Kevin Costner em cena de Horizon (Reprodução)

Créditos da imagem: Kevin Costner em cena de Horizon (Reprodução)

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Costner arriscou casa para fazer Horizon: “Meus filhos que vão sentir falta”

Ator e cineasta falou da dificuldade de fazer seu novo épico e mais em Cannes

Omelete
3 min de leitura
20.05.2024, às 12H24.
Atualizada em 23.05.2024, ÀS 09H18

Kevin Costner não acredita que vá se arrepender de colocar US$ 20 milhões de seu próprio dinheiro, e hipotecar uma de suas quatro propriedades, para completar Horizon: An American Saga - Part 1. De fato, o cineasta riu da aposta arriscada durante coletiva no Festival de Cannes 2024, acompanhada pelo Omelete.

O fato é que tive muita sorte na vida, e pude comprar algumas coisas que amo, mas das quais não preciso. Eu não preciso de quatro casas diferentes, então arrisquei uma delas para finalizar este filme”, comentou. “Talvez seja uma aposta errada, e daí meus filhos vão ter que lidar com uma herança um pouco menor. Mas eles têm que viver suas próprias vidas. Eu vivi a minha, e fui feliz”.

De qualquer forma, Costner disse que não via outra alternativa para si diante do impasse financeiro de Horizon. “O meu problema é que não sou capaz de largar algo que acho que pode ser bom. Eu comecei a pensar nesse filme em 1988, e não conseguia parar. Como não consegui fazer o filme, chegou um momento em que decidi nomear meu filho em homenagem ao protagonista da história, Hayes. Não sei o que isso diz sobre mim”.

Eu não sei porque foi tão difícil fazer as pessoas acreditarem no meu filme. Não acho que ele seja melhor que os filmes que as outras pessoas estão tentando fazer, mas também não acho que o deles é melhor do que o meu”, brincou ainda. “Infelizmente, é um padrão para mim - Dança Com Lobos, Campo dos Sonhos, Pacto de Justiça, todos foram difíceis de financiar. As coisas de que gosto parecem ser impopulares”.

Talvez essa impopularidade tenha a ver com algumas escolhas narrativas que Costner faz em Horizon, como ele mesmo admitiu: “Quando Hollywood faz faroestes ‘simples’, eles não funcionam. Viver no Velho Oeste era muito complicado, muito mais complicado do que viver hoje em dia em Cannes, em Los Angeles… no Oeste, as pessoas não falavam a mesma língua, carregavam armas, não tinham a proteção da lei. Tente viver nesse ambiente, e veja o quão simples ele é. Por isso, para mim, os faroestes precisam ser complicados, precisam arriscar algo”.

Não sei se eu escrevi um bom faroeste. Escrevi o melhor faroeste que pude, um faroeste que incluía mulheres como os maiores papeis da história. Isso fazia sentido para mim”, continuou ele. “É claro que teremos cenas de ação com armas, mas também teremos a cena de uma mulher que se sente tão, tão suja que rouba um pouco de água para se banhar. Em Hollywood, eles me diriam que uma cena como essa não precisaria estar no filme, mas eu acho que precisa: o que é mais relacionável do que se sentir sujo naquele ambiente cheio de poeira? Se você não se relaciona com as pessoas na tela, se não entende a humanidade delas, começa a se perguntar o que está fazendo ali, sentado por duas ou três horas no escuro”.

O Festival de Cannes 2024 acontece entre 14 e 25 de maio, exibindo filmes aguardados como Furiosa: Uma Saga Mad Max e Megalopolis, de Francis Ford Coppola, entre muitos outros. Fique de olho no Omelete para a cobertura completa.

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