Drowned Lake | Terror brasileiro é o melhor que testei na gamescom
Jogo combina inúmeros elementos de gameplay com roteiro envolvente
Ainda que a correria da gamescom latam 2026 tenha me impedido de experimentar tantos jogos por lá, felizmente pude testar Drowned Lake, terror brasileiro do estúdio Monumental Collab. Trazendo uma mistura improvável de elementos, o game conseguiu me deixar imerso em sua ambientação mesmo no caos do evento.
A primeira tela que se apresenta ao jogador permite que ele escolha um entre três personagens jogáveis: a repórter Carolina, o socorrista Rafael e o velho pescador Leopoldo — cada um com suas diferentes peculiaridades e narrativas para serem desenroladas, mas todos ligados a um desaparecimento misterioso. Por aqui, seguimos na temática jornalista com Carolina.
O game logo nos leva para uma visão em primeira pessoa onde pilotamos um barquinho de pesca, e a bordo dele aos poucos adentramos uma construção misteriosa. Nesse processo, caixas de diálogo com escolhas para seguir em frente ou fugir te deixam cada vez mais apreensivo, mas é claro que não iríamos virar o rosto para os possíveis horrores.
Com ou sem susto, essa sequência já se emenda em outro tipo de mecânica. Agora, Carolina está fixa em uma posição e precisa observar seus arredores para tentar entender o que está acontecendo ali, em um formato bem similar ao de um point-and-click.
Não para por aí, e o jogo logo nos leva para uma visão vertical do lago em que estamos, dando alguma liberdade para pilotar o barquinho e encontrar mais pistas, além de introduzir elementos de gerenciamento de inventário.
Em conversa com desenvolvedores logo depois da gameplay, Gustavo Vicente explicou essa grande mistura:
"Eu sou um jogador de RPG de mesa, eu mestro RPGs, e quando tu monta, por exemplo, uma dungeon no RPG, tu tá constantemente pensando no passo a passo que o player pode fazer. Então ele abriu uma porta, ele fez um teste. O que que ele vai encontrar na sala seguinte? Tu expande isso pra um mapa mais aberto, mas ainda assim continua olhando pra isso. Tu tá pensando constantemente qual a decisão que o player vai tomar a cada instante de jogo. Se ele encontrar um ponto de pesca, ele vai querer pescar ou não? Se ele não pescar, qual é a consequência? O que que isso não vai dar pra ele? É muito no momento a momento do jogo que tu vai pensando aos poucos nas decisões do player", conta.
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O maior auxílio para que essa atmosfera não pareça difusa é o roteiro. Toda fala é cuidadosamente escrita para manter algum nível constante de tensão no jogador, e a produtora Ana Vitória Machado dá os louros ao escritor Thiago Rech:
"Ele junta muitas coisas diferentes, de inspirações diferentes. Então tem coisa de revolta, tem coisa de Brumadinho, tem coisa de lendas urbanas de terror, de folclore do nordeste. Eu gosto do jeito que ele conseguiu juntar tudo, porque não é uma referência jogada, ela é modificada para fazer sentido dentro do universo dele", elogia.
Para além da breve experiência que tivemos com Carolina, Drowned Lake ainda reserva muito mais com seus outros dois personagens — incluindo uma mecânica de pesca, que é um dos grandes chamarizes do título:
"Cada personagem também vai ser bom em certas ações. Por exemplo, o pescador é um senhorzinho, então ele tem mais dificuldade com ações físicas, por exemplo. Aí o socorrista, que é o Rafael, ele já vai se dar melhor nesse tipo de ação. Cada personagem tem mecanicamente essas diferenças, e também tem a questão narrativa, cada personagem tem uma narrativa diferente", garante Ana Vitória.
Planejado para o segundo semestre de 2026, Drowned Lake está prometido apenas para PC.
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