Frank Grillo e Mel Gibson em cena de Mate ou Morra

Créditos da imagem: Divulgação

Filmes

Crítica

Mate ou Morra é Feitiço do Tempo anabolizado que diverte

Filme acompanha ex-soldado das forças especiais que revive o dia de sua morte

Marcelo Forlani
09.09.2021
10h58
Atualizada em
09.09.2021
11h15
Atualizada em 09.09.2021 às 11h15
Ah, a ironia! Mate ou Morra (Boss Level, 2021) é um projeto que os irmãos Chris e Eddie Borey apresentaram ao cineasta Joe Carnahan há mais de uma década sobre um cara que revive um dia de sua vida inúmeras vezes. O longa recebeu sinal verde da extinta 20th Century Fox em 2012, mudou de título (se chamava Continue), perdeu o estúdio, foi financiado de forma independente em 2017, filmado em 2018 e só agora, em 2021, chega aos cinemas. E logo depois de Free Guy: Assumindo o Controle (2021), que mostra o personagem principal revivendo um dia de sua vida inúmeras vezes.
 
Tudo bem que as comparações entre os dois filmes param por aqui, mas que pode ter gente por aí dizendo que um é cópia do outro, pode.
 
Ao contrário da comédia de ação ambientada numa realidade de videogames protagonizada por Ryan Reynolds, a película estrelada por Frank Grillo (o Brock Rumlow dos filmes da Marvel) tem sua desculpa para o loop temporal na "ficção científica" - sim, entre aspas, porque, na verdade, estamos apenas falando de uma máquina do tempo criada pelo chefão do título original (Mel Gibson) que acaba sendo testada em Roy (Grillo), que revive o dia da sua morte até entender o que está acontecendo. É um Feitiço do Tempo (Groundhog Day, 1993) anabolizado em que o Dia da Marmota tem helicópteros explodindo, lutas com katanás, corpos sendo perfurados, cabeças cortadas e... bom, você entendeu, né?
 
Não tente achar lógica ou perder seu tempo listando furos de roteiro. A dica aqui é apenas se divertir e, como Roy, aprender a cada novo dia. Ao contrário de Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, 2004), que se leva mais a sério do que deveria, Carnagham é mais bem-humorado e cínico e usa o exagero a seu favor, sabendo dosar as repetições sem... bom, repeti-las. Sempre há algo a mais, algo diferente, que leva a trama adiante.
 
Caso queira saber um pouco mais sobre a trama, vamos lá: Roy é um ex-soldado das forças especiais que se separou da cientista Jemma Wells (Naomi Watts), com quem teve um filho, Joe (Rio Grillo, filho de Frank na vida real). Ela agora trabalha em um projeto secreto para o Coronel Clive Ventor (Mel Gibson), que quer criar uma máquina em que ele consiga reescrever a história até *risada maligna* "conquistar o mundo". Para se livrar de Roy, o coronel contrata uma série de assassinos sádicos. Mas ele sempre acorda às 7h, para morrer de novo e de novo.
 
Nomes mais conhecidos do grande público, Naomi Watts e Mel Gibson entendem seus papéis e entregam o que lhes é pedido, deixando a Frank Grillo o protagonismo de quem sabe o que o público quer e fará de tudo para entregar.
 
Apesar do orçamento limitado - e que sofreu cortes na véspera do início das filmagens - o que se vê na tela é um filme de ação de 100 minutos que quer apenas uma coisa: divertir o público. E consegue! 
Mate ou Morra
Boss Level
Mate ou Morra
Boss Level

Ano: 2021

País: EUA

Direção: Joe Carnahan

Elenco: Frank Grillo, Naomi Watts, Mel Gibson

Nota do Crítico
Ótimo

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