Pulp Fiction

Créditos da imagem: Miramax/Divulgação

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NFTs de Pulp Fiction levam Miramax a processar Quentin Tarantino

Produtora afirma deter “os direitos necessários para desenvolver, anunciar e vender” extras leiloados pelo cineasta

Nico Garófalo
16.11.2021
19h28

O leilão de NFTs de cenas inéditas e manuscritos do roteiro de Pulp Fiction promovido por Quentin Tarantino pode acabar nos tribunais. A Miramax, selo responsável pela produção e lançamento do filme de 1994, entrou com um processo contra o cineasta, afirmando que ele não tem o direito de vender os “produtos” anunciados. “[A conduta de Tarantino] pode levar pessoas a acreditar que têm o direito de procurar por acordos ou ofertas similares quando, na realidade, apenas a Miramax detém os direitos necessários para desenvolver, anunciar e vender NFTs relacionados à sua grande biblioteca de filmes”, afirmou a produtora no processo (via THR).

Em resposta ao processo, o advogado de Tarantino lembrou que o diretor ainda possui “direitos reservados” de Pulp Fiction, incluindo, de acordo com seu contrato, “publicação do roteiro” e “mídia interativa”. Lembrando que NFTs eram inimagináveis em 1993, quando o acordo foi assinado, o representante legal do diretor disse que determinar o que pode ou não ser incluído nessas categorias pode ser decisivo para o veredito.

Em um comunicado, o advogado da Miramax afirmou que vê a tentativa de leilão de NFTs do longa como antiética e gananciosa de Tarantino. A produtora reforçou que “defenderá seus direitos sobre sua biblioteca, incluindo aqueles relacionados a NFTs, e não deixará os representantes de Quentin fazer as pessoas acreditarem que têm a autoridade para fazer acordos semelhantes que violem os direitos dos contratos que assinaram”.

Lançado em 1994, Pulp Fiction rendeu a Tarantino sua primeira vitória no Oscar (Melhor Roteiro) e transformou o cineasta em um dos principais nomes de Hollywood das décadas seguintes.

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