Os 10 melhores coadjuvantes de comédias românticas

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Os 10 melhores coadjuvantes de comédias românticas

Começando as celebrações do mês de namorados, listamos aqueles personagens secundários mais memoráveis do gênero

Omelete
1 min de leitura
Beatriz Amendola, Julia Sabbaga e Mariana Canhisares
03.06.2022, às 11H53
ATUALIZADA EM 03.06.2022, ÀS 13H33
ATUALIZADA EM 03.06.2022, ÀS 13H33

Junho, o mês dos namorados, chegou – mas não importa qual o seu status de relacionamento, vamos combinar que uma comédia romântica sempre vai bem. Por isso, a cada sexta-feira deste mês, nós vamos revisitar alguns dos nossos momentos e personagens favoritos do gênero.

Para começar, escolhemos eles que são parte importantíssima para fazer uma comédia romântica funcionar”: os coadjuvantes que nos emocionam e nos fazem rir. Confira:

Marie (Carrie Fisher) em Harry e Sally: Feitos um para o Outro

Todo mundo tem aquele amigo que gosta de insistir no erro, e Marie (Carrie Fisher) é definitivamente essa pessoa na vida de Sally (Meg Ryan). Durante anos a melhor amiga da protagonista manteve um caso com um homem casado na esperança de que um dia, quem sabe, viveria sua história de amor sem segredos. Acompanhar seu drama é, sem dúvidas, sofrido, mas Marie não fica só na desilusão. Ela também desempenha o papel tradicional de dar aquele empurrãozinho necessário para que a heroína se aventure um pouco mais. Por sorte, assim como Harry e Sally foram feitos um para o outro, os jeitos e neuroses de Marie e o amigo do protagonista, Jess (Bruno Kirby), também não poderiam se complementar melhor, e ela também encontra seu final feliz.

Arthur (Eli Wallach) em O Amor Não Tira Férias

Além da química inegável do seu elenco e da sua história encantadora, um dos elementos que mais cativam em O Amor Não Tira Férias é sua habilidade de fazer comentários bem-humorados e delicados sobre cinema. Ainda que a Amanda de Cameron Diaz ocupe um pouco dessa função com sua interpretação da vida através dos clichês dos trailers, é o adorável vizinho de Iris (Kate Winslet) quem rouba a cena de verdade. Como roteirista experiente, Arthur (Eli Wallach) é a figura ideal para explicar para a jornalista desiludida (e para o público) alguns dos elementos básicos das comédias românticas — e de quebra outro tanto de lições sobre o amor, é claro. Mais do que a clássica figura do melhor amigo, que tende a fazer as vezes de alívio cômico, o senhor traz acolhimento e uma visão romântica muito particulares, que ao final estimulam não apenas Iris a finalmente assumir o posto de protagonista da própria história, como ele mesmo a ocupar o tão merecido holofote. Arthur é o conselheiro/mentor que todo mundo queria ter.

Vó Annie (Betty White) em A Proposta

Bastaria dizer o nome de Betty White para justificar sua presença nessa lista. A lendária atriz e comediante é uma presença em qualquer que seja a produção, e obviamente não é diferente em A Proposta. Mas sua personagem realmente é uma coadjuvante notável dentre as comédias românticas dos últimos anos. Sob o pretexto de ser a vovó adorável, ela é uma das responsáveis (senão a grande responsável) por fazer com que Margaret (Sandra Bullock) e Andrew (Ryan Reynolds) cumpram o clássico enredo enemies to lovers. Isso porque ela tira ambos das suas zonas de conforto — seja trazendo a medonha colcha da família para “consumar o casamento”, seja com um ritual no meio da floresta que ajudará a heroína a se abrir um pouco mais para as possibilidades — e os fazem se enxergar pela primeira vez como um casal de fato. 

George (Rupert Everett) em O Casamento do Meu Melhor Amigo

É fato que O Casamento do Meu Melhor Amigo é uma das comédias românticas mais espertinhas por aí, e muito disso se deve à sua exemplar construção de personagens. No filme que subverte os papeis de vilã e mocinha e quebra as regras mais tradicionais das rom-coms, quem rouba a cena, no entanto, é o melhor amigo de Jules (Julia Roberts), George. Desafiando o que era esperado do clichê de "melhor amigo gay", Rupert Everett tem a chance de roubar completamente os holofotes quando segura toda a tensão do filme por parte do seu miolo. Sua visita para ajudar Jules na preparação do casamento passa por uma falsa narrativa de que ele é hétero - e um momento musical inesquecível. Em O Casamento do Meu Melhor Amigo, o mocinho na realidade é George, nossa bússola moral e principal aliado em uma história tragicomica.

Lance (O'Shea Jackson Jr) em Casal Improvável

É difícil fugir das rom-coms clássicas quando se enumera os "best ofs" desta maneira, mas existe uma produção recente que roubou nossos corações e promete permanecer na lista de melhores do gênero por um bom tempo. Casal Improvável, liderada por Charlize Theron e Seth Rogen, segue a fórmula de Uma Linda Mulher mas com inversão de gêneros - e ótimos coadjuvantes. Aqui, quem rouba cena é O'Shea Jackson Jr no papel, basicamente, do melhor amigo do mundo. Desde o primeiro dia de eventos de Casal Improvável, Lance se prova um amigo fiel, companheiro e honesto, que está lá não apenas para melhorar nossos espíritos como para entregar ótimas lições para o protagonista Fred (Rogen). O pseudo-twist de sua personalidade e suas crenças, que chega na reta final do longa, é um dos elementos mais memoráveis do filme.

Julian (Keanu Reeves) em Alguém Tem Que Ceder

Nenhum dos itens da nossa lista se encaixa exatamente no papel que Keanu Reeves desempenhou no filme de 2003 de Nancy Meyers. Aqui, nosso coadjuvante também executa o papel de interesse amoroso injustiçado, uma posição que, quanto mais tempo passa desde o lançamento do filme, mais absurda ela fica.

O contexto: em Alguém Tem que Ceder, assistimos à jornada da escritora Erica Barry (Diane Keaton) se apaixonando por Harry Sanborn (Jack Nicholson), um empresário mulherengo e problemático que representa tudo de odiável em um homem. Do outro lado está Julian, um médico de 30 e poucos anos absolutamente encantado pelo talento de Erica. Julian é inteligente, simpático, bem-sucedido, charmoso e engraçado mas... não é o escolhido. Na nossa lista, Julian entra para representar o que diversas rom-coms tem como tema: às vezes o que o coração escolhe não é exatamente o mais racional. E por mais que o papel pareça superficial, Reeves entrega algo raro de ver, depositando todo seu carisma em um personagem que ficou para sempre em muitos corações por aí.

Knives em Scott Pilgrim Contra o Mundo

Agora, se vamos falar de personagens injustiçadas talvez ninguém da nossa lista seja mais aclamada do que Knives Chau (Ellen Wong). Primeiro interesse amoroso de Scott antes que o protagonista conheça Ramona Flowers, Knives é a melhor personagem dessa comédia romântica de ação dirigida por Edgar Wright.

Scott é introduzido, desde o começo, como um herói que tem uma faceta vilanesca exatamente pelo jeito com o qual trata Knives, um comportamento que só piora quando ele começa um relacionamento com a mocinha principal do filme. Knives, uma estilosíssima fã de música em desenvolvimento, é a personagem que mais amadurece nesse contexto.

Existe um final alternativo de Scott Pilgrim Contra o Mundo em que Scott realmente fica com Knives no final, mas a realidade é que as palavras da personagem na versão que chegou aos cinemas são a declaração mais importante dessa rom-com: "eu sou cool demais para você".

Gareth (Simon Callow) e Matthew (John Hannah) - Quatro Casamento e Um Funeral

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Por mais que o motor de Quatro Casamento e Um Funeral seja a paixão do muito britânico Charles (Hugh Grant) pela misteriosa americana Carrie (Andie McDowell), não dá para negar que a alma do filme de Mike Newell está nos amigos de Charles – particularmente, nas presenças muito carismáticas de Gareth (Simon Callow) e Matthew (John Hannah). Apresentados desde o começo do longa como um casal em um relacionamento feliz e saudável (uma novidade em termos de representação LGBTQIA+ no cinema em 1994, quando o filme foi lançado), os dois têm ótimos momentos, seja nas pistas dos casamentos, ou como confidentes dos dilemas amorosos alheios. Mas eles também estão no centro do momento mais memorável (e triste) do filme: o funeral de Gareth, em que Matthew faz um discurso de partir o coração.  

 

Spike (Rhys Ifans) - Um Lugar Chamado Notting Hill

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Não tem como não levar na memória Spike, o colega de casa atrapalhado de Charles (Hugh Grant, mais uma vez atrás de sua alma gêmea americana, agora vivida por Julia Roberts). Interpretado por Rhys Ifans em Um Lugar Chamado Notting Hill, Spike tinha uma coleção, hum, questionável de camisetas para primeiros-encontros (entre as quais talvez a menos pior fosse a com os dizeres “eu amo sangue”), e foi responsável tanto por obstáculos como por boas ideias no caminho de Charles para o romance. Ele foi realmente um companheiro para todas as horas, e ainda ganhou seus 15 minutos de fama ao posar de cueca para os vários papparazzi na frente de sua casa. Ícone

 

Michelle (Kathryn Hahn) - Como Perder Um Homem em 10 Dias

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Muito antes de se tornar nossa Agatha Harkness em WandaVision, Kathryn Hahn teve seu primeiro papel de destaque no cinema como Michelle, a amiga desafortunada de Andie (Kate Hudson) em Como Perder Um Homem em 10 Dias. Michelle começa o longa na sofrência, por ter levado mais um fora de um homem em quem estava interessada – e seu comportamento pegajoso com os ficantes acaba servindo de mote para que Andie tente escrever o artigo que dá nome ao filme. E ela acaba sendo essencial para o desenrolar história de amor de Andie e Ben (Matthew McCounaghey): ao fingir ser uma terapeuta de casal, ela sugere à dupla que vá passar um tempo com os pais dele, que é quando eles realmente se apaixonam. Sim, Michelle pode não ser a amiga bem-resolvida ou descolada, mas sem ela, não teríamos romance pelo qual torcer. 

 

Bônus: Judy Greer... em tudo

Não há a menor possibilidade de fazer uma lista de coadjuvantes sem citar Judy Greer. Tanto em comédias românticas como De Repente 30 e Vestida Para Casarquanto em basicamente qualquer outro gênero da sua escolha, a atriz sempre chama a atenção com suas personagens espertas, sarcásticas e carismáticas. Então, por que se limitar e escolher só um título? 

(Mas, assim, se pudermos ser completamente honestas, sua inclusão aqui fica no limiar entre a homenagem e o protesto, porque essa mulher é talentosa demais para ficar só servindo de apoio para os outros. Judy Greer, entenda: você merece o mundo!)

 

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