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Zé do Caixão: a biografia do pai do terror brasileiro

No Retrato Omelete da semana, relembramos a carreira de José Mojica Marins

A cozinha
26.10.2021
14h45

Quando pensamos em um filme de terror brasileiro, nada pode ser maior que Zé do Caixão. Seja por sua carreira longeva por trás e à frente das câmeras, seja pelos trajes e as unhas que se tornaram parte da cultura brasileira e do folclore nacional, não há dúvidas de que José Mojica Marins é um de nossos reis do entretenimento e o eterno pai do terror brasileiro. Mas quais são os segredos por trás da lenda, do personagem que amamos e/ou morremos de medo? Quais foram os passos dados para contornar orçamentos baixos, falta de conhecimento técnico e até a censura para criar o maior exemplar do nosso terror, o Zé do Caixão? Conheça isso e mais no Retrato Omelete, no topo da página. 

José Mojica Marins nasceu no dia 11 de março de 1936, mas só foi registrado dois dias depois, numa sexta-feira 13. Zé do Caixão teve uma infância itinerante, se mudando sempre por conta do trabalho do pai, que era toureiro. Algum tempo depois, o pai de Mojica se tornou gerente em um cinema de São Paulo e a família se mudou para os fundos do estabelecimento. Como um bom filho prodígio, seu pai tinha prometido comprar uma bicicleta de corrida para ele, que preferiu ganhar uma câmera filmadora. Com sua 9 milímetros e meio de presente, o jovem começou a brincar de dirigir seus amigos e vizinhos do bairro. A partir daí, nasce o mito que veríamos mais tarde nos maiores filmes de terror brasileiros.

Ainda jovem, José flertava apenas com meninas que tinham famílias maiores — assim, ele poderia colocar todos os irmãos em suas produções, vencendo o obstáculo do orçamento. Aos 20, ele já tinha sua escola para treinar novatos que respondiam aos seus anúncios no jornal e, aos 22, conseguiria financiamento para seu primeiro filme oficial: A Sina do Aventureiro. Mesmo não sendo seu maior sucesso, ele não desistiria e viria com inúmeros outros filmes de terror consagrados, como À Meia-Noite Levarei Sua Alma”, que contou com a ajuda de sua família, amigos e a venda de sua própria casa, e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, com Zé do Caixão e, agora, o corcunda Bruno. O filme de terror foi um dos maiores conflitos entre Mojica e a censura.

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver foi um sucesso e mostrou que o coveiro criado por Zé tinha potencial: vieram uma série de produções nos anos 60 e 70 que não faziam parte da franquia de Zé do Caixão, mas que tinham o coveiro no elenco, como O Despertar da Besta, Delírios de um Anormal e Exorcismo Negro. Ao longo de toda essa jornada repleta de filmes horripilantes que nos marcaram, em 2005, José Mojica Marins recebeu a Honra ao Mérito Cultural, por sua contribuição ao cinema brasileiro.

E o legado de Zé do Caixão não para de crescer, mesmo com a partida de Mojica, em 2020. Vem aí um remake americano de À Meia Noite Levarei Sua Alma, comandada pela produtora de Elijah Wood, além de uma versão mexicana do mesmo filme. Quer saber tudo sobre o pai do terror brasileiro, Zé do Caixão? Assista agora mesmo ao Retrato Omelete, curta o vídeo, compartilhe o link, inscreva-se no canal e comente contando qual de seus filmes é o seu favorito.

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