Globo de Ouro | Conheça as trilhas sonoras indicadas na premiação

Música

Lista

Globo de Ouro | Conheça as trilhas sonoras indicadas na premiação

Cerimônia acontece em 6 de janeiro

Julia Sabbaga
04.01.2019
17h14
Atualizada em
05.01.2019
22h43
Atualizada em 05.01.2019 às 22h43

Globo de Ouro acontece no próximo domingo (confira a lista completa de indicados), e com a proximidade da premiação, vamos analisar e conhecer os nomes e composições indicados na categoria de melhor trilha sonora.

Confira:

 

Marco Beltrami - Um Lugar Silencioso

Um Lugar Silencioso, o suspense de John Krasinski que conquistou a crítica, teve trilha sonora de Marco Beltrami, nome por trás de diversas composições do gênero. Beltrami chegou aos holofotes com a trilha de Pânico (1996), de Wes Craven, e desde então compôs para vários suspenses como Prova Final, Perseguição, A Profecia, Presságio, Guerra Mundial Z, e todos os filmes da franquia Pânico. Mais recentemente, Beltrami também assinou a trilha sonora de Logan.

Por questões de orçamento, Beltrami não teve uma orquestra para gravar a trilha sonora de Um Lugar Silencioso, mas o compositor disse que o estilo do filme ajudou neste quesito [via THR]: “Eu não precisei, porque o filme é tão íntimo e contido. Tudo que eu precisei foi algumas cordas e um piano”.

Alexandre Desplat - Ilha de Cachorros

A animação de Wes Anderson, Ilha de Cachorros, trouxe a trilha sonora do último vencedor do Oscar, Alexandre Desplat, que levou a estatueta em 2018 por A Forma da Água. Esta não é a primeira vez que o compositor trabalhou em parceria com Anderson, tendo composto também as trilhas de Moonrise Kingdom, O Fantástico Sr. Raposo e O Grande Hotel Budapeste, pelo qual também ganhou o Oscar, em 2015.

A trilha de Ilha de Cachorros se utiliza de muitos tambores e se aproveita pouco da temática japonesa do filme. Sobre isso, o compositor explicou muito bem: “A vantagem dos tambores é que eles tocam muitas coisas ao mesmo tempo, são várias emoções. É a força por trás de um exército. Se eu tivesse usado instrumentos japoneses eu sinto que soaria um pouco colonialista. E isto é algo que nem passou pela nossa cabeça”.

Ludwig Göransson - Pantera Negra

O responsável pela trilha sonora orquestral de Pantera Negra foi Ludwig Göransson, colaborador frequente do diretor Ryan Coogler, tendo trabalhado também em Creed: Nascido para Lutar e Fruitvale Station: A Última Parada. Os dois longas, assim como Pantera Negra, trazem o ator Michael B. Jordan.

Göransson estudou ritmos africanos para o longa, passando um mês em Senegal e fazendo uma análise dos ritmos africanos na África do Sul, na Biblioteca Internacional de Música Africana de Grahamstown. “A música da África é uma linguagem, ela tem um propósito", o compositor disse à Pitchfork. "Cada ritmo foi escrito por um propósito, para uma cerimônia, para um rei (...) Existem instrumentos diferentes para cada tribo, e cada som significa algo único”. Esta é a primeira indicação de Göransson ao Globo de Ouro.

Justin Hurwitz - O Primeiro Homem

Justin Hurwitz é outro relativamente novo na indústria, mas mesmo com seus poucos anos de carreira, já ganhou dois Oscars, por trilha e canção (“City Of Stars”), de La La Land. É na parceria com o mesmo diretor, Damien Chazelle, que Hurwitz é indicado ao Globo de Ouro em 2019, por O Primeiro Homem. Este é apenas o quarto trabalho de Hurwitz no cinema, e é completamente diferente das músicas de seus longas anteriores, por ser uma trilha mais clássica – e não de um filme de temática musical - e totalmente distinta de jazz.

Para O Primeiro Homem, o músico teve que revolucionar o seu método [via TFE]: “Eu sabia que não poderia me basear nos instrumentos e técnicas dos nossos trabalhos anteriores. Eu precisaria aprender música eletrônica, como manipular gravações, e usar instrumentos como sintetizadores vintage. Eu aprendi a tocar teremim”, instrumento que ocupa um espaço central no tema e no ápice da trilha. Sobre a escolha peculiar do instrumento, ele explicou: “O teremin tem uma qualidade muito expressive, muito humana, e ele responde a todos os movimentos. É uma intersecção entre tecnologia e humanidade”.

Marc Shaiman - O Retorno de Mary Poppins

Para O Retorno de Mary Poppins, o diretor Rob Marshall escolheu o compositor Marc Shaiman, fã do primeiro filme, que insistiu pelo trabalho. Shaiman teve uma carreira consolidada no teatro e chegou a receber um Tony por Hairspray da Broadway, mas tem uma bela carreira no cinema, inclusive com o grande parceiro do diretor Rob Reiner. O compositor já foi indicado ao Oscar cinco vezes, por trilhas como Patch Adams e Sintonia do Amor sendo que o último foi em 2000, pela música “Blame Canada” no filme South Park – Maior, Melhor e Sem Cortes

Shaiman diz ter aprendido muito de música com o filme original [via Variety]: “Eu aprendi tudo sobre composição, arranjo, orquestra e escrita da trilha de Mary Poppins. Pelos primeiros 18 anos da minha vida, esta foi a minha escola”. Para o novo filme, Shaiman teve receio do peso e responsabilidade, mas disse: “Nosso amor pelo filme original superou nosso medo. Nós abraçamos tudo que amávamos como criança. Não há necessidade de ironia ou sarcasmo. Esta é nossa carta de amor ao original”.