Jogamos: Remake de Zelda: Ocarina of Time promete retorno impecável ao clássico
Nova versão do aclamado jogo da franquia The Legend of Zelda é a aposta de resgate de uma aventura atemporal
Créditos da imagem: Nintendo/Reprodução
Essa não é uma história qualquer. É a história de um jovem garoto, o único de sua vila que não tinha uma fada. Certo dia, nosso inocente Herói recebe um chamado que o leva a uma grande e épica aventura, na qual nós, jogadores, temos a honra de embarcar. Esse é o começo de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, um dos jogos mais aclamados da icônica franquia da Nintendo, considerado também um dos mais importantes para a história da indústria dos videogames.
Após quase três décadas de seu lançamento, em 1998, o clássico do Nintendo 64 está prestes a ganhar um remake, e o Omelete teve a oportunidade de testar o game em um evento especial realizado na Cidade do México. Na ocasião, jogamos três seções do título durante 90 minutos — o suficiente para deixar qualquer fã da franquia de olhos marejados e com gostinho de quero mais.
Assim como o herói dessa aventura, que precisa de uma espada e um escudo para encarar os desafios que estão por vir, é necessário fazer uma breve contextualização do que Ocarina of Time representa na história dos videogames. O jogo de 1998 foi o primeiro título 3D da franquia Zelda e, embora não tenha sido o primeiro em 3D no geral, acabou transformando toda a indústria e moldando futuros lançamentos com suas mecânicas inventivas.
A mais conhecida delas é, sem dúvidas, o "Z-Targeting". Ocarina of Time nos apresentou o conceito de travar o alvo em um único inimigo, objeto ou personagem. Algo impressionante para a época e que, nos dias de hoje, está presente em grande parte dos jogos. O próprio impacto da música na jogabilidade também era algo impressionante para os jogos daquele período. Aliados a isso estavam os puzzles geniais, que colocavam o jogador para quebrar a cabeça de fato, envolvendo a resolução de problemas em um espaço tridimensional incomum para os títulos daquela década.
Dito isso, acho que o argumento mais forte aqui é o risco de se propor a fazer um remake como esse: a nova versão de um dos jogos mais aclamados de todos os tempos. Obviamente, a Nintendo sabe o potencial lucrativo de apostar em uma revitalização desse porte, e, diferentemente de outros remakes lançados na indústria nos últimos anos, Ocarina of Time (2026) parece ser realmente algo grandioso. Foi exatamente isso que sentimos durante o tempo que passamos com o game.
Durante o evento, foi possível desbravar três diferentes seções do jogo: a primeira, logo no início, quando Link acorda e recebe o chamado da Grande Árvore Deko (essa é a escrita oficial em português brasileiro); a segunda, nos Campos de Hyrule; e a terceira, uma imersão nos desafiadores puzzles do Templo da Floresta. Nesse sentido, acredito que o primeiro impacto chega por meio dos controles. A movimentação de Link, os movimentos em combate e a adição do pulo — que agora não é mais automático — são algumas das novidades que sentimos logo de cara.
Ao mesmo tempo, a essência de boa parte dos detalhes envolvendo os cenários e personagens foi mantida. Não é à toa que você ainda precisa encontrar uma espada e um escudo antes de passar por Mido para encontrar a Árvore Deko. Além disso, Navi ainda é a principal companheira de Link, e aceitar sua ajuda de vez em quando pode poupar boas dores de cabeça. O segundo impacto, a propósito, é o do ambiente, que agora é ainda mais rico em texturas e efeitos de iluminação, os quais potencializam a imersão na jornada e desempenham um papel importante no design do jogo.
Durante a primeira seção, enfrentamos nossos primeiros inimigos ao adentrar a Árvore Deko, até conseguir o estilingue e quebrar a icônica teia. Em seguida, somos novamente impactados pela despedida de Link e Saria, que certamente deixará fãs e novatos no universo emocionados. Na segunda seção, os campos de Hyrule e os arredores do mercado se abrem para o jogador, e foi difícil não ficar passeando por todos os cantos, já que havia alguns lugares aos quais não poderíamos ir, incluindo o próprio Castelo de Hyrule. Por fim, fechamos nossa sessão de gameplay com os puzzles memoráveis do Templo da Floresta que, já adianto, podem deixar até os mais aficionados pela franquia levemente perdidos.
De modo geral, não encontramos uma diferença substancial na história ou até mesmo na resolução dos puzzles, em comparação com o jogo original. Mas algo de que podemos ter certeza é que existe um cuidado por trás da direção de arte da nova versão. Apesar de ter causado estranheza inicial, o visual é primoroso e não demora muito para que a gente se acostume com a riqueza de detalhes, que ainda assim tem um estilo caricato, fortemente inspirado no teatro de marionetes japonês.
Por fim, há a cereja do bolo: esse é o primeiro jogo da franquia The Legend of Zelda com dublagem em português brasileiro, o que deixa tudo ainda mais encantador. A dublagem traz novas formas de pronunciar nomenclaturas já conhecidas da comunidade e, claro, aproxima o jogador do universo e amplia a experiência que temos com o título.
No geral, o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time promete ser uma aposta certeira, que traz de volta aos holofotes um dos jogos mais influentes da história dos videogames e abre as portas para velhos e novos jogadores se encantarem mais uma vez com essa aventura clássica e atemporal. Por aqui, mal podemos esperar para jogar o remake completo. O jogo será lançado em 5 de novembro para Nintendo Switch 2.
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