Roman Polanski

Créditos da imagem: LOIC VENANCE / AFP

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Roman Polanski não vai ao César Awards para evitar “linchamento público”

Cineasta diz ter recebido ameaças de ativistas

Pablo Raphael
27.02.2020
16h18
Atualizada em
27.02.2020
16h48
Atualizada em 27.02.2020 às 16h48

O filme O Oficial e o Espião, do diretor Roman Polanski, tem 12 indicações ao César Awards, premiação francesa que acontece nesta sexta-feira (28), mas o cineasta não vai comparecer ao evento. Em declaração à Variety, Polanski disse que “recebeu ameaças de linchamento público de ativistas” e que “já sabe como a noite vai ser”.

Por vários dias as pessoas me perguntaram se vou ou não comparecer à cerimônia do César? A pergunta que eu devolvi é: como eu poderia?”, disse o diretor, apontando que algumas pessoas já anunciaram protestos em frente ao evento e que outras “vão usar a premiação como palanque para criticar o governo. Será mais um simpósio do que uma celebração do cinema”.

As indicações recebidas por Polanski causaram polêmica, inclusive entre os artistas, devido ao histórico de assédio sexual do diretor e as ações que resultaram em sua expulsão da Academia. A atriz Adèle Haenel, também indicada ao prêmio francês, disse ao Playlist que o cineasta e a premiação “estão cuspindo na cara das suas vítimas. É como se estuprar mulheres não fosse tão ruim”.

O Oficial e o Espião retrata a história real do julgamento do militar judeu Alfred Dreyfus, que foi equivocadamente acusado de traição e condenado à prisão perpétua na Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. A previsão de estreia no Brasil é 12 de março.