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Netflix teria proposto apenas 17 dias de filmes da Warner no cinema, diz site

Compra da Warner levaria streaming a mudar radicalmente o mercado de exibição

Omelete
4 min de leitura
MF
02.01.2026, às 15H38.

Segundo o Deadline, a compra da Warner Bros. pela Netflix resultará em lançamentos no cinema com uma janela de apenas 17 dias de exibição. Após o período, os filmes devem ir para o catálogo do streaming.

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Fontes informaram ao site que o streaming de Ted SarandosGreg Peters defende um período de 17 dias, o que atropelaria o mercado cinematográfico, enquanto redes como a AMC acreditam que o prazo ideal seja de cerca de 45 dias. Vale notar que, em outro momento, Sarandos já havia afirmado que não acredita em longas janelas de exibição, e que trabalharia "de acordo com os interesses do público".
 
Em dezembro, Sarandos afirmou: “Nossa intenção ao comprar a Warner Bros. será continuar lançando filmes de estúdio da Warner Bros. nos cinemas, seguindo as janelas de exibição tradicionais. Nunca tínhamos entrado nesse mercado antes porque nunca tivemos um mecanismo de distribuição para cinemas. Monetizávamos os filmes por meio de nossa própria assinatura, pois era assim que o negócio crescia mais rapidamente”, concluiu.

Tudo sobre a aquisição da Warner pela Netflix

A Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) num dos maiores negócios da história do entretenimento global. A operação combina dinheiro e ações — avaliando a WBD em US$ 27,75 por ação — e totaliza quase US$ 83 bilhões em valor empresarial, com US$ 72 bilhões em valor de mercado para os acionistas. 

O que muda para a Netflix?

  • A Netflix alavanca seu crescimento ao incorporar um vasto catálogo histórico de filmes e séries, incluindo ativos premium como HBO/HBO Max, além de estúdios e franquias icônicas.

  • A ação representa uma mudança significativa no modelo tradicional da Netflix, que até então crescia principalmente por produção orgânica e licenciamento, e agora passa a integrar grandes ativos tradicionais de Hollywood.

  • A operação ainda dependerá de aprovações regulatórias, podendo enfrentar escrutínio antitruste.

Expansão estratégica e pressões regulatórias

A aquisição marca uma mudança na estratégia da Netflix, que historicamente cresceu com produções próprias e licenciamento. Sob seu guarda-chuva, o estúdio Warner passaria a operar com fluxo próprio, mantendo lançamentos de cinema com janelas tradicionais e uma estrutura híbrida entre streaming e exibições teatrais — uma expansão do modelo atual da plataforma.

O negócio, porém, enfrenta resistência. Cineastas e produtores pediram ao Congresso dos EUA um escrutínio antitruste rigoroso, alegando risco de concentração de mercado. Legisladores também solicitaram avaliações detalhadas sobre impacto em concorrência, distribuição e relações trabalhistas no audiovisual.

Disputa acirrada e críticas entre concorrentes

Durante o processo, a Paramount Skydance questionou a lisura da venda e acusou a WBD de favorecer a Netflix. A empresa defendeu a criação de um comitê independente para avaliar as propostas, enquanto grupos políticos republicanos também demonstraram preocupação pública com a expansão da Netflix sobre operações de TV e cinema.

O que acontece agora e resposta do governo

As negociações seguem exclusivas por prazo limitado e podem resultar num anúncio oficial caso Netflix e WBD alinhem os termos finais. Depois disso, o acordo ainda precisará passar pelo crivo dos reguladores — etapa que pode se prolongar ao longo de 2026.

A proposta da Netflix chamou atenção dos órgãos regulamentadores nos Estados Unidos, com a representante republicada Darrell Issa fazendo uma carta em novembro para a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, e ao presidente da FTC, Andrew Ferguson, e à Procuradora-Geral Adjunta da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça, Gail Slater.

A Netflix é a principal líder no mercado de streaming, e a aquisição da HBO Max, representaria uma grande disrupção no cenário dos serviços de streaming. Devido a esses problemas, a Paramount teria enviado uma carta ao time legal da Warner avisando que a negociação com a Netflix pode não se concretizar devido aos órgãos regulamentadores, e também acusando a empresa de favorecer o streaming nas negociações. 

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