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Histórias de super-heróis ainda podem ser coisa de criança?

Gênero está mudando com cada vez mais tramas voltadas ao público adulto

A cozinha
08.04.2021
14h26

Onde se encontra o gênero dos super-heróis em 2021? Na esteira de Watchmen na HBO e The Boys no Prime Video, temos as estreias de Invencível e da vindoura O Legado de Júpiter. Em comum, essas séries têm um olhar crítico - e muitas vezes cínico - em relação aos super-heróis, e isso diz algo sobre o estado do gênero, e para que público ele está sendo produzido.

Se juntarmos a isso o lançamento de Liga da Justiça de Zack Snyder, podemos desenhar um cenário em que a TV e o cinema passam por um momento similar ao dos quadrinhos de super-herói no final dos anos 1980, em que o gênero se esgarçou e levou a histórias - hoje tratadas como clássicos - que questionavam as próprias estruturas do gênero. São as HQs de Frank Miller, Alan Moore e outros autores que, não por acaso, hoje inspiram roteiristas e cineastas em Hollywood, como Zack Snyder.

Até onde vai o gênero nesse movimento? Assim como nos quadrinhos, os fãs envelhecem e buscam narrativas que se adequem a esse momento de vida - histórias mais sangrentas ou mais sombrias, mais irônicas ou mais autorreferentes. A noção de que as histórias de super-herói são essencialmente juvenis fica profundamente abalada nesse cenário, e neste OmeleTV nós discutimos como os super-heróis e o público se comportam a partir disso. As mudanças são um beco sem saída ou apenas mais uma transformação num gênero que dialoga com os mitos humanos mais antigos?  

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