Leia as primeiras impressões de Invencível, a nova animação do Amazon Prime Video

Créditos da imagem: Divulgação/Amazon Prime Video

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Artigo

Invencível compensa visual pouco inspirado com reviravoltas e paixão por heróis

Animação baseada em HQ de Robert Kirkman já está disponível no Amazon Prime Video

Gabriel Avila
26.03.2021
10h00
Atualizada em
26.03.2021
12h51
Atualizada em 26.03.2021 às 12h51

É possível que você nunca tenha ouvido falar de Invencível (ou Invincible). Escrita por Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, essa HQ chamou bastante atenção no começo dos anos 2000 por sua história abertamente inspirada em heróis clássicos, mas com um DNA bastante moderno. Porém, mesmo ganhando o carinho do público e da crítica, o quadrinho nunca emplacou fora de seu nicho, o que parece estar prestes a mudar graças à série animada para maiores do Amazon Prime Video. Apesar do visual pouco inspirado, a produção que chega ao streaming nesta sexta-feira (26) conquista com reviravoltas chocantes e uma paixão genuína pelos super-heróis.

Invencível conta a história de Mark Grayson, jovem que vive em um mundo povoado por seres superpoderosos. Além dos problemas comuns a qualquer adolescente, ele ainda precisa lidar com a pressão de ser filho do Omni-Man, o maior de todos os heróis de seu universo. Após anos de uma espera cheia de ansiedade, seus poderes finalmente aparecem e ele decide seguir os passos do pai como o vigilante Invencível.

Com essa sinopse, Invencível pode lembrar inúmeras outras histórias de super-heróis, mas isso não é coincidência. Assim como a HQ de Kirkman, a animação é uma grande carta de amor ao gênero, sem vergonha de homenagear alguns de seus clássicos e fazer piada de seus maiores clichês. Tanta familiaridade desarma o espectador e prepara terreno para que sua narrativa termine o serviço de conquistá-lo.

É isso o que acontece com o chocante final do primeiro episódio, que deixa claro que a parte “comum” de Invencível foi deixada nos minutos iniciais e dá início a uma jornada que faz questão de sempre deixar uma pulga atrás da orelha. Já os dois capítulos seguintes apresentam o restante do elenco principal e plantam sementes para a jornada trilhada por Mark e seus aliados ao longo da temporada.

Os primeiros capítulos da série transpiram carisma, e muito disso está ligado à entrega do elenco de peso na dublagem original. Ouvir a performance de grandes atores como Steven Yeun (The Walking Dead), JK Simmons (Homem-Aranha), Sandra Oh (Grey’s Anatomy), Zazie Beets (Coringa) e Gillian Jacobs (Community) é encantador. É perceptível o empenho em dar vida e charme a esses personagens, que ajudam a montar o quebra-cabeças desse rico universo.

É uma pena que, mesmo com todos esses pontos altos, Invencível sofra com uma animação mal acabada. Ainda que o design siga o dos quadrinhos, que têm a incrível arte de Cory Walker e Ryan Ottley, a animação em si é pouco fluida e em muitas cenas parece realmente travada. Não parece ser o caso de uma “mudança de estilo” por questão de conceito ou algo do tipo, já que ao longo dos três primeiros episódios, fica claro que a produção decidiu focar seus esforços nas grandiosas cenas de ação. Essa escolha faz sentido, especialmente considerando que serão essas cenas que vão garantir o boca-a-boca entre o público. Por outro, isso torna um tanto incômodo o que vem antes e depois da pancadaria.

Entre erros e acertos, Invencível se mostra uma série muito interessante para os fãs de super-heróis. Dominado por diferentes tons e fórmulas, esse gênero constantemente pede por um novo fôlego, e ter uma história que mistura toneladas de referências em um enredo cheio de reviravoltas é mais do que bem-vindo. Resta aos demais episódios elevar a qualidade da animação, para que Invencível marque seu nome na bem-sucedida trajetória das adaptações de HQs na cultura pop.

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