Jogamos | Ironhive é ousado e complexo game brasileiro
Título mistura construção de baralhos com gerenciamento de cidades
O estande da Critical Reflex reservava um dos projetos mais ambiciosos de toda a gamescom latam 2026: Ironhive, jogo brasileiro que mistura construção de baralho com gerenciamento de cidades, mostra um visual incrível atrelado a uma gameplay complexa.
A premissa é transportar o jogador para um universo pós-apocalíptico, onde uma sociedade tenta se reerguer em meio aos escombros da civilização. Esse processo é feito por meio de cartas de um baralho: recursos, soldados, ações e, claro, novas construções são sempre representadas por cartas em sua mão.
De maneira bastante similar a um jogo de tabuleiro, essas cartas podem ser adicionadas e reposicionadas em diferentes pontos do cenário. Soldados podem ser alocados em locais para extração de recursos, e as construções se empilham em uma pequena área para construir a cidade aos poucos, por exemplo.
A essa mistura se adicionam elementos como acúmulo de experiência, para subir de nível e desbloquear novas possibilidades; a passagem dos dias, que eventualmente cobra recursos do jogador; eventos que contam um pouco mais da história daquele universo; e missões paralelas e principais para que o jogador tenha um direcionamento nos seus próximos passos.
É bastante coisa, e não à toa na meia hora que testamos o game, o tutorial ainda tinha coisas novas para nos ensinar. Para quem está acostumado com gerenciamento de cidades e títulos similares, Ironhive pode até ser um passeio no parque, mas para pessoas que não tiveram muito contato com o gênero devem ficar um pouco perdidas em um primeiro momento.
Ainda assim, não é como se fosse um bicho de sete cabeças. O game tem paciência para ensinar novatos, e seu estilo de arte único funciona como atrativo para os curiosos:
"Nossa ideia pro Ironhive é que ele não seja um jogo hardcore. É ele ser um jogo midcore pra galera que, mesmo que não esteja habituada com jogos de estratégia, com jogos de gerenciamento, eles consigam aprender o jogo e se divertir numa run de uma hora", explica o desenvolvedor Thiago Techera.
"A gente tem o apelo da arte do jogo, que chama a atenção, e a gente tenta acolher esse jogador com um jogo com uma curva de dificuldade um pouco mais amigável. Mas essa é uma das nossas maiores dificuldades", complementa.
Mesmo com essas ressalvas, o jogo ainda consegue te prender em seu universo em poucos minutos. Quase todos os cantos do cenário possuem algo para contar ao jogador sobre o que aconteceu para que aquele local chegasse em situação apocalíptica, instigando qualquer um a procurar por novas pistas.
Ainda sem data de lançamento definida, Ironhive está planejado apenas para PC.
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