-Aranha 3, um dos melhores momentos de Raimi acontece na cena do guindaste fora de controle, com Gwen Stacy em perigo. 

A transformação de Eddie Brock

A adaptação do Venom para Homem-Aranha 3 é um dos elementos mais questionados do 3º filme, mas a cena de sua transformação é um testemunho da proeza de Raimi. A sequência inteira funciona muito bem, desde o momento de renascimento de Peter - que batalha contra o simbionte após ter agredido MJ e percebido seus efeitos - até a dominação completa de Brock. Na igreja, e com uma música quase sacra de fundo, a cena é uma bela representação de como o rancor e a raiva podem dominar um indivíduo, além de simbolizar a redenção de Peter. 

O momento Bruce Campbell

Bruce Campbell em Homem-Aranha 3
Sony Pictures/Reprodução

A participação de Bruce Campbell nos filmes do Homem-Aranha sempre é ótima (o ator apareceu no primeiro como anunciador do ringue de luta-livre, e no segundo como o segurança do teatro) mas é no terceiro que ele rouba a cena de vez. Protagonista do filme mais icônico de Raimi (A Morte do Demônio), Campbell aparece em Homem-Aranha 3 como o maitre do restaurante no momento em que Peter pretende pedir MJ em casamento. Diga o que quiser sobre este filme, o timing cômico dessa cena é certeiro. 

Uma narrativa para Mary Jane

Ok, vem comigo. A trilogia de Sam Raimi não faz nenhum favor à figura de “donzela em perigo”, principalmente para a pobre Gwen Stacy que aparece aqui. Mas enquanto Mary Jane esteve nesse papel durante toda a franquia, aqui a nossa mocinha tem uma história própria, que não tem centro romântico. Durante Homem-Aranha 3 vemos a atriz finalmente estreando na Broadway e perdendo o papel de forma realmente triste, tendo que lidar com críticos nada delicados. Claro que seu relacionamento com Peter está sempre em foco, mas é no terceiro filme que MJ ganha uma história de verdade, que não envolve em nada Peter Parker. 

Um péssimo Peter Parker

Sim, isso é uma coisa boa. Vamos lá: Sam Raimi nunca teve medo de fazer seu protagonista ser um bobão, mas Homem-Aranha 3 tem a coragem de fazer o herói mostrar o seu pior lado. Aqui, vemos o pior Parker possível, um sujeito egocêntrico e arrogante, características definitivamente repulsivas (por mais que o MCU tente dizer o contrário). No terceiro filme, Parker é horrível com MJ, péssimo com seus vizinhos e grosso com quase todo mundo, e tudo isso é mostrado pelo que verdadeiramente é: ruim. 

Enquanto isso pode ser desagradável de testemunhar, é também comprovação da profundidade da franquia de Raimi, que consegue imaginar os efeitos reais da fama no herói. Tudo isso inclui, também, a sequência de dança. Se você tremeu de vergonha alheia na cena, pode ter certeza que essa era exatamente a intenção. 

Bônus: A última cena

Você pode ter sentido falta de um final grandioso, com o Homem-Aranha pulando de prédio em prédio (como Raimi já fez antes) mas uma das coisas mais ousadas de Homem-Aranha 3 é ter um final completamente distinto dos outros filmes. A última cena do último filme de Raimi é um singelo reencontro de Peter e MJ, um casal desenvolvido durante os três filmes, e que serviu de base para todas as histórias. Aqui, Raimi deixa claro o seu real interesse por trás dos filmes do Homem-Aranha que fez: o lado humano do herói. 

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