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100 anos de Will Eisner | Mauricio de Sousa, Moon, Bá, Rafael Albuquerque e outros prestam homenagens

Criador de obras como Spirit, O Edifício e Contrato com Deus é um dos mais influentes das HQs

Marcelo Forlani
06.03.2017, às 13H43
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H48
ATUALIZADA EM 29.06.2018, ÀS 02H48

William Ervin Eisner, ou apenas Will Eisner, nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 6 de março de 1917. Sua vida se confunde com a história das Histórias em Quadrinhos como a conhecemos hoje. Ele foi um dos artistas que viu nas HQs uma forma de arte completa e por isso estudou e trabalhou em suas obras com muitas experimentações tanto em conteúdo quanto forma. Não foi ele que criou o conceito de “graphic novel”, mas foi quem o popularizou, em obras-primas como Contrato com Deus, O Edifício e tantas outras. 

Mauricio de Sousa

Spirit por Mauricio de Sousa

A criatividade e a ousadia de Will Eisner me impulsionam até hoje. 

Arte criada para o livro e exposição Ícones dos Quadrinhos (2013).

Gabriel Bá

Will Eisner por Gabriel Bá

Optei por personagens da HQ O Edifício, primeira do Will Eisner que lemos e que nos marcou muito, influenciando o tipo de histórias que contamos. 

O trabalho de Eisner reverbera na obra de muitos quadrinistas do passado e presente. Para marcar a data, o Omelete convidou quadrinistas para prestarem suas homenagens ao mestre.  

Rafael Albuquerque

Spirit por Rafael Albuquerque

O primeiro livro do Eisner que comprei foi O Edifício, em um sebo quando eu tinha uns 10 anos. Mesmo não tendo entendido o livro com todos os detalhes naquela época, me lembro de ter ficado encantado com aquela arte. A simplicidade e expressividade que tinha ali. O Eisner tinha esse poder: Conseguir fazer algo que atinge qualquer pessoa, indiferente da idade, em algum nível, fazendo com que aquilo fique na sua cabeça por muito tempo, e muitas vezes, sendo algo que pode te inspirar a querer fazer a mesma coisa um dia.

João Montanaro

Spirit por João Montanaro

Eisner mostrou que os quadrinhos poderiam expressar temas e dramas com peso literário.
Ao mesmo tempo, com Spirit, elevou a qualidade das histórias leves e descompromissadas que já eram produzidas na época. 

Gustavo Duarte

Spirit por Gustavo Duarte

Conheci o Will Eisner quando eu tinha uns 9 anos. Na época, encontrei um gibi do Spirit numa banca de Bauru. Virei fã do personagem e do criador desde então.

Tanto com Spirit como com as suas outras graphic novels, ele conseguia unir Aventura, Humor, Drama e Suspense com uma aula de narrativa em cada história.

E sem esquecer, é claro, sendo um dos maiores desenhistas da história. Desde aquela visita à banca, ele é um dos meus maiores heróis. 

Fábio Moon

A temática cotidiana, a importância da narrativa e a paixão pelo desenho com pincel estão em mim por influência do Will Eisner.
Se o Eisner fosse criar um Spirit hoje em dia, acho grande a chance de que o "espírito do tempo" de hoje fosse uma mulher. 

Will Conrad

Will Eisner por Will Conrad

Will Eisner, além de um dos maiores catedráticos dos quadrinhos modernos, ocupa um lugar especial em minha trajetória de quadrinista, tendo sido o primeiro grande artista a avaliar meu portfólio e me incentivar a seguir essa carreira. 

Arte criada para o livro e exposição Ícones dos Quadrinhos (2013).

Camilo Solano

Will Eisner por Camilo Solano

Ao invés de fazer o Spirit, peguei de referência um trabalho que realmente mexeu comigo quando vi, que é o New York The Big City, sinto que tem muito do Captar que veio desse trabalho do Eisner, com certeza é meu álbum favorito dele. Ainda mais porque mostra uma realidade muito paulistana... ainda mais para mim que veio de um lugar bem diferente daqui.
Fiz uma cena vista de outro ângulo de um cara roubando uma bolsa de uma mulher e as pessoas não se dando muito conta do que está acontecendo.
Botei aquele estilo de cores meio sépia que ele fazia também.

Rebeca Prado

Will Eisner por Rebeca Prado

Escolhi o primo Mersh, personagem do conto Mágica de Rua. Pequenos Milagres foi uma das primeiras graphics que eu li, e esse conto especificamente tinha um traço de humor tragicômico muito sofisticado que eu nunca mais esqueci. Era como se a história tivesse acontecido com um amigo meu. 

Marcelo Braga

Comissário Dolan por Marcelo Braga

Sempre admirei a capacidade do Will Eisner de não se levar tão a sério em suas belíssimas páginas, abusando da elasticidade, onomatopéias e caricaturas mesmo quando o assunto era sério ou o tema pesado. Pra entender é só dar uma boa olhada na cara do Comissário Dolan.

Weberson Santiago

Spirit por Weberson Santiago

Quem me apresentou o trabalho do Will Eisner foram o Octavio Cariello e o Marcelo Campos. Aquilo era diferente de tudo que eu lia. Só conhecia quadrinhos de super-heróis e os infantis. As histórias do Will Eisner mudaram completamente minha maneira de enxergar quadrinhos e desenho. A narrativa espetacular e a expressão corporal das figuras que o Eisner desenhava me ajudaram e ajudam até hoje na hora de desenhar e dar aulas. Além de tudo isso, ele contava histórias espetaculares, com temas complexos abordados de maneira simples e leve. O livro que mais gosto é O Edificio.

Eduardo Ferigato

Will Eisner por Eduardo Ferigato

Will Eisner tem um peso enorme na minha formação como quadrinista, sua obra Quadrinhos e Arte Sequencial foi meu livro de cabeçeira por um bom tempo. Além disso, ele revolucionou a indústria, com suas páginas que romperam as barreiras das calhas e requadros. Um monstro das HQs. 

Marcelo Costa

Spirit por Marcelo Costa

Comecei a ler quadrinhos na infância, X-Men, Novos Titãs e Turma da Mônica eram o que eu conhecia na pequena cidade em que morava. Conheci Eisner bem tarde, com o meu primeiro livro, O Edifício. Me apaixonei em segundos por sua narrativa incrível e desenho impecável. Spirit veio muito depois e se tornou um de meus heróis preferidos. Eisner me ensinou muito do que eu sei até hoje, sou grato a ele por isso.

Thobias Daneluz

Spirit por Thobias Daneluz

Com Eisner vi que era possível contar histórias sem que estejam num contexto heróico ou aventuresco. Quando li Um contrato com Deus vi exatamente isso, histórias sobre cotidiano com problemas mais próximos de nós do que imaginamos.

Bruno Seelig

Spirit por Bruno Seelig

Eu conheci o trabalho do Eisner já na faculdade quando estudava narrativa gráfica. Não pensava em fazer quadrinhos na época. Era só por curiosidade mesmo. Joguei no Google mais ou menos isso "melhores livros sobre narrativa gráfica”. 

Apareceu o Eisner.

Dois livros na cesta e cliquei 'comprar'. Chegou. Li uma, duas, três vezes. 

Tá aqui do lado. Leio até hoje. 

Então vieram Spirit e as graphic novels (e tudo que eu consegui achar). 

Difícil discordar que ele era, realmente, o melhor.

Breno Tamura

Will Eisner por Breno Tamura

O trabalho dele teve um grande impacto no meu modo de como fazer quadrinhos, em todos os sentidos, seja na perspectiva e no modo de contar uma história, enfim, uma grande influência até hoje

Felipe Massafera

Spirit por Felipe Massafera

Conheci o Eisner através do meu tio quando eu tinha uns oito ou nove anos, fui influenciado indiretamente pelo trabalho dele, sem dúvida um dos maiores de todos os tempos (junto do Alex Raymond, Jack Kirby e Alex Toth). Sua obra Quadrinhos e Arte Sequencial é leitura obrigatória! 

Cris Bolson

Spirit por Cris Bolson

Pra mim e pra qualquer artista que gosta de narrativa visual o Eisner é um mestre e está naquele panteão de deuses dos quadrinhos junto com Kirby e Buscema. Uma das maiores emoções da minha vida de artista foi conhecer ele pessoalmente na bienal dos quadrinhos. Eu quis fazer ele sem chapéu pra fugir da imagem cliché do personagem.

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