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Warhammer 40K: Dawn of War IV é o glorioso retorno de um gênero quase extinto

Tivemos acesso antecipado à campanha do game de estratégia

Omelete
5 min de leitura
24.10.2026, às 15H34.
Warhammer 40K Dawn of War IV

Créditos da imagem: Divulgação/Deep Silver

Com o lançamento de Warhammer 40K: Dawn of War IV cada vez mais próximo, tivemos a oportunidade de testar uma versão melhorada e mais completa do jogo, que retrata o capítulo seguinte da sangrenta e incessante batalha do Império da Humanidade pela sobrevivência. Agora, enfrentando um novo perigo na forma dos Adeptus Mechanicus, que fazem sua estreia na clássica franquia de estratégia em tempo real, assim como o retorno dos Necrons, que não apareciam desde sua revelação em 2006.

Há pouco mais de um ano, tivemos o primeiro contato com o jogo através de uma versão prévia da campanha do Império da Humanidade, que apresentava suas mecânicas básicas. A sequência mantém os pilares fundamentais da franquia, como a disputa por pontos de controle no mapa para a geração de recursos sem a necessidade de gerenciar unidades de coleta, além de unidades heróicas com habilidades especiais capazes de se juntar aos esquadrões para virar o jogo e o sistema de evolução de experiência para as tropas básicas.

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Desta vez conseguimos jogar a campanha dos Orcs e Adeptus Mechanicus, vivenciando assim os outros pontos de vista nessa eterna guerra espacial, além de testar como cada facção se difere na jogabilidade. 

A campanha dos Orcs se inicia assim que terminamos o prólogo, onde o líder Orc Gorgutz fracassa em uma batalha e cai com sua nave em um planeta desconhecido. Ao chegar lá,  ele descobre que neste planeta já existe uma guerra pela dominação travada por outro lider Orc, Guzcutta. Os dois se encontram e começam uma disputa entre si para decidir quem de fato é o comandante definitivo, enquanto enfrentam outras facções presentes no planeta.

Um grande diferencial é que temos o poder de decidir a qual lado da história seguir — neste caso, escolher um lado da disputa entre Gorgutz e Guzcutta. Graças a essas escolhas, missões opcionais podem surgir em meio à campanha, expandindo ainda mais a história e incentivando o jogador a explorar todas as opções possíveis, aumentando o fator replay do jogo.

Diferentemente das outras facções, os Orcs apostam em quantidade acima de qualidade. Com o baixo custo de unidades básicas e uma alta quantidade de unidades por batalhão, os Orcs usam este fator para encher o mapa com sua presença e manter um fluxo constante de tropas invadindo as bases inimigas. 

Warhammer 40K Dawn of War IV
Divulgação/Deep Silver

Cada facção conta com uma mecânica única que com o progresso da partida vai se acumulando e liberando algumas vantagens. No caso dos Orcs se trata do WAAAGH, que se acumula ao criar tropas, causar destruição aos seus inimigos e construir bandeiras pelo mapa para espalhar influência. Quanto mais WAAAGH o jogador acumular, mais unidades básicas ele consegue para inundar o campo de batalha, além de acesso a tropas mais fortes.

Em uma proposta completamente oposta, os Adeptus Mechanicus são uma facção que foca em uma jogabilidade mais lenta, mas extremamente robusta. Cada construção desta facção é ligada a uma rede neural chamada de Noosphere, representada por uma linha verde entre si. 

Quanto maior o número de construções, torres defensivas e unidades ligadas a essa rede neural, maior são os bônus de defesa e menor o custo de produção. Isso incentiva o jogador a optar por um layout de bases mais inteligentes e interligadas, no qual prioriza a defesa com um progresso mais lento se comparado à expansão desenfreada dos Orcs.

Por conta desse ritmo contido, os Adeptus Mechanicus têm acesso a unidades de alta resistência, como tanques de guerra e robôs gigantes. Isso mostra que, com calma e uma base extremamente resistente a invasões, a vitória fica garantida no final.

Diferente de outros jogos de estratégia em tempo real, aqui em Dawn of War IV é possível criar pequenas subclasses dentro das tropas existentes, adicionando uma camada extra de estratégia para tudo o que foi falado até agora, já que todas as unidades do jogo contam com customização de armamento.

Warhammer 40K Dawn of War IV
Divulgação/Deep Silver

É possível, com um certo custo, modificar qual tipo de armas as tropas utilizam dentro do combate. Você consegue criar um esquadrão que se especializa em causar dano em área com custo de sacrificar o seu alcance, por exemplo. Essas pequenas modificações podem passar despercebidas nas primeiras partidas, afinal, temos uma guerra gigantesca acontecendo na sua tela — mas com o tempo o jogador percebe que esse pode ser o fator que garanta a vitória.

Mesmo sem ter acesso ao jogo completo, minha experiência foi maravilhosa e me deixou com altas expectativas. Por mais que seja um gênero conhecido por partidas longas e duradouras, tudo parecia muito rápido e com ação constante. Devido à ausência do microgerenciamento de recursos e com a customização dentro da batalha, o foco fica estritamente no combate.

A escala que as batalhas tomam faz com que cada partida consiga tomar proporções épicas com as quantidade de personagens e animações diferentes acontecendo durante os confrontos. Diferente de outros jogos, as tropas de ataques físicos se espalham e começam a lutar entre si parecendo uma guerra de verdade, não se amontoando e repetindo uma animação única. 

Isso mostra o nível de detalhe que os desenvolvedores deram para cada golpe, pois o jogo conta com um modo fotográfico que permite o jogador aproximar a câmera ao nível do solo e assistir à luta como se realmente estivesse acontecendo na sua frente.

O universo de Warhammer é gigantesco e pode ser intimidador para aqueles que não sabem por onde começar — falo isso sendo de uma pessoa que também não tem contato com a franquia mas sempre tive muita vontade de conhecer mais. A experiência que tive com essa versão mostrou que Dawn of War IV pode ser a porta de entrada que tanto procurava. 

As cutscenes das campanhas contando a briga entre os líderes Orc ou a incansável busca por aprimoramento dos Adeptus Mechanicus só me cativaram ainda mais a continuar explorando e conhecendo esse universo, mal vejo a hora de conhecer o lado da história dos Necrons, entender quem são e seus motivos. 

Mesmo que não tenha conhecimento prévio do que se trata tudo, o jogo não deixa jogadores de primeira viagem perdidos, óbvio que veteranos da franquia vão entender muito o que está acontecendo, mas o carisma dos personagens definitivamente me prendeu.

Warhammer 40K: Dawn of War IV chega em 3 de dezembro apenas para PC.

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