The Blood of Dawnwalker promete ser um dos grandes RPGs de 2026 | Jogamos
O Omelete viajou até Los Angeles para jogar antecipadamente 4 horas do novo jogo da Bandai Namco
Em meados de junho, o Omelete foi convidado pela Bandai Namco para viajar até Los Angeles e jogar o começo do action RPG de vampiros The Blood of Dawnwalker. O título é a estreia do estúdio Rebel Wolf, formado por ex-desenvolvedores da CD Projekt RED responsáveis The Witcher 3 e suas duas ótimas expansões, o que tem gerado muitas expectativas por parte dos fãs.
Como um destes aficionados por Geralt de Rívia, posso dizer que me senti em casa durante as 4 horas de gameplay. Mesmo sendo desenvolvido em outro motor gráfico, o Unreal Engine 5, tudo me remeteu à franquia do bruxão. Visuais, jogo de câmera e até algumas mecânicas, como a de investigação que deixa tudo em preto-e-branco com as pistas em destaque, são bastante similares. Isso, entretanto, não é um demérito, mas, sim, uma demonstração do DNA do estúdio.
Um prólogo intenso
Outra coisa que trouxeram na bagagem foi a qualidade e foco da história. A trama, que acompanha o jovem Cohen se juntando a uma rebelião contra o senhorio da sua vila, liderados pelo maldoso Brencis, e precisando salvar sua família em 30 dias, é apresentada sem pressa, mas sem grandes enrolações. Conhecemos toda a base mitológica e estrutural da região, personagens importantes, motivações e outros quesitos que vão nos acompanhar durante toda a trama.
Ainda que as expressões faciais não estejam no mesmo nível de outros grandes jogos da atualidade, a narração e o trabalho de voz são de altíssima qualidade, envolvendo e convidado o jogador a experienciar cada momento da aventura.
A transformação de Cohen em um Dawnwalker (Penumbro, em português) é um grande destaque. Com as mecânicas básicas sendo introduzidas logo nos primeiros minutos, durante um sonho do protagonista, elas são mais familiares quando efetivamente passamos pela transformação e tornam a adaptação mais natural.
As diferenças entre a gameplay como humana e como “vampiro” não são tão diferentes na base, mas há grandes mudanças na locomoção e no combate. Segundo os desenvolvedores, a interação com NPCs também será afetada, mas não tive a oportunidade de vislumbrar.
Porradaria com direção
Falando no combate, esse foi um dos aspectos que mais me chamou a atenção. Aqui, é possível enfrentar inimigos de forma direcionada, dando uma camada mais estratégica para os confrontos. O jogador pode escolher a direção de seus ataques, aumentando a efetividade deles e diminuindo a chance de bloqueio, e de suas defesas, facilitando um parry mais efetivo e recuperando o vigor ao invés de perdê-lo.
Admito que demorou um pouco de tempo para me acostumar, principalmente em embates com uma grande quantidade de inimigos. Com ataques vindo de todos os lados, é difícil entender qual a direção de cada ataque, mas isso mudou quando um dev me recomendou apenas atacar e defender sem direcionar em confrontos contra muitos adversários e foi isso que tornou a experiência muito mais tranquila. O combate direcionado não é obrigatório, mas, sim, uma opção que deve ser masterizada para que o game possa ser aproveitado por completo.
O relógio está correndo
Agora, se eu tivesse que escolher um aspecto para colocar como mais interessante de The Blood of Dawnwalker esse seria a mecânica de tempo. Para resolver um velho problema filosófico de game design, que é o equilíbrio entre a urgência da missão principal e as diversas missões secundárias possíveis, a Rebel Wolf criou um sistema em que certas missões e ações fazem o tempo passar, o que muda completamente a jogabilidade.
Como dito anteriormente, Cohen tem 30 dias e 30 noites para salvar sua família das garras de Brencis e isso é levado a sério. O dia possui seis segmentos, sendo três de dia e três de noite, que possuem subsegmentações que são preenchidos de acordo com nossas escolhas. Fazer uma missão gastará duas barras, uma escolha de diálogo custa uma barra e assim vai. Isso adiciona um nível de gerenciamento de tempo que eu vi poucos jogos como esse conseguirem fazer.
Durante os três de dia, Cohen é humano e pode usar habilidades de bruxaria para resolver seus problemas, enquanto de noite ele se transforma e ganha habilidades sobre-humanas. Segundo os desenvolvedores, todas as missões principais podem ser feitas em qualquer momento do dia, o que transforma completamente o desenrolar dos acontecimentos e até mesmo o rumo da trama.
Logo no começo do jogo, fiz uma missão secundária de acompanhar os irmãos de Cohen até o rio para pescar alguns peixes. As crianças estavam reclamando por estarem cansadas de tanto andar e eu pude fazer uma escolha: dizer para eles pararem de reclamar ou brincar de esconde-esconde para se alegrarem. Normalmente, eu optaria pela segunda opção, mas como ela consumiria uma barra de tempo que eu não estava disposto a gastar no momento, tive que ser o chato da história.
Com certeza, esse é um sistema “ame ou odeie”, já que evitará os jogadores a escolherem exatamente o que gostariam de fazer naquele momento, mas os obriga a pensar além de suas vontade individuais momentâneas e lembrar que há um problema muito maior para ser resolvido.
O que achamos?
O sentimento ao terminar minha gameplay foi de completa satisfação. Grande parte das minhas expectativas foram alcançadas, algumas superadas e muito interesse surgiu durante essas 4 horas que não me permitiram arranhar nem a superfície do que o título promete. Será que eu deveria ter administrado melhor meu tempo de gameplay?
The Blood of Dawnwalker será lançado em 2 de setembro para PS5, Xbox Series X|S e PC.
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