David Ramsey e Stephen Amell em Arrow/CW

Créditos da imagem: CW/Divulgação

Séries e TV

Artigo

Cheio de ação, novo episódio de Arrow desenvolve planos do Monitor

Capítulo reutiliza uma das tramas mais fracas da série de forma competente e decisiva para o Arrowverso

Nicolaos Garófalo
25.10.2019
21h00
Atualizada em
25.10.2019
19h07
Atualizada em 25.10.2019 às 19h07

Oficialmente, Arrow chegará ao fim apenas quando os créditos finais do décimo episódio da oitava temporada aparecerem na tela. Apesar disso, não é exagero dizer que a série, na realidade, se encerrou no sétimo ano, com a conclusão dos arcos de Felicity (Emily Bett Rickards) e da Equipe Arqueiro. Os novos capítulos, que começaram a ser transmitidos na semana passada, servem como um grande prelúdio para o crossover Crise nas Infinitas Terras e como uma série de pequenos pilotos para a nova aposta do Arrowverse, protagonizada por Mia (Katherine McNamara).

Ainda assim, a série não desperdiça a oportunidade de retomar – e repaginar – tramas antigas, entregando boas doses de ação e emoção e dando tempo necessário para que os novos personagens e histórias comovam o bastante para manter o espectador engajado.

[Cuidado com possíveis spoilers de “Arrow – Welcome to Hong Kong” à frente]

Referente à história que introduz ao crossover de dezembro, “Welcome to Hong Kong” não perde tempo ao expor a grande ameaça que vem pela frente: com menos de cinco minutos de episódio, temos a confirmação de que a Terra-2, palco da estreia da temporada, foi completamente apagada da existência. Mesmo acompanhando cada segundo da apresentação da Crise desde a exibição de Elseworlds no ano passado, é difícil não se emocionar com a tristeza de Laurel ao descobrir que seu lar foi apagado do multiverso, junto com todos os seus entes queridos. Pela primeira vez em oito anos, Katie Cassidy convenceu na pele da personagem e sua atuação é ponto alto de um episódio cheio de qualidades.

No mesmo nível está Charlie Barnett, que vive JJ, filho biológico de Diggle (David Ramsey) e líder da gangue Exterminadores. Impiedoso, cruel e extremamente frio, o vilão está sempre um passo à frente da Equipe Arqueiro 2040 e a boa interpretação de Barnett faz com que o irmão de Connor (Joseph David-Jones) pareça sempre ser a pessoa mais inteligente em cena.

Welcome to Hong Kong” também acerta ao arriscar: reciclando a fraquíssima trama dos flashbacks que contavam a história de Oliver (Stephen Amell) na China, o episódio enxuga tudo o que fez afundou a terceira temporada, com reaparições de Katana (Rila Fukushima) e White China (Kelly Hu) servindo para pavimentar o caminho para a Crise. Até o retorno de Lyla (Audrey Marie Anderson) à série expõe mais os planos do Monitor (LaMonica Garrett), mostrando que a entidade tem mais do que um agente humano trabalhando a seu favor.

Mesmo com tanto tempo dedicado ao desenvolvimento de tramas, no presente e no futuro, o episódio não poupa na ação. Da chegada triunfal de Katana à briga contra gangues nos becos de Hong Kong, o segundo capítulo mostra que os responsáveis pela ação de Arrow ainda conseguem inovar depois de oito anos, com lutas que vão do claustrofóbico ao grandioso em poucos segundos.

Ainda que mais preocupada em introduzir Crise nas Infinitas Terras do que concluir a história de Oliver, Arrow não deixou de entregar, pelo menos nestes dois episódios, uma hora sólida de entretenimento. Com apenas uma trama para seguir em cada uma de suas linhas temporais, a série fica com o caminho desimpedido para aproveitar ao máximo, com ação e comoção, cada uma das peças colocadas no tabuleiro desde 2012.