Paramount/Warner | Aprovação da fusão é adiada novamente
Juíza concede moção de emergência do Block the Merger e impõe prazo até 0h01 desta sexta para cumprimento do acordo entre Paramount e procuradores-gerais
Créditos da imagem: Reprodução
A juíza Araceli Martínez-Olguín concedeu uma moção de emergência do grupo Block the Merger pouco antes da audiência desta quinta-feira (24) que avaliaria o acordo entre a Paramount e os procuradores-gerais na ação antitruste pela compra da Warner Bros. Discovery. As partes têm até 0h01 desta sexta-feira para cumprir as exigências.
Cinco organizações — Free Press, Committee for the First Amendment, Freedom of the Press Foundation, Future Film Coalition e International Documentary Association — criticaram o acordo em nota conjunta. "O decreto é fraco, inexequível e deixa trabalhadores, jornalistas e consumidores para trás. Nenhuma quantidade de spin muda isso", afirmaram.
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Jessica J. González, co-CEO da Free Press, disse que o acordo "nos deixa na mão" e que a decisão da juíza permite que o público seja ouvido. Mara Verheyden-Hilliard, advogada da Primeira Emenda, afirmou que o decreto "não beneficia ninguém além da família proprietária da Paramount e daqueles que usarão a consolidação como força para suprimir expressões indesejadas".
O acordo, fechado na segunda-feira (21), prevê concessões por cinco anos: lançar 30 filmes por ano, sob pena de vender a participação na Miramax e pagar US$ 30 milhões a um fundo sindical; investir US$ 1,5 bilhão adicionais por ano em produção nos EUA; e manter um painel de jornalistas para preservar a independência editorial da CNN e da CBS News. O grupo considera o acordo sem força porque não obriga desinvestimentos nem garante gastos na Califórnia.
A urgência da moção se explica pela taxa diária de milhões de dólares que a Paramount deve começar a pagar aos acionistas da WBD para cada dia após 1º de outubro em que a fusão não for concluída.
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