O Homem Invisível | Elisabeth Moss deu perspectiva feminina ao roteiro

Créditos da imagem: O Homem Invisível/Universal Pictures/Divulgação

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O Homem Invisível | Elisabeth Moss deu perspectiva feminina ao roteiro

Diretor pediu que atriz fizesse alterações no texto

Pablo Raphael
27.02.2020
11h46
Atualizada em
27.02.2020
12h17
Atualizada em 27.02.2020 às 12h17

A trama de O Homem Invisível gira em torno de uma mulher vítima de abuso e para garantir o ponto de vista correto, o diretor Leigh Whannell pediu à atriz Elisabeth Moss, que faz a protagonista Cecilia Kass, para revisar e alterar o roteiro, para que não fosse só a história de uma mulher contada pela perspectiva de um homem.

O roteiro foi escrito por um homem. O que ele escreveu é brilhante, é um texto bonito e o que está na tela é muito, muito próximo do que ele escreveu”, explicou Moss à Esquire. “Mas ele também teve a inteligência de me pedir, assim que eu fui escalada: ‘Você pode por favor me dizer o que eu fiz de errado aqui? O que eu esqueci? Você é uma mulher, você tem uma perspectiva totalmente diferente. O que eu posso colocar aqui para que seja feminino de verdade?'”.

Moss comentou que a maioria dos homens com quem trabalhou têm isso em mente. “É importante e eu acho que os homens espertos sabem disso. Mas sempre tem alguns bobos por aí”.

A atriz contou que o diretor conversou com vítimas de abuso antes de escrever O Homem Invisível e que a narrativa reflete como é ser vítima de violência doméstica e abuso. Ela mesmo fez suas próprias pesquisas quando trabalhou na série The Hadmaid's Tale (O Conto da Aia), mas diz ter continuado aprendendo sobre o tema ao se preparar para o longa.

Eu aprendi algumas coisas nessa jornada que achei interessantes, em especial sobre estigmatização. As vítimas se sentem estúpidas, o que é culpa delas e que merecem estar naquela relação. Vi que eu precisava pensar no meu próprio comportamento, sobre como julgava outras mulheres”.

O longa acompanha Cecilia (Moss), uma mulher que recebe a notícia que seu abusivo ex-namorado Adrian (Oliver Jackson-Cohen) se matou. Ela decide reconstruir sua vida e melhora, mas seu senso de realidade é colocado em questão quando ela começa a suspeitar que seu ex-namorado segue vivo.

O personagem, criado por H.G. Wells em 1897, é um dos Monstros da Universal, ganhou o seu filme em 1933, com Claude Rains no papel principal. As últimas aparições do personagem no cinema foram em O Homem Sem Sombra e A Liga Extraordinária.

O Homem Invisível está em cartaz nos cinemas.