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Em uma entrevista para a CNBC nesta terça-feira (17), o CEO da Netflix, Ted Sarandos, comentou que a Paramount Skydance tem feito "uma campanha de desinformação" sobre a aquisição da Warner Bros. Discovery.
"A Paramount Skydance vem promovendo uma campanha de inundação de informações falsas, criando uma série de hipóteses e cenários muito improváveis, mesmo em qualquer ponto dessa faixa, quanto mais no limite superior", disse Sarandos à jornalista Julia Boorstin, da CNBC. "O resultado mais provável é que não haja nenhum ajuste. A Warner deixou bem claro que sua intenção é maximizar o lucro para os acionistas."
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Sarandos ainda comentou ter confiança que a Netflix vai conseguir completar a aquisição, e que não vê nenhuma razão para o governo federal impedir o negócio de acontecer. Ele também criticou as afirmações do CEO da Paramount Skydance, David Ellison, de que a empresa teria um caminho mais fácil para obter a aprovação regulatória do acordo do que a Netflix, dada a importância da gigante do streaming na nova ordem mundial do entretenimento.
“Demos a oportunidade de oferecer a esses acionistas exatamente o que eles merecem: total clareza e certeza sobre o valor desses negócios”, disse Sarandos. “E temos certeza de que o acordo da Netflix para adquirir esses ativos é o melhor negócio, gera o melhor valor para seus acionistas. E eles também pensam assim. É por isso que recomendaram o negócio e reiteraram sua recomendação após este anúncio. Portanto, deem a eles sete dias para provarem que estão falando sério.”
Tudo sobre a aquisição da Warner pela Netflix
A Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) num dos maiores negócios da história do entretenimento global. A operação combina dinheiro e ações — avaliando a WBD em US$ 27,75 por ação — e totaliza quase US$ 83 bilhões em valor empresarial, com US$ 72 bilhões em valor de mercado para os acionistas.
O que muda para a Netflix?
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A Netflix alavanca seu crescimento ao incorporar um vasto catálogo histórico de filmes e séries, incluindo ativos premium como HBO/HBO Max, além de estúdios e franquias icônicas.
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A ação representa uma mudança significativa no modelo tradicional da Netflix, que até então crescia principalmente por produção orgânica e licenciamento, e agora passa a integrar grandes ativos tradicionais de Hollywood.
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A operação ainda dependerá de aprovações regulatórias, podendo enfrentar escrutínio antitruste.
Expansão estratégica e pressões regulatórias
A aquisição marca uma mudança na estratégia da Netflix, que historicamente cresceu com produções próprias e licenciamento. Sob seu guarda-chuva, o estúdio Warner passaria a operar com fluxo próprio, mantendo lançamentos de cinema com janelas tradicionais e uma estrutura híbrida entre streaming e exibições teatrais — uma expansão do modelo atual da plataforma.
O negócio, porém, enfrenta resistência. Cineastas e produtores pediram ao Congresso dos EUA um escrutínio antitruste rigoroso, alegando risco de concentração de mercado. Legisladores também solicitaram avaliações detalhadas sobre impacto em concorrência, distribuição e relações trabalhistas no audiovisual.
Disputa acirrada e críticas entre concorrentes
Durante o processo, a Paramount Skydance questionou a lisura da venda e acusou a WBD de favorecer a Netflix. A empresa defendeu a criação de um comitê independente para avaliar as propostas, enquanto grupos políticos republicanos também demonstraram preocupação pública com a expansão da Netflix sobre operações de TV e cinema.
O que acontece agora e resposta do governo
As negociações seguem exclusivas por prazo limitado e podem resultar num anúncio oficial caso Netflix e WBD alinhem os termos finais. Depois disso, o acordo ainda precisará passar pelo crivo dos reguladores — etapa que pode se prolongar ao longo de 2026.
A proposta da Netflix chamou atenção dos órgãos regulamentadores nos Estados Unidos, com a representante republicada Darrell Issa fazendo uma carta em novembro para a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, e ao presidente da FTC, Andrew Ferguson, e à Procuradora-Geral Adjunta da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça, Gail Slater.
A Netflix é a principal líder no mercado de streaming, e a aquisição da HBO Max, representaria uma grande disrupção no cenário dos serviços de streaming. Devido a esses problemas, a Paramount teria enviado uma carta ao time legal da Warner avisando que a negociação com a Netflix pode não se concretizar devido aos órgãos regulamentadores, e também acusando a empresa de favorecer o streaming nas negociações.