Last Flag tem carisma para encontrar espaço em gênero saturado
Game de Dan e Mac Reynolds, do Imagine Dragons, chega em abril
Nada mais complicado do que lançar qualquer coisa que se pareça com um hero shooter em 2026, não é mesmo? Highguard, que é gratuito e traz uma ideia bastante original, já foi declarado como um fracasso antes até de ser lançado, e é contra essas expectativas que Last Flag, jogo de estreia da Night Street Games, chega ao mercado.
O título tem passado por uma série de testes nos últimos meses para extrair o máximo possível de uma premissa complexa, mas bastante divertida. O Omelete pôde participar de um destes, e o carisma da gameplay é inegável — mas também há algum espaço para melhorias em aspectos essenciais a qualquer jogo de tiro.
A ideia inicial é simples, mas vai ficando complicada conforme se aprende sobre o game. Os irmãos Dan e Mac Reynolds, também conhecidos como vocalista e manager da banda Imagine Dragons, perceberam que nunca houve um jogo de “Capture the Flag” que tivesse dinâmicas similares ao do pique-bandeira da vida real, e resolveram aplicar essa ideia no seu próprio projeto.
Em cada partida, ambas equipes posicionam sua bandeira em qualquer ponto de seu lado do mapa. Passada a fase de preparação, as barreiras caem e a trocação começa: ambos times brigam pelo domínio da área central do cenário, dividida em três torres de comando.
Ao dominar uma torre, ela se torna uma estação de cura e uma forma mais rápida de se chegar à área de ação ao sair de sua base. O mais importante, entretanto, é a localização da bandeira: quanto mais torres conquistadas, mais rápido os quadrantes do mapa adversário vão sendo excluídos — deixando sua vida mais fácil para encontrar o artefato.
Uma vez que a bandeira foi capturada, é necessário plantá-la em sua base e defendê-la por 70 segundos. Caso o time adversário consiga recuperá-la, ela volta para a posição original e o ciclo se reinicia; se a defesa for bem sucedida, a partida é encerrada.
A dinâmica se mistura com alguns elementos que já são bem familiares para quem acompanha a indústria: personagens com habilidades próprias e que cumprem funções diferentes são a base da gameplay, e talvez o aspecto mais diferentão seja o econômico.
Jogadores podem coletar dinheiro de diversas formas, melhorando suas habilidades cada vez mais — assim como já acontece em Deadlock e no próprio Highguard. Aqui, entretanto, o sistema é um pouco mais discreto e, sinceramente, talvez o mais esquecível entre tudo que Last Flag propõe.
A diversão do shooter está mais nas viradas que acontecem em questão de segundos, e nas divertidas habilidades criadas para cada personagem. Há espaço para melhorar a “sensação” de tiros, que não é tão pesada quanto poderia ao usar mouse e teclado
Com a data de lançamento recém-anunciada para dia 14 de abril, Last Flag tem pouco menos de dois meses para realizar seus ajustes finais antes de chegar para um público difícil, mas que eventualmente abraça projetos ousados. O game terá versões apenas para PC em um primeiro momento, mas versões de PlayStation 5 e Xbox Series X|S também estão em desenvolvimento.