Globo de Ouro | Ouça e conheça as trilhas sonoras indicadas

Créditos da imagem: Netflix/Warner Bros/Divulgação

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Globo de Ouro | Ouça e conheça as trilhas sonoras indicadas

Compositora de Coringa é indicada pela primeira vez este ano

Julia Sabbaga
01.01.2020
20h25

Este ano, as trilhas sonoras indicadas ao Globo de Ouro trazem uma fila de veteranos, quatro dos quais já foram indicados - diversas vezes - pela premiação. A exceção é Hildur Guönadóttir, compositora de Coringa, que levou a sua primeira menção na cerimônia. 

Com a aproximação do Globo de Ouro, listamos abaixo as cinco trilhas sonoras que foram indicadas, explicando um pouco mais sobre cada uma das obras. Confira:

Adoráveis Mulheres - Alexandre Desplat

Alexandre Desplat aparece em sua 11ª indicação ao Globo de Ouro por seu trabalho em Adoráveis Mulheres. O compositor francês, que já venceu Oscars por O Grande Hotel Budapeste e A Forma da Água, recebeu instruções inusitadas da diretora Greta Gerwig, que pediu que ele criasse algo como se "Mozart conhecesse David Bowie" [via Billboard].

Coringa - Hildur Guönadóttir

A compositora islandesa Hildur Guönadóttir é a única entre os cinco indicados que recebe este ano a sua primeira nomeação, por seu trabalho em Coringa. Mas Guönadóttir não é exatamente nova na indústria, e já foi aclamada por seu trabalho em longas como Sicario: Dia do Soldado e A Chegada, além de ter recebido um Emmy por seu trabalho na trilha sonora da série Chernobyl. A sua composição no filme de Todd Phillips chamou atenção por uma técnica incomum: Guönadóttir compôs a maior parte das músicas antes do início das filmagens. 

História de um Casamento - Randy Newman

Em sua 7ª indicação ao Globo de Ouro, Randy Newman aparece este ano por seu trabalho em História de um Casamento, sua segunda colaboração com o diretor Noah Baumbach, depois de Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe. Newman, que já venceu Oscars por canções de Toy Story e Monstros S.A, seguiu uma direção diferente com o filme sobre divórcio, criando composições mais simples: "Com uma orquestra, se você coloca uma flauta com o violino na seção de cordas, você não ouve a flauta, ela só completa o violino. Nestas composições, você ouve tudo". A ideia é representar a falta de escolha dos personagens, que não podem mais se esconder um do outro. 

1917 - Thomas Newman

1917, o épico de guerra dirigido por Sam Mendes, traz trilha sonora de Thomas Newman, seu colaborador em todos os filmes desde Beleza Americana. Indicado ao Globo de Ouro pela 4ª vez, Newman também já recebeu 14 indicações ao Oscar, por longas como Um Sonho de Liberdade, Procurando Nemo e 007 - Operação Skyfall, mas nunca saiu vitorioso. Para 1917, Newman explicou que o diretor especificou uma vontade de se distanciar dos temas de guerra melancólicos, procurando algo que ele descreveu como "belamente distópico". 

Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe - Daniel Pemberton

Daniel Pemberton, nome por trás de trilhas como Homem-Aranha: No Aranhaverso, Steve Jobs e A Grande Jogada, aparece entre os nomeados por suas composições em Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe, longa dirigido por Edward Norton. No trabalho que lhe rendeu sua 3ª indicação ao Globo de Ouro, Pemberton se inspirou em Vangelis e Carruagens de Fogo, mas se baseou no jazz e limitou as composições aos instrumentos que são mostrados no filme como piano, sax e trompete [via Deadline].