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Crítica

Tomodachi Life: Living the Dream vicia ao unir simulação e humor bizarro

Simulador de vida da Nintendo oferece inúmeras possibilidades e algumas crises de riso

Omelete
4 min de leitura
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15.04.2026, às 10H41.

Viver é sempre uma caixinha de surpresas, e se tem algo que faz parte dessa desafiadora jornada são as situações inusitadas que nos deparamos com certa frequência. Tomodachi Life: Living the Dream consegue comunicar essa mensagem, em um jogo de simulação de vida com humor bizarro e definitivamente viciante. 

Tomodachi Life: Living the Dream
Divulgação/Nintendo

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Após Tomodachi Life (2014), de Nintendo 3DS, ser um sucesso de vendas no Japão, a Nintendo decidiu apostar na série de videogames mais uma vez. Agora, mais de uma década depois, o simulador de vida volta aos holofotes, com humor peculiar e adições que o tornam um título singular entre outros games do gênero.

Vivendo o sonho (mas que sonhos são esses?)

O primeiro passo dessa grande aventura é criar um personagem Mii, que pode ser baseado em familiares, amigos ou personalizado com as próprias ideias do jogador. O sistema de criação de personagem, a propósito, está bem diverso, com inúmeras opções de cabelo, tons de pele, feições e vozes. Em termos de personalidade, são 16 opções diferentes, baseadas em níveis de características definidos pelo próprio jogador, como movimento, energia e o nível de excentricidade do Mii.

Além disso, Living the Dream adiciona um recurso ausente no jogo antecessor, que foi alvo de críticas pela comunidade. Agora, os Mii possuem mais opções de identidade de gênero e orientação sexual. Conforme avança no jogo e atinge alguns objetivos, o jogador também pode adicionar mais personagens à ilha. 

E por falar em ilha, o cenário de Tomodachi Life: Living the Dream também é totalmente personalizável. Primeiramente, cada jogador pode atribuir um nome ao seu paraíso. Claro, assim como na adição de personagens, é necessário atingir um nível mínimo para desbloquear o modo de construção. Uma vez desbloqueado, esse recurso permite que o jogador altere a estrutura do terreno, seja com grama ou asfalto, e adicione itens e estabelecimentos importantes que podem ajudar os Mii a socializar — como um simples banco de praça ou até mesmo um restaurante. Inicialmente, as opções disponíveis podem parecer limitadas, mas o game tem potencial para surpreender nesse aspecto, principalmente com a personalização de itens criados e customizados pelo próprio jogador. 

Tomodachi Life: Living the Dream
Divulgação/Nintendo

Dito isso, o ponto alto do jogo definitivamente é o humor bizarro. Diferentemente de franquias como The Sims e Animal Crossing, por exemplo, Tomodachi Life: Living the Dream possui um humor bobo que funciona perfeitamente bem com as feições e vozes inusitadas dos Mii. E você se diverte mais quando abraça a estranheza e simplesmente se deixa ser levado. Não à toa, em algum momento, depois de horas de gameplay, meus personagens estavam me chamando de Vossa Majestade e falando sobre Joe Jonas

Outro aspecto relevante é o relacionamento dos Mii. Assim como em outros simuladores, os personagens podem fazer amizade, se apaixonar, casar e mais. A princípio, confesso que progredir nessas relações pode parecer um pouco difícil, mas a função de “pegar o Mii e jogá-lo aonde quiser” pode ser uma boa opção para ajudar a desenvolver relacionamentos entre pares específicos. Quanto mais os personagens interagem, maior é a probabilidade de crescer um sentimento, seja bom ou ruim.. 

Nesse cenário, as melhorias na vida dos Mii são o ponto central, afinal, o game coloca o jogador quase como uma divindade. Por isso, como gerente desse paraíso inusitado, o principal objetivo é trazer melhorias para os habitantes da ilha, seja com uma boa alimentação, relacionamentos ou uma boa infraestrutura. Ao oferecer uma boa vida para os moradores, o jogador pode subir o nível dos Mii, desbloqueando mais recursos tanto para os personagens quanto para a ilha em si. 

Tomodachi Life: Living the Dream
Divulgação/Nintendo

O game roda sem problemas no Nintendo Switch 2, mas a falta de localização em português brasileiro deixa um gostinho amargo em um jogo com tantas opções de customização. No fim das contas, isso acaba influenciando algumas dinâmicas — principalmente as que envolvem expressões — e em algum momento, me vi trocando o nome do meu personagem de Chiquinho para Grian, por exemplo. 

Por fim, não é maldoso dizer que Tomodachi Life: Living the Dream é um simulador de vida com humor peculiar. Afinal, é essa mesma característica que o torna algo singular entre uma comunidade de jogadores apaixonados. Para os fãs do gênero, o verdadeiro desafio provavelmente será o de lidar com inúmeras possibilidades e algumas crises de riso durante as inúmeras horas de gameplay.

Nota do Crítico

Tomodachi Life: Living the Dream

Tomodachi Life: Living the Dream

16.04.2026
Simulador de vida
Desenvolvedora: Nintendo EPD
Publicadora: Nintendo
Classificação: LIVRE
Plataformas: Nintendo Switch 2
Testado em: Nintendo Switch 2

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