Sindicato critica Martin Scorsese por apoio a uso de IA: "Traição"
Art Directors Guild condena Martin Scorsese por parceria com empresa de IA
Créditos da imagem: Reprodução
O Art Directors Guild (IATSE Local 800) divulgou um comunicado nesta quarta-feira (10) condenando a parceria de Martin Scorsese com a empresa de inteligência artificial Black Forest Labs. O sindicato acusou o diretor de uma "traição à natureza colaborativa do cinema" por promover a ferramenta de IA generativa FLUX para a criação de storyboards.
"Sr. Scorsese, o negócio não está em fluxo", diz a declaração. "O diretor vencedor do Oscar está virando as costas para os artistas humanos que ao longo de sua carreira o ajudaram a criar seus trabalhos mais memoráveis". O sindicato afirmou que a ferramenta faz o trabalho que "é de direito" dos artistas e designers do sindicato, que colaboram com diretores há décadas para visualizar filmes.
The Art Directors Guild, IATSE Local 800 #adg800 has issued a statement on Martin Scorsese’s recent promotion of generative Artificial Intelligence (AI):
— Art Directors Guild (@ADG800) June 9, 2026
"Mr. Scorsese, The Business is not in flux.
Oscar winning director Martin Scorsese is turning his back on the human artists… pic.twitter.com/7vyqOVGWOZ
A declaração também critica o uso de IA generativa por ela ser "capaz de produzir esse tipo de 'inteligência cinematográfica' apenas ao ingerir grandes quantidades de trabalho protegido por direitos autorais, provavelmente extraído da internet sem consentimento, crédito, compensação ou transparência". O sindicato concluiu que a contribuição profissional de seus artistas "não pode ser imitada ou ofuscada pela IA generativa, que é construída sobre trabalho provavelmente roubado deles".
Na semana passada, a Black Forest Labs anunciou Scorsese como consultor, ajudando a moldar a "inteligência visual" da empresa. O diretor declarou que testou a ferramenta em uma cena recentemente e que a capacidade de visualizar e compartilhar o storyboard imediatamente foi "criativamente libertadora". "Durante o processo de pré-produção, tempo custa dinheiro, e isso nos permitiu avançar mais rápido sem sacrificar qualidade ou ofício", disse Scorsese, que já utilizou tecnologia 3D.
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