Francois Duhamel / Annapurna Pictures / Divulgação

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Oscar 2020 | As diretoras que poderiam ter sido indicadas

Greta Gerwig, Olivia Wilde, Lulu Wang e mais!

13.01.2020, às 10H42.
Atualizada em 13.01.2020, ÀS 12H13

Apesar do número de filmes dirigidos por mulheres entre as 100 maiores bilheterias de 2019 ter batido recorde, a presença de diretoras na temporada de premiações tem sido escassa. Abaixo, listamos algumas das diretoras que tiveram destaque em 2019 e que poderiam muito bem ter sido lembradas pelo Oscar 2020

Greta Gerwig - Adoráveis Mulheres

Adoráveis Mulheres/Columbia Pictures/Reprodução

Indicada em 2018 nas categorias de Melhor Direção e Melhor Roteiro Original por Lady Bird, Gerwig comanda a nova adaptação de Adoráveis Mulheres (Little Women) com um elenco de jovens talentos, incluindo Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh e Timothée Chalamet. Apesar de ser um nome forte por sua história com a Academia, Gerwig não foi lembrada pelo Sindicato dos Diretores, sendo indicada apenas pelo Sindicato dos Roteiristas pela adaptação do romance de Louisa May Alcott, o que também se repetiu entre os indicados ao Oscar 2020. 

Lulu Wang - The Farewell

The Farewell/A24/Reprodução

Lembrada no circuito independente desde que The Farewell levou o prêmio do público no Festival de Sundance e foi indicado nas categorias de Filme Estrangeiro do Globo de Ouro (apesar do filme ser uma produção norte-americana falada em inglês e mandarim) e Filme não falado em Inglês no BAFTA, Lulu Wang traduz perfeitamente no seu segundo longa-metragem a realidade do imigrante que se vê entre duas pátrias, no caso os EUA e a China. É uma história sobre família, sobre legado cultural, contada com personalidade. 

Kasi Lemmons - Harriet

Harriet/Focus Features/Reprodução

Em seu quarto longa-metragem, Kasi Lemmons conta a história real de Harriet Tubman, que ajudou a libertar centenas de escravos, estabelecendo uma história de fuga e heroísmo de aura clássica. Cynthia Erivo, que interpreta a personagem-título, recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz pelo papel e também de Canção Original por "Stand Up", música-tema do filme. 

Céline Sciamma - Retrato de Uma Jovem em Chamas

Retrato de uma Jovem em Chamas/Lilies Films/Reprodução

Em seu quarto longa-metragem depois de concluir uma trilogia sobre desabrochar e amadurecimento juvenil, Céline Sciamma cria em Retrato de Uma Jovem em Chamas uma história sobre descoberta: afetiva e intelectual. É um filme completo, em que todos os elementos conversam harmonicamente, traduzindo não só esteticamente sua temática artística, mas o estado emocional das suas personagens. 

Alma Har'el - Honey Boy

Honey Boy/Amazon Studios/Reprodução

Indicada pelo Sindicato dos Diretores na categoria de cineastas estreantes, Alma Har'el faz do seu primeiro longa-metragem (depois de assinar documentários, curtas e videoclipes) um legítimo esforço cinematográfico, elaborado com sensibilidade, atuado com precisão e amarrado por uma construção estética bem resolvida, não sendo ofuscado pela sua origem: as polêmicas desventuras de Shia LaBeouf

Olivia Wilde - Fora de Série

Fora de Série/Annapurna Pictures/Reprodução

Olivia Wilde levou sua experiência como atriz para sua estreia na direção de um longa-metragem, dando a Fora de Série (Booksmart) uma profundidade que poderia ter sido descartada em troca de uma aventura adolescente fácil. Wilde deu personalidade (e feminilidade) a uma história de descoberta e amizade e traduziu todas as nuances das atuações de Kaitlyn Dever e Beanie Feldstein.

Lorene Scafaria - As Golpistas

As Golpistas/Annapurna Pictures/Reprodução

Em uma trama sobre strippers e trambiques, o desejo é peça central, mas a direção de Lorene Scafaria garante que essa temática não se limite ao sexo. A ânsia por dinheiro, sucesso e amor tem o mesmo espaço. Essa representação humana completa cria um filme altamente atrativo, seja pela beleza que coloca na tela, seja pelo fascínio pelo golpe com gosto de vingança.

Marielle Heller - Um Lindo Dia na Vizinhança

Um Lindo Dia na Vizinhança/TriStar Pictures/Reprodução

Depois do ótimo Poderia Me Perdoar?, Marielle Heller continua seus esforços pelo gênero biográfico com a adaptação do artigo de Tom Junob sobre seu encontro com o apresentador Fred Rogers. Além de traduzir perfeitamente o espírito do celebrado programa infantil, a diretora aproveita cada cena de Tom Hanks, mesmo que em um papel secundário, para honrar da melhor forma o legado de Mr. Rogers