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Cinemas dos EUA pedem por bloqueio da venda da Warner para Netflix

Organização pede que o judiciário americano impeça a transação

Omelete
4 min de leitura
MF
07.01.2026, às 13H58.
Cinemas dos EUA pedem por bloqueio da venda da Warner para Netflix

Mais um capítulo na novela da aquisição da Warner Bros. pela Netflix. Agora, as redes de cinema dos EUA estão pedindo pelo bloqueio da transação.

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"Estamos profundamente preocupados com o fato de que essa aquisição da Warner Bros. pela Netflix terá um impacto negativo direto e irreversível nos cinemas de todo o mundo", afirmou a Cinema United, a maior organização comercial que representa os exibidores, em um comunicado enviado na quarta-feira ao Subcomitê Judiciário da Câmara sobre o Estado Administrativo, Reforma Regulatória e Antitruste, que realizará uma audiência sobre a possível aquisição da Warner Bros. (via THR).

“Essa aquisição consolidará ainda mais o controle sobre a produção e distribuição de filmes nas mãos de uma única plataforma de streaming global dominante em um mercado que já é altamente concentrado”, acrescentou o grupo, liderado pelo CEO Michael O’Leary.
 
Recentemente, o Conselho da Warner negou, por unanimidade, a nova proposta de aquisição da Paramount, deixando o caminho livre para a Netflix concluir a transação. A preocupação dos exibidores se dá pelo fato de o modelo de negócio da Netflix, provável compradora da Warner, ser focado no streaming, e não no cinema. 
 
Hoje, especula-se que as janelas de exibição sejam reduzidas para até 17 dias em cartaz, antes de os filmes chegarem às plataformas digitais. Isso significaria que novos filmes de franquias como O Senhor dos Anéis, Batman, Superman e mais teriam uma janela de exibição ainda mais reduzida, já que o foco seria o streaming. Vale notar que redes como AMC defendem que a janela ideal é de 45 dias, quase o triplo do que supostamente foi proposto.

Tudo sobre a aquisição da Warner pela Netflix

A Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) num dos maiores negócios da história do entretenimento global. A operação combina dinheiro e ações — avaliando a WBD em US$ 27,75 por ação — e totaliza quase US$ 83 bilhões em valor empresarial, com US$ 72 bilhões em valor de mercado para os acionistas. 

O que muda para a Netflix?

  • A Netflix alavanca seu crescimento ao incorporar um vasto catálogo histórico de filmes e séries, incluindo ativos premium como HBO/HBO Max, além de estúdios e franquias icônicas.

  • A ação representa uma mudança significativa no modelo tradicional da Netflix, que até então crescia principalmente por produção orgânica e licenciamento, e agora passa a integrar grandes ativos tradicionais de Hollywood.

  • A operação ainda dependerá de aprovações regulatórias, podendo enfrentar escrutínio antitruste.

Expansão estratégica e pressões regulatórias

A aquisição marca uma mudança na estratégia da Netflix, que historicamente cresceu com produções próprias e licenciamento. Sob seu guarda-chuva, o estúdio Warner passaria a operar com fluxo próprio, mantendo lançamentos de cinema com janelas tradicionais e uma estrutura híbrida entre streaming e exibições teatrais — uma expansão do modelo atual da plataforma.

O negócio, porém, enfrenta resistência. Cineastas e produtores pediram ao Congresso dos EUA um escrutínio antitruste rigoroso, alegando risco de concentração de mercado. Legisladores também solicitaram avaliações detalhadas sobre impacto em concorrência, distribuição e relações trabalhistas no audiovisual.

Disputa acirrada e críticas entre concorrentes

Durante o processo, a Paramount Skydance questionou a lisura da venda e acusou a WBD de favorecer a Netflix. A empresa defendeu a criação de um comitê independente para avaliar as propostas, enquanto grupos políticos republicanos também demonstraram preocupação pública com a expansão da Netflix sobre operações de TV e cinema.

O que acontece agora e resposta do governo

As negociações seguem exclusivas por prazo limitado e podem resultar num anúncio oficial caso Netflix e WBD alinhem os termos finais. Depois disso, o acordo ainda precisará passar pelo crivo dos reguladores — etapa que pode se prolongar ao longo de 2026.

A proposta da Netflix chamou atenção dos órgãos regulamentadores nos Estados Unidos, com a representante republicada Darrell Issa fazendo uma carta em novembro para a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, e ao presidente da FTC, Andrew Ferguson, e à Procuradora-Geral Adjunta da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça, Gail Slater.

A Netflix é a principal líder no mercado de streaming, e a aquisição da HBO Max, representaria uma grande disrupção no cenário dos serviços de streaming. Devido a esses problemas, a Paramount teria enviado uma carta ao time legal da Warner avisando que a negociação com a Netflix pode não se concretizar devido aos órgãos regulamentadores, e também acusando a empresa de favorecer o streaming nas negociações. 

 
 

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