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In memoriam: Chadwick Boseman

Astro de Pantera Negra morreu aos 43 anos, após lutar contra um câncer

Camila Sousa
29.08.2020
00h59
Atualizada em
13.09.2020
14h11
Atualizada em 13.09.2020 às 14h11

Existem notícias que são bem difíceis de dar. Porém, quando se é jornalista, é preciso muitas vezes segurar a emoção e passar a informação correta e mais rápida ao público. Na noite de hoje, foi chocante noticiar a morte de Chadwick Boseman, o Pantera Negra dos cinemas, aos 43 anos.

Segundo informações da família, o astro lutava desde 2016 contra um câncer de cólon, que estava em nível III e avançou para o nível IV nos últimos quatro anos. Só essa informação já deixa claro o quando Boseman era, de fato, um lutador. Quem já teve casos de câncer na família sabe o quanto é difícil lidar com uma doença tão devastadora - e com uma cura tão difícil.

Mais surpreendente ainda é perceber que foi exatamente no mesmo 2016 que Boseman descobriu a doença, que ele estreou como o Pantera Negra nos cinemas em Capitão América: Guerra Civil. O ator já estava no ramo desde 2003, passando por séries como Lei & Ordem e Plantão Médico.

Depois do sucesso na Marvel, Boseman esteve em filmes como King: Uma História de Vingança, Marshall: Igualdade e Justiça e Destacamento Blood, mas foi realmente no papel de T'Challa que ele ganhou o coração do público. Sua postura imponente como o rei de Wakanda, aliado ao seu riso sincero, trouxeram um frescor para o MCU e uma representatividade importante: quantas crianças negras não olharam admiradas para a tela quando Boseman gritou: “Wakanda Forever”?

Ainda segundo sua família, vários filmes feitos nos últimos anos foram intercalados com cirurgias e sessões de quimioterapia, o que torna a história ainda mais forte. Boseman não queria deixar que a doença parasse suas atividades no cinema e é tocante imaginar que ele conseguiu entregar performances tão incríveis, incluindo o filme solo do Pantera Negra em 2018, enquanto cuidava da saúde.

A partida de Chadwick Boseman é um soco no estômago de qualquer fã de cinema. No entanto, apesar de tristeza dessa perda irreparável (especialmente para sua família e amigos), fica a sensação que Boseman cumpriu sua missão. Ele levou para os cinemas a versão live-action de um herói extremamente importante para a Marvel, foi um símbolo de heroísmo dentro e fora da tela e, com certeza, será lembrado por muitas crianças como a primeira referência de um super-herói negro nos cinemas. A partida é irreparável, mas o legado continuará para sempre. “Wakanda Forever”

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