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Segundo informações exclusivas do Deadline, o CEO da Paramount Skydance, David Ellison, enviou uma carta ao senador Cory Booker alertando que a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix "extinguiria" a concorrência no setor de entretenimento. Ellison defendeu que a união entre Paramount e WBD, ao contrário, fortaleceria a competição e beneficiaria os consumidores.
A carta foi enviada na semana passada, antes de a Warner Bros. Discovery reabrir negociações com a Paramount após melhorar sua oferta anterior. A Netflix já tem um acordo para comprar os ativos de streaming e estúdio da Warner, incluindo a HBO, com os canais pagos separados em uma nova entidade.
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Ellison classificou a possível combinação Netflix-Warner como uma "ameaça fundamental à concorrência justa na indústria do entretenimento". Ele rebateu o argumento de Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, de que o YouTube seria o principal concorrente da empresa. "Esse argumento não é crível", escreveu Ellison, afirmando que as plataformas operam em modelos de negócio fundamentalmente diferentes e que há pouca sobreposição de conteúdo entre elas.
O executivo alertou ainda que, se os reguladores aceitarem a definição expansiva de mercado defendida pela Netflix, isso "efetivamente encerraria qualquer aplicação significativa das leis antitruste nos setores de mídia e tecnologia". Ele também mencionou o impacto negativo sobre as salas de cinema, com lançamentos sendo desviados para o streaming.
Ellison, no entanto, deixou sem respostas a maioria das perguntas do senador sobre suas relações com a administração Trump, incluindo comunicações com o presidente e possíveis mudanças na CNN. Ele defendeu o emprego de lobistas bipartidários e afirmou que a Paramount exerce seu direito constitucional de se comunicar com o governo.
Tudo sobre a aquisição da Warner pela Netflix
A Netflix anunciou um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) num dos maiores negócios da história do entretenimento global. A operação combina dinheiro e ações — avaliando a WBD em US$ 27,75 por ação — e totaliza quase US$ 83 bilhões em valor empresarial, com US$ 72 bilhões em valor de mercado para os acionistas.
O que muda para a Netflix?
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A Netflix alavanca seu crescimento ao incorporar um vasto catálogo histórico de filmes e séries, incluindo ativos premium como HBO/HBO Max, além de estúdios e franquias icônicas.
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A ação representa uma mudança significativa no modelo tradicional da Netflix, que até então crescia principalmente por produção orgânica e licenciamento, e agora passa a integrar grandes ativos tradicionais de Hollywood.
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A operação ainda dependerá de aprovações regulatórias, podendo enfrentar escrutínio antitruste.
Expansão estratégica e pressões regulatórias
A aquisição marca uma mudança na estratégia da Netflix, que historicamente cresceu com produções próprias e licenciamento. Sob seu guarda-chuva, o estúdio Warner passaria a operar com fluxo próprio, mantendo lançamentos de cinema com janelas tradicionais e uma estrutura híbrida entre streaming e exibições teatrais — uma expansão do modelo atual da plataforma.
O negócio, porém, enfrenta resistência. Cineastas e produtores pediram ao Congresso dos EUA um escrutínio antitruste rigoroso, alegando risco de concentração de mercado. Legisladores também solicitaram avaliações detalhadas sobre impacto em concorrência, distribuição e relações trabalhistas no audiovisual.
Disputa acirrada e críticas entre concorrentes
Durante o processo, a Paramount Skydance questionou a lisura da venda e acusou a WBD de favorecer a Netflix. A empresa defendeu a criação de um comitê independente para avaliar as propostas, enquanto grupos políticos republicanos também demonstraram preocupação pública com a expansão da Netflix sobre operações de TV e cinema.
O que acontece agora e resposta do governo
As negociações seguem exclusivas por prazo limitado e podem resultar num anúncio oficial caso Netflix e WBD alinhem os termos finais. Depois disso, o acordo ainda precisará passar pelo crivo dos reguladores — etapa que pode se prolongar ao longo de 2026.
A proposta da Netflix chamou atenção dos órgãos regulamentadores nos Estados Unidos, com a representante republicada Darrell Issa fazendo uma carta em novembro para a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, e ao presidente da FTC, Andrew Ferguson, e à Procuradora-Geral Adjunta da Divisão Antitruste do Departamento de Justiça, Gail Slater.
A Netflix é a principal líder no mercado de streaming, e a aquisição da HBO Max, representaria uma grande disrupção no cenário dos serviços de streaming. Devido a esses problemas, a Paramount teria enviado uma carta ao time legal da Warner avisando que a negociação com a Netflix pode não se concretizar devido aos órgãos regulamentadores, e também acusando a empresa de favorecer o streaming nas negociações.