Timothée Chalamet | Os 10 melhores papéis do ator indicado ao Oscar
Jovem ator já conquistou diversos prêmios pelo seu papel em Marty Supreme
Um dos atores mais promissores de sua geração, Timothée Chalamet tenta ser cada vez mais completo. De épicos medievais a musicais fantásticos, ele já abrilhantou muitas produções até mesmo quando não era o protagonista. Nesta lista, a redação do Omelete elegeu as dez melhores atuações do ator indicado ao Oscar — veja a lista completa. Confira:
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10. Querido Menino
Depois do sucesso de Me Chame Pelo Seu Nome, Querido Menino foi o trabalho que consolidou Timothée Chalamet como um dos melhores atores de sua geração. Do inocente adolescente que investiga sua sexualidade com um colega do pai, Chalamet foi direto para o atormentado Nic Sheff, cujo vício em drogas quase destruiu sua família. A história baseada em fatos tem como protagonista Steve Carell, mas é Timothée Chalamet quem rouba a cena com uma atuação vibrante sobre o autoflagelo - e a sobrevivência - no mundo das drogas. - André Zuliani
9. O Rei
Antes de assumir o ducado Atreids e iniciar uma guerra santa interplanetária, Chalamet interpretou outro membro da realeza. Em O Rei, o ator franco-americano vive Henrique V, o príncipe herdeiro obrigado a assumir o trono da Inglaterra após a morte do pai. Porém, antes de comandar o país na guerra contra a França, tudo o que ele conhecia era uma vida de rebeldia e luxúria. A premissa do filme de David Michôd colocou o ator diante de situações adversas, forçando-o a explorar o mais profundos sentimentos que somente o rei mal-quisto poderia experimentar. - Pedro Henrique Ribeiro
8. Um Completo Desconhecido
A atuação de Timothée Chalamet como o Bob Dylan da cinebiografia dirigida por James Mangold é um exemplo perfeito de como um ator consegue, às vezes, refletir a pessoa ali dramatizada mais até do que o filme. Não é que Um Completo Desconhecido seja um filme ruim, mas ele é bem menos misterioso do que o próprio Dylan. O cantor é mais definido pelas suas aparentes contradições do que pelas garantias, e Chalamet espelha isso. Seu rosto nos convida à especulação. O que ele fará agora? Quem é essa pessoa? Se Um Completo Desconhecido se satisfaz com respostas fáceis, Timothée Chalamet insiste nas perguntas cativantes. - Guilherme Jacobs
7. A Crônica Francesa
Chalamet não é, necessariamente, o protagonista de A Crônica Francesa, isso porque o filme de Wes Anderson não é liderado por uma única voz. Ao decidir homenagear o jornalismo, o diretor leva o espectador em uma viagem por vários cadernos de um jornal, passando por esporte, arte, gastronomia e política. Chalamet está em um desses arcos, interpretando um jovem rebelde que lidera uma manifestação estudantil que vira assunto de jornal e sua atuação faz toda a diferença para o momento ganhar o destaque necessário. Ao lado da veterana Frances McDormand, o então jovem ator participou de uma aula sobre cobertura de manifestações — e também sobre as camadas da rebeldia juvenil. - Pedro Henrique Ribeiro
6. Adoráveis Mulheres
Seria fácil transformar o apaixonado Laurie do clássico de Louisa May Alcott em uma presença repetitiva ou irritante na trama (Christian Bale, no filme de 1994, que o diga) - mas, olha só, bastava a alquimia entre o roteiro enérgico de Greta Gerwig, a Jo cativante de Saoirse Ronan, e a presença de Chalamet, para transformar o personagem em ouro. No Adoráveis Mulheres de 2019, Chalamet e Ronan minam sua cumplicidade inegável para entregar um não-romance dos mais inesquecíveis do cinema contemporâneo, e o ator encontra maneiras eminentemente mais simpáticas de expressar a angústia de Laurie ao realizar que sua amada é inalcançável. É um Chalamet decisivamente coadjuvante, mas que melhora substancialmente o filme em que está inserido. - Caio Coletti
5. Não Olhe Para Cima
A crítica de Adam McKay aos negacionistas climáticos em Não Olhe Para Cima pode não ter muito brilho - só mesmo na Netflix uma obra de discurso tão óbvio passaria como “filme importante” -, mas Timothée Chalamet ainda consegue arrancar boas risadas quando aparece como o Yule, o jovem maconheiro e cleptomaníaco que se envolve com Kate (Jennifer Lawrence) em sua cidade natal. Dizem que a marca de um grande ator (em oposição a um “bom ator”) é ser brilhante mesmo em filmes ruins, e é impressionante ver Chalamet cavando um espaço de comédia genuína para si no mundo anêmico criado por McKay. Nas mãos dele, Yule não só é uma figura carismática, que faz muita falta quando desaparece da tela, como também representa certeiramente uma juventude acostumada com o apocalipse, e portanto desconectada da urgência dele. - Caio Coletti
4. Me Chame Pelo Seu Nome
Me Chame Pelo Seu Nome não é uma história de amor - é uma história de abuso, chamuscada pelas lentes difusas da adolescência, como um espelho enevoado pelo calor escaldante do Norte da Itália. É um filme lindo, mas que depende muito de Timothée Chalamet para ganhar dimensão emocional para além do culto à beleza promovido pelo diretor Luca Guadagnino - por sorte, Timmy entende Elio, o personagem que o transformou em presença incontornável no cinema contemporâneo, intimamente. Nas hesitações e nas poses, no tesão e no ridículo, na fragilidade e na explosão que marca a belíssima tomada final do longa - uma tour de force inesquecível do protagonista, sua primeira grande imagem no cinema -, ele encarna esse menino enganado e apaixonado com sensibilidade e impulsividade que definem a sua juventude. - Caio Coletti
3. Duna
Paul Atreides é o papel mais importante da carreira de Timothée Chalamet. Em primeiro lugar, o protagonista de Duna nunca havia sido definido por ninguém no cinema (com todo respeito ao sempre querido Kyle MacLachlan), diferente de um Batman ou Homem-Aranha. Na visão das massas, Paul, agora, é Timothée. Em segundo lugar, o papel requer dele a flexibilidade de comandar um blockbuster, e da maior escala. Isso significa sair do menino quieto e observador para o líder ousado, mas relutante. O discurso diante dos Fremen no fim da Parte 2 é a cena que o transforma de vez. Antes conhecido por papéis introspectivos, de meninos quebrados e romances perdidos, Chalamet sai daquela caverna com um rugido. Olhem para mim. Não há coisa mais adequada para um astro do cinema. - Guilherme Jacobs
2. Wonka
O segundo lugar da lista também um dos projetos mais diferentes da carreira de Chalamet. Com um clima completamente diferente de Marty Supreme, Wonka é um filme que foca na família e na esperança, com uma Fábrica de Chocolates recontada com um tom fantástico e esperançoso. Diferentemente dos demais papeis do ator, aqui ele vive um jovem adulto inocente e excêntrico, mas se seu Wonka tem algo a ver com Marty Mauser certamente é a obsessão incansável por seus objetivos. Em ambos os papéis, Chalamet explora suas diferentes qualidades e seja cantando ou interpretando o personagem mais irritante de todos, ele faz tudo muito bem! - Pedro Henrique Ribeiro
1. Marty Supreme
A indústria do cinema não falta em exemplos de papéis que foram escritos com determinados atores em mente, mas poucos se equiparam ao encaixe de Timothée Chalamet com Marty Mauser. O ator é, essencialmente, uma pessoa competitiva — e que denota esse instinto em vários de seus papéis. Vivendo um atleta que busca o topo, ele demonstra a competitividade em sua forma mais pura: em um personagem repleto de falhas, disposto a passar por cima de tudo para alcançar o seu sonho. Ame ou odeie, Mauser vai te grudar na tela em todos os pontos de cada partida. Fora do ambiente de disputa, o espectador ainda ganha vislumbres muito íntimos da psique do personagem, e são esses momentos que cravam o mesatenista como o melhor papel da carreira de Chalamet. - Breno Deolindo