7 HQs para ler depois do DC FanDome

Créditos da imagem: Divulgação/DC Comics

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Lição de casa: 7 HQs para ler depois do DC FanDome

Batman, Flash, Esquadrão Suicida e mais

Gabriel Avila
26.08.2020
12h05

A primeira parte do DC FanDome aconteceu no último sábado (22) e revelou grandes novidades sobre HQs, filmes, séries e games do Universo DC. Com destaque para painéis dos filmes Mulher-Maravilha 1984, The Flash, The Batman, O Esquadrão Suicida e do Snyder Cut de Liga da Justiça, o evento foi um prato cheio também para os fãs de quadrinhos, que saíram do evento com dicas de leitura para conhecer melhor as próximas produções.

Confira abaixo 7 HQs altamente indicadas para se preparar para os próximos filmes e games da DC Comics:

Batman - Ego

Capa de Batman - Ego
Divulgação/Mythos

Não é de hoje que a equipe de The Batman aponta a HQ O Longo dia das Bruxas como uma das grandes inspirações para a produção. Porém, durante o painel do filme, o diretor Matt Reeves revelou que outra grande influência foi a HQ Batman - Ego. Na história, o herói decide se aposentar após falhar em salvar um ex-capanga do Coringa. O que Bruce Wayne não esperava é que “O Batman” se tornaria uma entidade própria, que passa a confrontá-lo sobre a decisão de abandonar o combate ao crime.

Reeves afirmou que Ego inspirou The Batman por mostrar o herói “confrontando seu lado sombrio”. Ainda que no filme o herói dificilmente faça o mesmo de forma tão literal quanto nos quadrinhos, a história escrita e desenhada por Darwyn Cooke é uma ótima matéria-prima por justamente mostrar uma “retrospectiva” da carreira do herói sendo debatida por Bruce Wayne em seu melhor e seu pior.

Batman - Ego foi publicado no Brasil pela editora Mythos.

Ponto de Ignição

Divulgação/Panini;Divulgação/Eaglemoss

Após um intenso vai-e-vem em sua equipe, The Flash finalmente estabeleceu Andy Muschietti (It: A Coisa) como diretor e Christina Hodson (Aves de Rapina) como roteirista. Com a dupla veio o anúncio de que o filme solo do herói seria uma adaptação de Ponto de Ignição (ou Flashpoint), HQ em que Barry Allen (Ezra Miller) volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e acaba criando uma realidade alternativa cruel e pessimista.

Mais do que apenas prestar homenagem a um dos quadrinhos mais famosos da DC, a equipe responsável por The Flash pretende utilizar o esqueleto da trama para abordar o famoso Multiverso da editora nas telonas. Com o retorno dos Batmans de Ben Affleck e Michael Keaton, a produção pretende abrir as portas das Infinitas Terras da DC nos cinemas e colocar esses mundos para colidir “como o Flash fez nas HQs”, afirmou Ezra Miller.

Ponto de Ignição foi publicado no Brasil pelas editoras Panini e Eaglemoss.

Shazam! e os Sete Reinos Mágicos

Divulgação/Panini

Shazam! teve um painel mais voltado a celebrar o primeiro filme no DC FanDome, confirmando apenas que a sequência vai se chamar Shazam! Fury of The Gods (Fúria dos deuses, em tradução livre). Ainda não foram revelados quais deuses são esses, mas é altamente possível que o filme se inspire em Shazam! e os Sete Reinos Mágicos, arco que abre a fase do herói na fase do Renascimento DC.

O primeiro filme bebeu muito do arco de Shazam! nos Novos 52. Publicada em 2011, essa história só ganhou uma continuação em 2019 em os Sete Reinos Mágicos, que mostra os irmãos super-poderosos utilizando a Pedra da Eternidade para viajar pelos já citados Reinos. Enquanto a família vive aventuras, o Doutor Silvana ajuda o Senhor Cérebro a conjurar A Sociedade Dos Monstros. Considerando que a cena pós-créditos de Shazam aponta para uma parceria entre Silvana e Cérebro, é possível que o quadrinho sirva como base para a sequência.

Shazam! e os Sete Reinos Mágicos foi publicado no Brasil pela editora Panini.

Esquadrão Suicida de John Ostrander

Divulgação/Editora Abril

Não é de hoje que James Gunn afirma que O Esquadrão Suicida vai beber muito na fase de John Ostrander a frente da revista da equipe. A escolha não poderia ser mais acertada, considerando que o quadrinista criou a equipe nas páginas da saga Lendas e ficou responsável por escrever as aventuras do time em sua revista solo.

Encarregado de escrever as HQs da Força Tarefa X por quase 5 anos, John Ostrander utilizou a vasta galeria de vilões do Universo DC para contar histórias fortemente influenciadas pelos filmes de ação da década de 1980 com um toque de humor e imprevisibilidade que tornou o Esquadrão Suicida um dos mais interessantes títulos de sua época. Durante o DC FanDome, Gunn afirmou que mesmo sem se tratar de uma adaptação direta, o filme tem “o espírito de Ostrander” por partir da pergunta “o que ele estaria fazendo com estes personagens, 30 anos depois?”.

A fase de John Ostrander a frente do Esquadrão Suicida foi publicada pela Editora Abril.

Liga da Justiça vs Esquadrão Suicida

Divulgação/Panini

Além dos filmes e séries, o DC FanDome fez bonito também na parte dos games. O primeiro grande anúncio dessa área no evento foi Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, jogo que, como o título indica, vai colocar duas das principais equipes da DC Comics em rota de colisão. Não é de hoje que os times saem na porrada, mas esse embate se tornou um crossover de grandes proporções durante o Renascimento DC.

Na HQ, as equipes entram em rota de confronto após os supervilões Lobo, Imperatriz Esmeralda, Doutor Polaris, Johnny Pranto e Rustam fugirem de uma prisão com a ajuda de Maxwell Lord - sim, o grande vilão de Mulher-Maravilha 1984. Cheio de ação, o crossover escrito por Joshua Williamson reúne um impressionante time de artistas composto por Jason Fabok, Tony S. Daniel, Jesús Merino, Fernando Pasarin, Howard Porter e o brasileiro Robson Rocha.

Liga da Justiça vs Esquadrão Suicida foi publicada no Brasil pela Panini.

Batman: A Batalha pelo Capuz

Divulgação/Panini

Outro game anunciado durante o DC FanDome foi o Gotham Knights. A prévia revelada pela WB Games Montreal revela que na história o Batman está morto e Asa Noturna, Robin, Batgirl e Capuz Vermelho precisam patrulhar Gotham City agora que o Cavaleiro das Trevas não está mais lá. Essa sinopse lembra automaticamente sobre o período em que o herói esteve morto nas HQs após os eventos do evento Crise Final.

Ainda que o Homem-Morcego tenha falecido nas páginas da saga, as complicações de sua morte foram exploradas pelo roteirista Grant Morrison na revista solo do herói, que apresentou Dick Grayson, o Asa Noturna, como o novo Batman. Antes disso, a DC lançou uma minissérie chamada A Batalha pelo Capuz, que mostrou como foi decidido que o manto ficaria para Grayson.

A Batalha pelo Capuz foi publicada no Brasil pela Panini.

Batman: Corte das Corujas

Divulgação/Panini

Além de ser focado na batfamília, o grande chamariz de Gotham Knights está na presença da Corte das Corujas. Esse grupo é uma espécie de aristocracia secreta que controla o submundo de Gotham por debaixo dos panos. Enquanto os cabeças operam das sombras, seu braço armado são os Garras, soldados de elite que fazem seu serviço sujo.

Apresentada por Scott Snyder e Greg Capullo, a Corte das Corujas inaugurou o Batman na fase dos Novos 52 em um arco longo que durou quase um ano inteiro. Mesclando o lado detetive do Homem-Morcego com grandes cenas de ação e até um pouco da insanidade que toma conta de Gotham, essa história é o mais próximo de clássico moderno que o herói lançou nos últimos tempos.

Batman: Corte das Corujas foi publicada no Brasil pela Panini. Vale notar que originalmente arco foi separado nos encadernados A Corte das Corujas e A Noite das Corujas, publicações que foram reunidas na versão Batman Noir, que apresenta uma versão em preto-e-branco da história.